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SAY HELLO TO MY BOOKS

SAY HELLO TO MY BOOKS

19
Set16

BookTag: Dias da semana em livros

Mais uma voltinha, mais uma tag literária por aqui. Esta foi criada pela Pam Gonçalves, tem sete categorias de acordo com os dias da semana e ideia é associar um livro a cada dia. 

 

Domingo - Um livro que não queres que termine ou não querias que terminasse

Um dos meus preferidos de sempre, "Mataram a Cotovia", de Harper Lee. Porque me agarrei muito à história e porque sabia que era o único livro (até à data) escrito e publicado pela autora.

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Segunda-Feira - Um livro que tens preguiça de começar.

"A Muralha de Gelo", das Crónicas de Gelo e Fogo. Li o primeiro livro e quero dar continuidade à série, mas estou com muuuita preguiça de começar. Talvez por saber que, nesta fase, a história dos livros ainda é muito parecida com a da série de televisão - de que sou fã - que já está super adiantada.

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Terça-Feira - Um livro que leste por obrigação.

"Aparição" de Vergílio Ferreira foi daqueles livros obrigatórios do secundário que me deu cabo da cabeça. Eu, que até gostei bastante dos livros que eram obrigatórios nas aulas de português (Os Maias é um dos meus preferidos até hoje) sofri para terminar este. Achei muito maçudo, chato, tanto que nem me lembro nada sobre a história. Ainda podia tentar relê-lo hoje em dia para ver se a minha opinião mudava mas...não quero. 

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Quarta-Feira - Um livro que deixaste pela metade ou estás a ler no momento

Se seguem o Instagram já sabem o que ando a ler. Devagarinho. Porque a escrita de Eça assim o exige e porque não ando a ler muito, no geral. 

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Quinta-Feira - Um livro "de quinta", que não recomendas

"O Mensageiro", de Andy Andrews. É um livro de auto-ajuda mascarado de ficção. Enganou-me com esta capa.Tinham-me oferecido, ficou na estanto muito tempo antes de lhe pegar. Um dia foi para a mesa de cabeceira. Não deixei a meio porque não gosto de o fazer, mas estive tentada. Odiei. Fraco, cheio de clichés, com uma escrita muito básica. Não leiam.

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Sexta-Feira - Um livro que queres que chegue logo (lançamento ou compra)

Este livro de crónicas, escrito pela atriz brasileira Maria Ribeiro, foi lançado em Portugal a semana passada e tenho muita curiosidade em lê-lo. Não comprei ainda, mas é um lançamento recente que há-de vir parar cá a casa. 

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Sábado - Um livro que quiseste recomeçar assim que terminou.

"A Sangue Frio", do Capote. Depois de "entrar" dentro da cabeça dos assassinos, queria voltar ao início para reler como tudo se passou, já sabendo as razões deles. Não o fiz. Mas vai ser relido um dia, de certeza. Já falei nele aqui e também o escolhi para uma categoria de outra tag. É um dos meus preferidos.

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Para não marcar sempre as mesmas pessoas, desta vez desafio a Dora, a Sweet, a Miss F, a the book keeper e a BeatrizCM. Mas toda a gente que passar aqui e achar a tag interessante, está à vontade para responder (e depois vir mostrar-me). 

14
Set16

A Amiga Genial, Elena Ferrante

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Fiquei na dúvida que classificação dar a este livro, se 4 ou 5 estrelas, não só por todas as opiniões que ouvi de que os próximos são melhores (então para quê gastar já a nota máxima?), mas porque sinto que me faltou alguma coisa.

 

Já toda a gente sabe que a história é sobre duas amigas. Lenú é a narradora que, no alto dos sessenta anos, decide escrever sobre a sua vida, centrada na amizade que tem com Lila desde a infância. Pelo meio vamos conhecendo o bairro modesto de Nápoles onde cresceram, assim como os seus vizinhos e amigos. Parece simples, não é? Mas é tudo muito mais complexo do que estão à espera. 

 

Achei a primeira parte, sobre a Infância, um bocadinho aborrecida. Percebo que era importante para percebermos o background delas e porque se volta àquela época regularmente para se explicar alguns factos que vão ser essenciais no caminho das personagens. Ainda assim, não me cativou. A segunda parte, sobre a Adolescência, já me envolveu mais, já me consegui relacionar a história, ainda que seja passada nos Anos 60. Mas o final ficou aquém das minhas expectativas. Esperava que houvesse algum acontecimento que me fizesse ficar louca para ler o segundo volume logo a seguir e isso não aconteceu. E por estas razões, dei quatro estrelas e não cinco. Mas gostei bastante e é realmente um livro bom.

