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SAY HELLO TO MY BOOKS

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Jorge Amado, Saramago, Pilar e vinho tinto. Como foi a apresentação do livro?

Aconteceu ontem, às 18h30, na Fundação José Saramago, em Lisboa, a apresentação do livro "Com o mar por meio - Uma amizade entre cartas", do qual falei aqui. Combinei com algumas meninas dos livros (#vivaoclube) e lá fomos, ansiosas para conhecer esta obra que já tinha sido publicada no Brasil, em Julho. 

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O evento era no quarto andar. Decidimos ir pelas escadas e excusado será dizer que paramos em todos os pisos. Nunca tinha ido à Fundação (shame on me...eu sei) e achei lindo as paredes forradas de edições antigas e recentes dos livros de Saramago, edições de vários países, cadernos pessoais, fotografias, objetos que pertenceram ao escritor e que instigam a imaginação de qualquer fã. ("Era nesta máquina que ele escrevia" ... "Por onde terá este caderno viajado?"). Entre exclamações de admiração, partilha de curiosidades e vistoria pela loja, como já era de esperar, chegámos alguns minutos atrasadas à sala do evento, já sem cadeiras disponíveis para as cinco. E como todos os malandros têm sorte, indicaram-nos um banco mesmo à frente, onde nos sentámos e podemos assistir à apresentação em primeira fila.

 

Um representante da Fundação e uma das responsáveis da Companhia das Letras Portugal abriram as hostilidades. O livro chega a Portugal precisamente na data de aniversário de Saramago, faz hoje (16 Novembro) 95 anos do seu nascimento. Estava presente Pilar del Rio, companheira de tantos anos de Saramago e presidente da Fundação. Confessou que os livros sairam ontem mesmo da gráfica e que, devido a um problema, por pouco não chegavam a tempo do evento. Felizmente chegaram e eu trouxe o meu exemplar para casa. 18€ redondos. Tnha conseguido com desconto se comprasse online, mas a verdade é que comprando ali podia ser assinado por Pilar. Hesitámos em pedir-lhe que assinasse, questionámo-nos se seria de bom tom, mas visto que ela foi parte fundamental no trabalho de recolha e organização do livro, tal como Paloma, filha de Jorge Amado, achámos que não teria mal. Pusemos a vergonha de lado e fomos falar com ela, à espera de um sorriso amarelo e uma simpatia forçada. Mais uma vez, a vida a mostrar-me que as aparências iludem, desta vez para o bem. Pilar foi super simpática, acessível, com bom humor. Assinou os livros, com dedicatória, fazendo referência ao aniversário de Saramago, na página em que é publicada uma fotografia sua com Paloma. Quantos mais livros houvesse, mais assinava. Depois, tirámos fotografias, sempre de sorriso na cara, como podem ver, e ainda fizemos um brinde. A organização ofereceu um copo de vinho tinto a quem estava presente, Pilar distribui os copos por nós, que estávamos ao seu lado no momento, e brindámos juntas. Ao livro, a Saramago e à Amizade. Ela mandou um "Salud" em espanhol e eu agradeci-lhe, em bom português, "Obrigado por ter feito este livro incrível". Ela sorriu, certamente orgulhosa por dar mais este miminho "Saramaguiano" aos fãs e poder dar a conhecer mais de José, o homem, que ficava tantas vezes soterrado debaixo do apelido como escritor.

 

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Da esquerda para a direita: Jéssica (Companhia Literária), Pilar del Rio, Sandra (say hello to my books),

Cristina (Books and Beers), Carolina (Holly Reader) e Sónia (Livraria Imperfeita). 

 

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Foi feita uma leitura de excertos das cartas por Marcello Urgeghe (a ler Saramago) e Mariano Marovatto (a ler Amado), também com interpretação de algumas músicas brasileiras e portuguesas por parte deste último. Foram momentos bonitos, tocantes e que nos fizeram realmente sentir a união destes dois países irmãos. No final, os dois abraçaram-se, como Amado e Saramago certamente teriam feito. Foram, também, abraçados por Pilar e acredito que todas as cerca de cinquenta pessoas que estavam naquela sala se comoveram. Fico feliz por ter estado presente. Este evento sim, acrescentou muito. E, quando terminou, ainda muita conversa saiu dali. Juntem cinco mulheres interessantes, com gosto pela Literatura e tanto mais, e ninguém as cala. (novamente #vivaoclube)

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À noite comecei a ler o livro. Não dava para esperar. Posso, desde já, dizer que me comove muito a admiração que tinham um pelo outro. A preocupação e respeito mútuos. Amado era dez anos mais velho que Saramago e começou a ter alguns problemas de saúde, que acompanhamos e percebemos aí, nas trocas de palavras de apoio, a amizade bonita que partilhavam. Noutras partes, sorrimos com o sentido de humor dos dois em relação a temas como o prémio Nobel ou qualquer acontecimento mais comum do quotidiano. Com o mar pelo meio, esticavam os braços para longos abraços traduzidos em palavras nestas cartas. 

