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SAY HELLO TO MY BOOKS

SAY HELLO TO MY BOOKS

27
Out16

Ler os nossos em Novembro

A Cláudia lançou o desafio de #lerosnossos em Novembro, isto é, ler autores portugueses durante o próximo mês. Junto-me à iniciativa, claro, apesar de ser já um hábito meu ler autores portugueses durante todo o ano. Em 2016 já li Mário Zambujal, Nuno Camarneiro, Fernando Pessoa e Eça de Queirós. Mas sei que há quem não o faça e, por isso, tem aqui uma boa oportunidade. Não vou passar o mês só a ler autores portugueses, porque tenho outras leituras em mente, mas escolhi para este desafio um livro que vale como muitos: Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago. 

 

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25
Out16

30 dias de Novembro

Este cantinho anda meio parado e sinto-me mal com isso. Não vou estar com desculpas porque todos temos vida e sabemos que às vezes ela se mete no meio das coisas que mais gostamos de fazer. Por isso, decidi que em Novembro vamos ter posts todos os dias, para pôr o estaminé a mexer. É quase um exercício diário para me incentivar a escrever por aqui mesmo nos dias mais longos e cansativos. 30 dias e 30 posts seguidinhos. Quero partilhar opiniões de leituras que estão em falta, responder a tags literárias, fazer uns top 5 ligados a literatura, partilhar algumas ideias, discussões... Enfim.

 

Se tiverem alguma ideia ou sugestão para post será muito bem-vinda (deixem aqui nos comentários). Espero que quem segue e gosta do blog me acompanhe neste mês intenso de posts que vem por aí. 

 

22
Out16

Afinal não preciso escrever sobre o Nobel...

O The New York Times fê-lo por mim.

 

"The committee gave the prize to a man who is internationally famous in another field, 

one with plenty of honors of its own.

Bob Dylan does not need a Nobel Prize in Literature, but literature needs a Nobel Prize.

This year, it won’t get one".

 

Não é que não ache engraçado este prémio ou diferente, pelo menos. Não é que não ache que Bob Dylan não tenha mérito nas letras que escreveu ao longo dos anos. Mérito reconhecido em Grammys ou prémios de carreira... Só acho e peço - como li em qualquer lado - que não tirem os livros dos prémios literários. 

 

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16
Out16

Cinematona - A Conclusão

Há cerca de um mês disse-vos que ia participar na Cinematona, proposta pela Dora. A ideia era ver 12 filmes segundo 12 desafios, de 12 de Setembro a 12 de Outubro. Cada pessoa escolhia os filmes que queria ver, só não podiam ser filmes que já tivessemos visto ou usar o mesmo para duas categorias. O mês da Cinematona chegou ao fim e eu consegui fazer check em todos os desafios.

 

Confesso que os mais dificeis de escolher foram os filmes erótico e de terror porque são dois géneros que pouco vejo. Mas aproveitei e, dentro destas categorias, escolhi um filme que queria ver há muito tempo e outro que me despertou curiosidade desde que vi o trailer na época em que estreou. Também não foi fácil escolher para as categorias de ator e atriz preferidos, porque para cada um tenho o meu TOP 5. Então, os filmes que vi para a Cinematona foram: 

 

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1. Um documentário 

Amy (2015)

Comecei a Cinematona da melhor forma, a ver este documentário sobre a vida da Amy Winehouse, de quem sou fã. Com o coração apertado e com muita pena por ela se ter deixado levar pelo mundo do álcool e drogas e, mais ainda, por se ter rodeado de pessoas que não souberam preservar o seu bem-estar. Aquele pai era uma besta. O ex-marido pior ainda. E ela era só uma miúda que não queria ser famosa, só queria fazer música. Já conhecia a história, já sabia muitos dos pormenores que nos contam neste documentário, mas ainda assim vale muito a pena ver.