 

E o que é para mim um livro bom? Além de bem escrito, com uma história interessante, profunda e credível, são livros que nos fazem sentir. Seja o que for. E este livro fez-me refletir sobre a minha própria infância e adolescência, fez-me recordar tempos de escola e fez-me pensar em amizades que tinha na época. Algumas ainda hoje mantenho, outras nem por isso. Este livro fez-me olhar para a minha evolução e crescimento como pessoa desde a altura em que tinha 15 anos, que olhava para o futuro incerto com ansiedade, ao mesmo tempo que achava que já sabia tudo. Foi uma leitura importante por isso mesmo. Nenhuma, até hoje, me tinha feito viajar a certas recordações que estavam guardadas numa gaveta no fundo da memória e ficar a pensar nelas com o livro pousado no peito.

 

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 Bem-haja ao índice das personagens no ínicio do livro...era toda uma confusão durante a leitura sem ele. 

 

Mas afinal quem é a Elena Ferrante? Uma autora que não dá a cara, só responde a entrevistas por escrito e diz preferir ser conhecida pelas suas palavras e não pelo seu aspecto. Será que é só por isso mesmo? Sinto que toda a historia é um aglomerado de factos sobre a vida daquele bairro e daquelas duas miúdas. Pensei, várias vezes enquanto lia, que é uma obra autobiográfica, que a autora se sentou a escrever a sua própria história, a história do bairro em que cresceu e de uma grande amizade sua. Que desabafou tudo o que quis naquelas páginas, incluindo alguns pormenores que não aquecem nem arrefecem, romantizando um bocadinho alguns factos. Posso estar enganada. Mas juntamente com o facto de ela não querer revelar a identidade com medo de "virar alvo de hostilidades públicas", essa teoria ganha força.

 

Estou habituada a escrever como se estivesse a repartir um espólio. A uma personagem atribuo uma característica de Fulano, a outra uma frase de Beltrano. Reproduzo situações em que pessoas, que conheço ou conheci, se encontraram de facto, revivo experiências verdadeiras. (...) De modo que aquilo que escrevo está cheio de referências a situações e acontecimentos que realmente se deram, mas que foram reorganizados e recriados como nunca ocorreram.” - Lido, aqui

 

E a questão que se impõe no final da leitura é: Quem é, afinal, "A" amiga genial? A Lila ou a Lenú?

 

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 (Capas italiana, espanhola, brasileira e norteamericana)

 

E a tradução? Não deve ter sido um trabalho fácil, mas certas palavras e expressões irritaram-me. Não sei como está o original, nem peço que traduzam as obras de forma a simplificarem a sua linguagem a um ponto básico quando não é assim que o autor original escreve. Mas houve palavras utilizadas demasiadas vezes como, por exemplo, “altercação”, quando podiam de vez em quando ter usado sinónimos. A utilização do gerúndio também me incomodou, como “o que ela estava sentindo”, sendo que não estamos a traduzir para brasileiro nem para alentejano. Mas vá, são pormenores e não foi por isso que gostei menos da história. 

 

Título: A Amiga Genial

Autor: Elena Ferrante

Edição: Relógio D'Água, 2014

Ano de publicação: 2011

 Nº páginas: 264

13
Set16

Das coisas mais bonitas que li (sem ser em livros)

Eu sou muito fã do Gregório Duvivier. E sou muito fã da Clarice Falcão. Fora o Porta dos Fundos, que adoro, sou fã da escrita dele e das músicas dela. Era fã deles como casal. Separaram-se há algum tempo. E agora ele escreveu, como tão bem sabe, tudo o que ela representou e as marcas que deixou.

 

"Desculpe o transtorno, preciso falar da Clarice", é uma declaração pós-separação. É um acto de amor, que mostra uma nobreza de espírito que não se vê todos os dias. Até porque ela, hoje em dia, está noutra relação e nem toda a gente teria coragem de escrever publicamente para um ex comprometido.

 

Leiam. AQUI

 

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 E, já agora, vamos rever isto que é brutal.

 

 

 

12
Set16

Cinematona

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 (imagem Google)

 

Acho sinceramente que os dias deviam ter mais de 24 horas para podermos ler mais, ver mais filmes, ver mais séries e ter tempo para tudo. É que nos últimos tempos vejo tantas maratonas literárias e desafios cinematográficos e etc, que uma pessoa não consegue chegar a tudo. A verdade é que não nos identificamos com todos e eu só participo naqueles que me chamam mais, pelo tipo de experiências que proporcionam ou pelos desafios que propõem. De vez em quando aparecem uns que valem a pena, especialmente quando são criados por pessoas que gostamos de ler e ouvir neste mundo dos blogs e canais. 