 

Uma curiosidade gira é que tanto um como o outro assinam todas as cartas não só por eles, mas também pelas respectivas mulheres. Os votos, abraços e beijinhos são sempre feitos de casal para casal. Não acham bonito? Num mundo de egocentrismos, viver e socializar a dois é realmente um desafio. 

 

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Vejam também o vídeo da Cristina sobre a apresentação. 

 

Uma grande novidade chega finalmente a Portugal!

Há uns meses soube da publicação de um livro chamado "Com o Mar por Meio". Para quem ainda não ouviu falar, prepare-se: é, nada mais nada menos, uma obra que reúne a correspondência trocada entre Saramago e Jorge Amado, durante os vários anos, já numa idade avançada, em que se tornaram bons amigos. Conheceram-se em 1990, em Roma, quando foram jurados do prêmio União Latina. Saramago tinha 68 anos e Jorge Amado, 78. Uma amizade tardia, mas com laços fortes, que resultou numa troca de ideias regular entre ambos, de 1992 a 1998, que só imagino ser do melhor que há. Além de cartas, este livro publica também "bilhetes, cartões e faxes, além de fotos do acervo pessoal dos autores". Um rebuçado gigante para quem gosta dos dois. Acho Saramago genial e tenho um carinho gigante por Jorge Amado, que tem um dos capítulos mais bonitos que li até hoje, chamado "As luzes do Carrossel", em "Capitães da Areia".

 

Paloma Jorge Amado, filha do escritor brasileiro, e Pilar del Río, mulher do autor português, são as responsáveis por detrás da iniciativa. A reunião da correspondência foi lançada em Julho, pela Companhia das Letras, no Brasil. O evento decorreu na Casa José Saramago, em Paraty, onde estava a decorrer a FLIP (feira internacional de literatura). 

 

Desde que li sobre isto, fiquei em pulgas e cheia de vontade de meter as mãos neste livro na hora. Mas depois de um tempo percebi que tinha sido editado apenas no Brasil. No sábado passado este assunto foi comentado no Clube dos Clássicos Vivos. Então o livro foi lançado há quatro meses no Brasil e em Portugal, país de Saramago, nada? Nem de propósito, esta semana saiu a notícia do seu lançamento neste cantinho à beira-mar plantado. 

 

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É no próximo dia 15 de Novembro, quarta-feira, às 18h30 na Fundação José Saramago, em Lisboa. Vou tentar ir!

Podem ver o evento no Facebook aqui

Dois artigos sobre o lançamento desta obra que vale a pena ler, em O Benetido e no Diário de Notícias

 

TAG | Fim do Ano 2017 - o que falta?

Esta tag não é mais que um ponto de situação neste quase final de ano, que foca alguns dos desejos literários ainda por cumprir.  Foi a Ariel Bissett que criou a tag e já vi a Claúdia e a Sónia a responder. 

 

1) Um livro que começaste este ano e que precisas terminar?

Não falo de um só livro, falo da série Harry Potter que comecei a ler este ano e quero terminar. Estou no quarto livro. Faltam três. 

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2) Tens algum livro outonal para fazer a transição para o final do ano?

Normalmente, gosto de ligar livros a estações, apesar de este ano não ter nenhum específico para o Outono. Mas quero ler A Menina que Roubava Livros, que tem uma história que ligo a dias frios, chuvosos, debaixo da manta e com chá.

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3) Existe uma nova edição / lançamento que ainda estás à espera?

Não estou à espera de nada em particular, mas há um lançamento interessante agora em Novembro (fiquei de olho). A Antígona vai lançar o livro de Eduardo Galeano, Mulheres, "um conjunto de relatos inspiradores sobre a resistência feminina, desde Joana d’Arc a Frida Kahlo, passando por Eva Perón". Já quero! Não conheço ainda a capa. 


4) Quais os três livros que queres muito ler antes do fim do ano?

Até final do ano vou certamente ler estes três: 

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5) Existe algum livro que ainda pode surpreender e vir a ser um favorito do ano?

