Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

SAY HELLO TO MY BOOKS

SAY HELLO TO MY BOOKS

05
Jan18

O Say hello to my books em 2017

2017 foi um excelente ano para o blog (ainda que eu seja um bocadinho desnaturada e tenha alguns posts em atraso). Foi um ano em que me dediquei, partilhei opiniões, eventos, novidades, pensamentos literários e não só. Comecei-o em 2015, a meio gás, e só a partir do segundo semestre de 2016 é que comecei a levá-lo mais a sério, tanto aqui como nas redes sociais. Em 2017 ele já estava enraizado, mas comecei a senti-lo mesmo como uma parte de mim. De quem eu sou.  

 

large (6).jpg

 

2017 foi o ano em que criei o Março Feminino. Foi o ano em que conheci muita gente destas andanças e criei ligação com várias. Foi o ano em que entrei num Clube de Leitura. Foi o ano em que voltei à Biblioteca. Foi o ano em que trabalhei na Feira do Livro. Foi o ano em que chorei pela primeira vez com um final. Foi o ano em que pedi o primeiro autógrafo (à Pilar del Rio). 

 

Em 2017 mais que dupliquei o número de subscritores aqui no Sapo Blogs. Não que o número seja o mais importante, mas sentir que o que escrevo chega a mais gente e que há tantas pessoas com interesse em ler o que tenho para dizer, é muito bom. Obrigada a quem chegou nos últimos tempos e a quem cá está quase desde o início. Tive vários posts destacados no Sapo Blogs. Tripliquei o número de visualizações. Curiosamente é do Porto que chega mais gente, logo a seguir Lisboa (muito pertinho) e depois Sintra, Setúbal e Vila Nova de Gaia, para meu espanto. Se forem de uma destas cidades acusem-se nos comentários! Quanto aos países, e excluindo Portugal, os cinco que mais lêem o blog são: Brasil, França, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido. Interessante. É engraçado perceber também que, mesmo hoje em dia, a grande a maioria das pessoa chega ao blog através do computador. E não é preciso dizer que 90% são mulheres (onde andam os homens leitores?)!

 

Instagram do blog também cresceu muito em 2017. É a minha rede social preferida, por isso fico feliz. Permite uma interacção quase instantânea com quem gosta das mesmas coisas e é uma ferramenta óptima para conhecer novos livros, autores, saber se um livro é bom e conhecer a cara das pessoas que estão por trás de outros blogs. 

 

E agora vamos a alguns dos posts que marcaram este ano: 

 

Os 5 posts mais lidos de 2017:

7 Mulheres incríveis na literatura que quero ler

A minha relação com a Feira do Livro e porque é que este ano vai ser diferente

Feira do Livro de Belém

Março Feminino | Vamos ler e ver apenas mulheres?

Jorge Amado, Saramago, Pilar e vinho tinto. Como foi a apresentação do livro?

 

Outros posts importantes este ano: 

O Diário de Anne Frank

7 Mulheres incríveis que já li

O que foi lido no Março Feminino?

Como foi trabalhar na Feira do Livro?

O primeiro livro que me fez chorar e porquê

 

Algumas reflexões mais pessoais:

VIDA | Um dia inspirador

VIDA | Amizade

VIDA | E esse Natal?

 

TAG's feitas em 2017:

Feira do Livro

Livros não lidos

Fim do Ano 2017

Clube dos Clássicos Vivos

 

04
Jan18

Objectivos literários para 2018

Não vou fazer grandes planos. Metas muito definidas atrapalham a liberdade de escolha para decidirmos o que nos apetece ler em cada momento. Vivendo e aprendendo. Mas há alguns desafios em que vou participar ao longo do ano e já estão definidos.

 

Janeiro, como tem sido nos últimos anos, terá algumas leituras ligadas ao Holocausto e à Segunda Guerra Mundial. E ainda a participação, neste mês, em "Um ano com a Jodi" (destas míúdas: Dora, Elisa e Isaura)

Em Março volto a fazer um Março Feminino, lendo apenas mulheres durante todo o mês, tal como aconteceu o ano passado. Ficam desde já convidados a participar (mas vamos falar disto mais para a frente). 

Em Abril mandar-me aos contos para o Abril Contos Mil da Mafalda

Novembro terá o Ler os Nossos, só autores portugueses, criado pela Cláudia

2018 inteirinho vamos continuar com as escolhas do Clube dos Clássicos Vivos

 

Objetivos literários gerais para 2018:

- Ler mais Biografias.

- Ler mais Contos.

- Ler Ficção Científica.

- Ler, pelo menos, mais 5 livros da lista "1001 livros para ler antes de morrer" (li apenas 18).

- Ler, pelo menos, um Saramago, um Eça, um de Agatha Christie e um de Jane Austen para continuar a demanda de ler toda a obra deles. 

- Acabar a saga Harry Potter, que ficou por terminar em 2017.

- Acabar a série A Amiga Genial, ainda só li o primeiro.

 

Continuar:

- a ler poesia.

- a ler novos autores portugueses. 

- a ler autores de países que nunca li. 