(IMDb: 7.8 // Minha classificação: 8)

 

2. Um filme europeu 

Amigos Improváveis - Intouchables (2011)

Tinha vontade de ver este filme desde que estreou...há cinco anos, portanto. Com vergonha de não o ter visto antes, foi desta! Tinha a certeza que ia adorar e adorei. Que história incrível, comovente, bonita. A relação de Driss e Philipe começa como um trabalho, mas cresce para uma amizade daquelas que nos dão vida, que nos fazem querer renascer mesmo nos piores momentos. Uma amizade improvavél entre dois mundos tão diferentes, entre um rapaz jovem, pobre e que até já esteve preso e um senhor mais velho, rico e tetraplégico, em que se ajudam um ao outro, se compreendem e se incentivam mutuamente a melhorar. É daqueles filmes que nos enchem o coração. 

(IMDb: 8.6 // Minha classificação: 9)

 

3. Um filme de terror

Orfã (2009)

Este foi o filme que mais me custou a escolher, porque não costumo ver filmes de terror e não faço ideia dos que têm ou não qualidade dentro do género. Pesquisei uns quantos e lembrei-me que tinha visto o trailer deste (talvez na época em que estreou) e me tinha despertado uma curiosidade mórbida. Um casal com dois filhos, e um recente aborto, decide adotar uma menina já mais crescidinha. No orfanato conhecem Esther, bem educada, bonita, com um passado triste. Claro que a criança mostra depois que não é nada daquilo que imaginaram e vai tornar a vida deles num inferno. Não me assustei muito, não mandei pulos, nem berrei... Houve algumas partes que me chocaram, mas nada que me fizesse desviar o olhar. Ainda assim, vi-o à luz do dia, não fosse a miúda saltar debaixo da minha cama com uma faca em punho. Não o achei assim tão assustador e confesso que estava mais preocupada em saber se iam conseguir safar-se e vingar-se daquela psyco, tanto que quando cheguei a meio do filme, fui ver os dois minutos finais e só depois é que continuei a vê-lo normalmente. Mais alguém já fez isto? 

(IMDb: 7 // Minha classificação: 7)

 

4. Uma comédia romântica  

Bridget Jones's Baby (2016)

Fui ao cinema matar saudades da Bridget Jones, mas saí de lá desiludida. Claro que não há amor como o primeiro e não estava à espera que o terceiro filme da série me despertasse o mesmo sentimento que o primeiro ou até o segundo. Mas foi mais fraquinho do que esperava. Temos o Patrick Dempsey a alegrar ali um bocado a coisa, mas já não tem a mesma piada. Só me ri na parte em que a levam para o hospital, de resto tudo muito básico.

(IMDb: 7.4 // Minha classificação: 6)

 

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5. Um filme recomendado

Quanto mais quente melhor - Some Like It Hot (1959)

Muitos dos clássicos (daqueles mesmo antigos) vi por recomendação da minha mãe, que queria que eu tivesse cultura cinematográfica sobre os anos dourados do cinema. Claro que este não foi excepção. Dois músicos, para fugir a uns mafiosos que os querem matar por serem testemunhas de um crime, mascaram-se de mulheres e vão trabalhar para uma banda feminina noutro Estado. A meio da viagem conhecem Sugar, que é nada mais nada menos que Marilyn Monroe, a sensualidade em pessoa, e apaixonam-se. Mas obviamente que ela só os as vê como melhores amigas. A partir daqui é só confusões, mas daquelas divertidas e muito anos 50. Gostei muito.

(IMDb: 8.3 // Minha classificação: 8)

 

6. Um filme com o actor preferido

 J. Edgar (2011)

Adoro o Leo DiCaprio e ando a ver todos os filmes dele que ainda não tinha visto. Por isso, escolhi J. Edgar para este desafio. Não é o melhor papel dele, nem o meu filme preferido onde ele entra, mas foi realizado pelo Clint Eastwood e vale a pena ver. (IMDb: 6.6 // Minha classificação: 7)

 

7. Um filme com a actriz preferida

A Modista - The Dressmaker (2015)

Uma das atrizes que mais gosto é a Kate Winslet. É assim um amor que tem vindo a crescer. Escolhi este filme porque, além de a ter a ela, todo o ambiente, guarda-roupa e sinopse me pareciam bastante interessantes. Mas afinal, nem as roupinhas o safaram. O filme não foi nada do que imaginei e, em algumas partes, achei-o muito tontinho. Não admira que, mesmo sendo apenas do ano passado, não se tenha ouvido falar muito nele. 