Talvez "A Cor do Hibisco", da Chimamanda. 


6) Já começaste a fazer planos de leitura para 2018?

Alguns. Vou manter-me fiel à filosofia que abracei este ano de não entrar na loucura de participar em mil desafios literários que existem por aí. Não dá para tudo e isso cria uma pressão de leitura gigante. Por isso, vou tendo os meus objetivos, sem grandes limites e prazos. Ainda não delineei nada em concreto, mas no geral quero:

- abraçar o Março Feminino outra vez, ler só mulheres em Março.

- continuar a ler livros de vários países do Mundo.

- ler mais Agatha Christie, quem sabe um por mês. 

- ler mais Ficção Científica e Biografias. 

 

Clube dos Clássicos Vivos | Novembro 2017

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Foi ontem o terceiro encontro do Clube dos Clássicos Vivos (quarto, no geral) em que estive presente. Vou para lá como se já fosse ao café ter com amigas, tal é o à vontade que vamos ganhando ao partilhar as nossas opiniões sobre o que lemos e outras coisas mais. Desta vez, juntámo-nos na Livraria Ler Devagar, no LX Factory, em Lisboa, um sítio que conheço bem e adoro. 

 

O livro em causa era Dom Casmurro do Machado de Assis e a opinião foi unânime: toda a gente adorou o livro. Umas adoram o Bentinho, outras a Capitu, algumas acreditam que houve traição, outras não. Achamos que o livro é muito mais que a grande questão da obra ("houve traição ou não?), tem crítica social, é uma crónica de costumes da época, tem referências literárias e mitológicas, tem amor, ciúme, amizade, família. Esta semana entra no blog a minha opinião pessoal, mas posso já dizer que Bentinho, o nosso Dom Casmurro, é mais um personagem inesquecível. Daqueles que os clássicos nos pregam ao coração (tal e qual Julien Sorel de O Vermelho e o Negro, livro comentado no último encontro). 

 

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Éramos sete meninas, com um novo membro, a brasileira Jéssica, que já leu várias vezes este livro. No Brasil é uma das obras obrigatórias na escola, portanto tinha uma visão mais global, profunda e histórica da obra que foi muito interessante conhecer. É esta troca entre todos a mais-valia destes encontros. Saímos sempre mais ricos, mais completos. Cada pessoa tem algo a acrescentar. Uns sabem mais sobre a vida do autor, outros sobre a obra, outros lembram-se de teorias geniais que mais ninguém tinha pensado e saímos de lá a pensar no livro de outra forma. São encontros que acrescentam, sempre. Só pecam pela brevidade, as horas passam a voar. 

 

A Cláudia, de forma generosa, fez ainda um sorteio de pequenas lanternas de leitura, lápis do Harry Potter e marcadores com imagens de várias cidades europeias. Presentes incríveis. Obrigada! Combinámos fazer uma troca de prendas no próximo encontro, que será no início de Janeiro, dentro do espírito natalício e de Dia de Reis. Uma espécie de amigo secreto literário. Mal posso esperar! Estamos ainda a decidir o melhor dia e local, mas em princípio será jantar. Quem se quiser juntar, não se acanhe. Vale muito a pena! 

 

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As meninas que estiveram neste encontro:

Cláudia - A Mulher que Ama Livros

Carolina - Holly Reader

Alexandra - Mais Mulheres Por Favor

Cristina - Books and Beers

Sónia - A Livraria Imperfeita

Jéssica - Companhia Literária

VIDA | EM OUTUBRO QUERO...

 

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Compras velas para a época. 

Tornar a decoração da casa mais Outonal. 

Comprar mais sabores de chá. 

Voltar às sobremesas de forno.

Comprar uma manta nova, daquelas fofinhas e quentinhas. 

Festejar os 6 meses da minha afilhada querida, dia 15.

Voltar à meditação. 

Ter o novo Cartão de Cidadão e o novo passaporte nas mãos. 

Pagar o resto da viagem que vou fazer no final do ano.

Aumentar o exercicio físico para mais vezes durante a semana. 

Fazer a revisão do carro.

Ver o filme do mês para os 12 Filmes para 2017

Ver os regressos das séries que acompanho. 

Ler o livro para o Clube dos Clássicos Vivos. Ler um livro para o mês do horror.  Ler mais um Harry Potter. Ler mais um livro para os 12 meses, 12 livros. 

Ouvir muita música. Ir acrescentando sempre novas músicas às minhas playlists do Spotify (embora tenha o  grátis que só me deixa ouvir em "aleatório").