 

Isto para dizer que a Dora criou a sua primeira Cinematona que, como o nome indica, é uma maratona de cinema. Dura um mês, de 12 de Setembro a 12 de Outubro (começa hoje), com doze categorias que acho muito abrangentes. Só não dá é para encaixar um filme em várias, nem escolher filmes que já vimos. 

 

Eu, que vejo vários filmes por mês acho o desafio fácil, mas para quem vê pouco cinema é uma boa forma de se desafiar nesse sentido, de ver mais filmes e de géneros de que normalmente foge. Eu fujo de filmes de terror...pimbas, vou ter que levar com um aqui. Mas sair da zona de conforto é bom...digo eu agora à luz do dia, sem medo de nada. 

 

E os desafios são:

 

1. Um documentário 
2. Um filme europeu 
3. Um filme de terror
4. Uma comédia romântica  
5. Um filme recomendado
6. Um filme com o actor preferido
7. Um filme com a actriz preferida
8. Um filme erótico
9. Um filme de 2016 

10. Um filme que toda a gente viu menos eu 

11. Uma adaptação cinematográfica 
12. Um filme dos anos 80

 

Há alguns filmes que tenho para ver e que encaixam perfeitamente nestas categorias. Vou partilhando aqui e no Instagram sempre que fizer check num dos desafios.  

 

Eu, que vejo bastantes filmes por mês, falo pouco disso aqui no blog, sem ser sobre adaptações cinematográficas de certos livros. Digam-me se gostavam de ver, de vez em quando, uns posts sobre cinema.  

12
Set16

O que li em Agosto

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Agosto foi um mês bom em tudo. Praia, piscina, bons fins de tarde, bons fins de semana, férias e também de leituras. Li seis livros, o que é muito bom tendo em conta que houve ali uma semana e pouco, a meio do mês, em que não peguei praticamente em nada.

 

Como gosto de ver estes resumos noutros blogs e canais, acho que tem sentido partilhar umas estatísticas pessoais por aqui também. Há muito tempo que registo este tipo de coisas no caderninho onde aponto as minhas leituras (sim, além do Goodreads vai tudo para um caderninho) só não costumo publicá-las no blog porque nem todos os meses são iguais em termos de leituras. 

 

6 livros lidos

5 livros físicos + 1 ebook

5 livros de ficção + 1 livro de não ficção

2 homens + 4 mulheres

2 autores brasileiros + 2 ingleses + 1 italiano + 1 norte-americano 

3 livros da primeira metade do séc.XX + 3 livros publicados nesta década (> 2010)

Cerca de 1600 páginas lidas

 

A primeira investigação de Poirot, Agatha Christie - 4

Mary Poppins, P. L. Travers - 4

Azeitona, Bruno Miranda - 3.5 

Capitães da Areia, Jorge Amado - 5

A Amiga Genial, Elena Ferrante - 4

Não sou esse tipo de miúda, Lena Duham - 3

 

Além dos livros terminados, ainda li mais 10 contos do livro "Contos do Nascer da Terra", do Mia Couto. 

Acho que Agosto foi um mês equilibrado. 

 

09
Set16

101 with Books

Meti-me em mais um projeto literário. Não resisto a estas coisas que nos fazem sair da zona de conforto em relação a leituras, com uns desafios giros pelo meio. Desta vez não tem tanto a ver com os livros que lemos, mas sim onde os lemos e o tipo de experiências que podemos ter enquanto os lemos. 

 

A ideia foi da Cláudia, mais conhecida como A Mulher que Ama Livros, que anda sempre a magicar ideias destas. É um projeto para se fazer com tempo, sem desafios com data fixa e muito menos prazo para terminar. 

 

A ideia é fazer check em 101 momentos de leitura que nos são propostos. Uns que facilmente encaixamos no nosso dia-a-dia como "ler antes de todos acordarem" ou "ler ao almoço" e outros mais complicados como ler num barco, num farol ou de pernas para o ar. Alguns desafios vão obrigar-nos a puxar pela imaginação e a criar situações de leitura em certos locais onde nunca pensámos ler. O objectivo é, precisamente, incentivar a leitura e mostrar as inúmeras possibilidades de locais e momentos em que podemos pegar num livro. 