(IMDb: 7.1 // Minha classificação: 6)

 

8. Um filme erótico

De olhos bem fechados - Eyes Wide Shut (1999)

Eu não vejo filmes eróticos e, por isso, esta categoria fez-me ir procurar listas de filmes eróticos à Internet, para escolher um que valesse a pena e tivesse a mínima qualidade. "Eyes Wide Shut" estava em algumas listas e como é muito conhecido - não fosse ter estreado numa altura em que Tom Cruise e Nicole Kidman ainda eram um casal verdadeiro - e eu nunca o tinha visto, aproveitei agora. É engraçado como durante anos tive uma ideia do que seria este filme e na realidade não foi nada do que imaginei. Mas gostei, apesar de não o ter achado assim tããão erótico.

(IMDb: 7.3 // Minha classificação: 7)

 

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9. Um filme de 2016 

Money Monster (2016)

Temos um George Clooney e uma Julia Roberts... Logo, à partida é uma fórmula quase infalível para ser um bom filme. Mas não. Achei enfadonho, exagerado e muito prevísivel. (IMDb: 6.6 // Minha classificação: 6)

 

10. Um filme que toda a gente viu menos eu 

Match Point (2005)

É do Woody Allen, tem a Scarlet Johansson e já é de 2005. Portanto, acho que toda a gente já viu este filme, menos eu. Vê-se bem, mas não mudou a minha vida nem me marcou muito. Não me envolvi nada com as personagens, não fiquei mexida com a história, nada. Está visto e pronto. (IMDb: 7.7 // Minha classificação: 6)

 

11. Uma adaptação cinematográfica 

Mrs. Dalloway (1997)

Li Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf, o ano passado e, ainda que não tenha gostado muito do livro, estava à espera de mais aqui. A história tem vários ingredientes que imaginei ficarem brilhantes num filme. E apanhei uma desilusão. Que filme tão secante. A prova disso foi que o vi em três partes. Tinha que ir fazendo pausas e forcei-me a terminá-lo. Não é bom sinal quando isto acontece. Vanessa Redgrave, a protagonista, está bem no papel de Clarissa Dalloway e foi giro ver Natasha McElhone (a Karen de Californication) e Lena Headey (a Cersei Lannister de Game of Thrones) super novinhas, mas foi só isso. (IMDb: 6.9 // Minha classificação: 5)

 

12. Um filme dos anos 80

Desperately Seeking Susan (1985)

Estive indecisa entre vários. Adoro filmes dos anos 80, adoro o ambiente da época, adoro as músicas, as roupas, toda a envolvência da altura. Sou fã da Madonna (das músicas mais antigas) e o videoclip de Into the Groove, tem várias imagens do filme e foi isso que sempre me despertou curiosidade para o ver. Foi desta! Confesso que a curiosidade maior era ver a Madonna em modo actriz. É um filme divertido, com umas aventuras lá pelo meio, com uma banda sonora que me enche as medidas e que entretém. Gostei e por isso leva um 7. (IMDb: 5.9 // Minha classificação: 7)

 

Conclusão:

Vejo bastantes filmes por mês, por isso não foi díficil ver doze filmes dentro do prazo estabelecido. O que a Cinematona me trouxe de bom foi ver géneros em que não pegaria, neste momento, caso não tivesse entrado no desafio. Gostar mais ou menos dos filmes deve-se unicamente às escolhas que fiz, mas gostei da maioria e isso é que importa.

Acho que foi uma Cinematona equilibrada entre filmes recentes e filmes mais antigos. As protagonistas femininas tiveram em força e isso deixa-me feliz. Preferido: Intouchables, sem dúvida. O que gostei menos: Mrs. Dalloway.

Venham mais cinematonas!

 

10
Out16

5 Livros que quero ler no Outono

O Outono já começou há mais de duas semanas, mas só termina perto do Natal e, por isso, acho que esta é uma TBR facilmente concretizável. São cinco livros que, para mim, combinam com esta estação, com aqueles dias em que já precisamos de uma mantinha nas pernas, um cházinho quente ao lado e umas velas acesas enquanto lá fora começam a cair as primeiras chuvas e sentimos aquele conforto de estar a ler quentinhos em casa. 

 

O monte dos vendavais (Emily Bronte) - Um clássico que estou há muuuito tempo para ler.

Misery (Stephen King) - Tem que haver qualquer coisa de terror/thriller no Outono...

A sombra do vento (Carlos Ruíz Zafón) - Até tenho vergonha de ainda não o ter lido...

À espera no centeio (J.D. Salinger) - Não sei se é pela cor da capa, mas acho que liga com o Outono. 

O adversário secreto (Agatha Christie) - É o segundo livro publicado por Agatha Christie, e quero lê-lo para a continuação do meu projeto de ler os livros da autora por ordem cronológica.

 

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09
Out16

Quando um filme nos marca tanto que temos que pegar no livro já!

Apanhei na televisão, há uns dias, "As serviçais". No meio do zapping vi que estava a começar e pensei "vou ver só uma cena ou duas" por curiosidade, porque já tinha ouvido falar muito desta história. Não queria ver o filme todo porque tinha o livro em casa e queria lê-lo antes. Passadas as cenas iniciais, pousei o comando e pensei "só mais cinco minutos"... "só mais esta cena"... "só para ver como ela se desenrasca disto"... E foi assim que fiquei mais de duas horas colada ao ecrã até chegar ao "The End".

 

Que história incrível. Que filme maravilhoso. Sem dúvida um dos melhores que vi este ano e um dos que vai ficar no meu coração. Gostei tanto, tanto. As personagens são maravilhosas. Eu adoro a Viola Davis (ou não fosse o How to get away with murder uma das minhas séries preferidas), gosto muito da Jessica Chastain e a Octavia Spencer está impecável no papel de Minny Jackson (acabou por ganhar o Óscar de Melhor Actriz Secundária nesse ano). 

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Mal terminou o filme, fui à minha estante pegar no livro. Comprei-o há cerca de um ano em Cambridge, no Reino Unido. Queria trazer um livro de lá, em inglês, uma espécie de souvenir literário em vez de um íman para o frigorífico. Na altura entrei em várias livrarias, incluindo a Waterstones (uma das mais famosas por lá, com todos os clássicos e todas as novidades que podemos imaginar), mas acabei por comprar o "The Help" numa livraria pequenina no centro de Cambridge. 

 

Quando o abri para ler o primeiro parágrafo, percebi que estava escrito com o narrador na primeira pessoa (neste caso Aibeleen, umas das empregadas negras), a escrever exatamente como fala, ou seja, com erros gramaticais, tal e qual falavam as empregadas com poucos estudos na época (passa-se em 1962 nos EUA). Voltei para Portugal e ficou na estante até agora.

 

Mas mal acabei de ver o filme, a vontade de pegar no livro foi incontrolável. É um livro de bolso, com esta lombada linda e esta capa ilustrativa da história. Também gosto muito da capa portuguesa, amarela e roxa, com as personagens do filme, e pode ser que compre essa versão para tê-la na minha estante. Li umas sessenta páginas até agora e não acho que ter visto o filme me esteja a atrapalhar a leitura. Pelo contrário. É uma experiência diferente e claro que há pormenores que não são iguais ao filme, mas está a fazer-me viver a história de uma forma muito envolvente. Acho que mal termine o livro, vou rever o filme. Adoro histórias que nos envolvem assim. 

 

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