 

Os desafios são: 

 

1 Ler num parque campismo
2. Ler na cidade
3. Ler no campo
4. Ler no jardim
5. Ler no centro comercial
6. Ler na sala de cinema
7. Ler na biblioteca
8. Ler e ver o pôr do sol
9. Ler antes de todos acordarem
10. Ler durante o almoço
11. Ler na pizzaria
12. Ler no comboio
13. Ler no avião
14. Ler a ouvir música
15. Ler com uma bebida a acompanhar
16. Ler na tua estação do ano preferida
17. Ler numa fila de espera
18. Ler num restaurante
19. Ler numa pousada ou hostel
20. Ler enquanto esperas por alguém
21. Ler de pernas para o ar
22. Ler num dia de chuva
23. Ler no elevador
24. Ler no teu lugar preferido de sempre
25. Ler na praia
26. Ler à luz das velas
27. Ler na companhia de um animal
28. Ler em voz alta
29. Ler perto do rio
30. Ler numa feira
31. Ler no museu
32. Ler num spa
33. Ler numa roulote ou autocaravana
34. Ler com silêncio total
35. Ler no quintal
36. Ler debaixo de uma árvore
37. Ler no terraço
38. Ler dentro de um carro
39. Ler na tua livraria preferida
40. Ler depois de uma massagem
41. Ler à janela
42. Ler num lugar especial
43. Ler no barco
44. Ler na rede
45. Ler com a companhia de outro leitor
46. Ler perto de uma árvore de natal
47. Ler no teu lugar preferido da cidade/vila onde vives
48. Ler perto de um monumento
49. Ler na escola
50. Ler junto da família
51.Ler à lareira
52. Ler mascarado
53. Ler a comer o teu doce preferido
54. Ler depois de uma caminhada
55. Ler à beira da piscina
56.Ler no sofá
57. Ler antes de dormir
58. Ler numa sala de espera
59. Ler depois de tirares um bolo do forno
60. Ler quando estiveres de férias
61. Ler com uma chávena de chá/café
62. Ler depois de veres uma adaptação cinematográfica
63. Ler num dia sem nuvens no céu
64. Ler numa rua com o nome de um escritor
65. Ler antes de um concerto
66. Ler debaixo das estrelas
67. Ler após assistires a um filme de terror
68. Ler sem o telemóvel e portátil por perto
69. Ler num dia chato
70. Ler num alfarrabista
71. Ler no dia do teu aniversário ou no dia do aniversário de alguém especial
72. Ler na cama
73. Ler num piquenique
74. Ler no escritório
75. Ler em frente a uma casa com janelas azuis
76. Ler no farol
77. Ler de pantufas
78. Ler um livro recomendado por um booktuber (se for por mim, melhor)
79. Ler um livro da lista 1001 livros antes de morrer
80. Ler um livro de capa dura
81. Ler um livro com uma capa linda
82. Ler um livro com imagens
83. Ler um livro de um autor vencedor do prémio Pulitzer
84. Ler um livro de não ficção
85. Ler no castelo
86 Ler na pista
87. Ler num dia ventoso
88. Ler num dia perfeito
89. Ler um livro com cheiro a novo
90. Ler um livro oferecido por alguém especial
91. Ler a ouvir a tua banda sonora preferida
92. Ler numa noite de insónias
93. Ler um livro de um autor vencedor de um prémio português
94. Ler um livro numa maratona literária
95. Ler um livro em apenas um dia
96. Ler um livro do género literário que menos gostas
97. Ler um livro com um título longo
98. Ler numa esplanada
99. Ler no meio do nada
100. Ler debaixo das mantas
101. Reler um livro especial, ou reler partes de um livro especial e partilhar com o mundo uma parte especial desse livro especial

 

Sempre que realizar um destes desafios venho aqui riscá-lo. Mas para me organizar e porque estes desafios não são só literários, mas também um bocadinho pessoais, imprimi a lista e vou registar qual o livro que estava a ler, o local e a data em cada um deles. Acho que vai ser giro daquia uns anos olhar para isto e relembrar momentos que passei, locais onde fui, pessoas com quem estive, etc. 

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E como estas coisas são giras é a partilhar, pelas redes sociais a hashtag oficial é #101withbooks, onde estão as fotografias que os participantes vão tirando, no geral, e a mesma hashtag com o número do desafio no final para cada um em particular, como por exemplo #101withbooks63. Assim podemos cuscar os desafios dos outros participantes. Vou registar os momentos todos no Instagram e no final de cada mês faço aqui no blog um apanhado dos desafios que já fiz. 

 

Há uma regra essencial: cada item/experiência equivale apenas para um momento, ou seja, se estamos na praia numa esplanada não podemos matar dois coelhos com uma cajadada só. Basicamente é usar a imaginação para concretizar cada experiência. O projeto é aberto a qualquer pessoa que queira participar :) Não se esqueçam é de dar os créditos à Cláudia. 

 

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