 

Livros que estavam em Desafios de 2017 (Volta ao Mundo em Literatura / 2017 Reading Challenge) e não foram lidos, mas vão sê-lo em 2018:

  • A Cor do Hibisco, Chimamanda Ngozi Adiche 
  • O Tigre Branco, Aravind Adiga 
  • A Rapariga que Roubava Livros, Markus Szuzak
  • Jaime Bunda agente Secreto, Pepetela 
  • A história de uma serva, Margaret Atwood 
  • Um calhamaço (livro com mais de 500 páginas) - Jane Eyre, Charlotte Bronte
  • Um livros com um título longo - Tieta do Agreste, pastora de cabras ou a volta da filha pródiga, Jorge Amado
  • Um livro publicado no ano em que nasci - Misery, Stephen King

 

Livros que não terminei (algures no tempo), por algum motivo, e que não passam de 2018:

  • 1984, George Orwell
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
  • A Cidade e as Serras, Eça de Queirós
  • Tieta do Agreste, Jorge Amado

 

Em relação à compra de livros: não sou propriamente a louca que gasta ordenados em livrarias, mas mesmo assim acho que gastei mais do que devia, em 2017. O primeiro semestre foi óptimo, comprei apenas um livro por mês e sempre a aproveitar promoções ou livros usados. Depois desgracei-me completamente na Feira do Livro (aqui e aqui) e pensei que não comprava mais nada até final do ano...mas comprei. Não sou grande adepta de comprar novidades, por isso, com pesquisa e paciência vou encontrando bons preços nos livros que quero comprar. Mas, em 2018, vou tentar moderar as compras. E, além disso, seguir à risca estes pontos:

  • Dar uma valente diminuída aos livros por ler na estante. Para quê comprar mais se tenho vários à espera em casa?
  • Não deixar livros por terminar e acabar aqueles que ficaram a meio nos últimos tempos. Enquanto nos ocupamos com os que temos, não pensamos nos que nos faltam.
  • Requisitar mais livros da Biblioteca. Tenho a sorte de ter uma Biblioteca recheadinha no sítio onde moro. É aproveitar. 
  • Atacar estantes de amigos/familiares para sacar livros emprestados. Resulta bem, caso conheçam pessoas que também gostem de ler. 
  • Ler mais e-books. Não sou fã, até porque os que se encontram por aí, normalmente vêm em português do Brasil e não gosto. Mas se forem autores brasileiros, tudo bem. E há vários que quero ler este ano. 

 

03
Jan18

2017 Reading Challenge | Conclusão

2017 Reading Challenge - conclusão.jpg

 

Das 14 categorias, li 10. Gostava de ter feito check em todas, mas as que não ficaram feitas em 2017 passam directamente para 2018 e já sei quais os livros para encaixar em cada uma (mostro no post das leituras para 2018, que sai amanhã). Acho que desafios anuais não funcionam comigo. É bom conhecermo-nos e descobrirmos o que funciona ou não connosco. Evita futuras frustrações. É por isso que não vou fazer um Reading Challenge destes para 2018. Mas gostei de, mais uma vez, encaixar títulos em categorias específicas. Alargamos o leque de leituras. 

 

Um calhamaço - 

Uma biografia - Apenas Miúdos, Patti Smith

Um livro sobre o Holocausto - Se isto é um homem, Primo Levi

Um livro vencedor de um prémio - A Vegetariana, Han Kang

Terminar uma série - 

Terminar um livro deixado a meio - O amor é fodido, Miguel Esteves Cardoso 

Um livro com um título longo - 

Um livro escrito há mais de 100 anos - O Vermelho e o Negro, Stendhal 

Um livro com uma mulher na capa - Trinta e Oito e Meio, Maria Ribeiro 

Um livro escrito por um autor antes dos 30 - leite e mel, Rupi Kaur 

Um livro de uma autora portuguesa - Os pásaros de seda, Rosa Lobato de Faria 

Reler um livro lido há mais de 10 anos - O Diário de Anne Frank, Anne Frank 

Um livro publicado no ano em que nasceste - 

Um livro com um nome próprio no título - Astérix e o papiro de César 

02
Jan18

O meu 2017 em livros

Li perto de 40 livros. Óptimo número para mim. Quem me acompanha já sabe que não dou valor à quantidade. O que me deixa mesmo satisfeita é olhar para trás e ver que li tanta coisa boa e tanta coisa que me provocou as mais diversas sensações. Acho que foi um ano de leituras emocionais. Ou talvez eu as tenha sentido assim. 

 

Aprendi muito com os livros este ano. Aprendi a deixa-me levar pela Fantasia. Reaprendi a sentir a poesia. Reforcei o meu gosto por não-ficção. Desmistifiquei autores. Li mais mulheres que homens, pela primeira vez. Chorei com um final, pela primeira vez. Li autores novos e voltei a ler alguns de que gosto muito. Li vários autores portugueses. Li livros de 1830 a 2017. E abri espaço no coração para personagens inesquecíveis. Além de ter lido livros de 13 países diferentes: Portugal, Inglaterra, França, Itália, Rússia, Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Brasil, Cuba, Chile, Índia, Coreia do Sul. Gostava que este número fosse maior, em 2018 vou tentar chegar aos 20 países. Deixa-me muito feliz, no meio de tantos livros, identificar apenas três que considero mais  fracos. 

 

As leituras que me deram total prazer:

O talentoso Mr. Ripley - Patricia Highsmith

Apenas Miúdos - Patti Smith

Dom Casmurro - Machado de Assis

Leite e Mel - Rupi Kaur 

A vegetariana - Han Kang

 

Ganharam um lugar no meu coração, por razões diferentes:

Harry Potter e a Pedra Filosofial - J.K. Rowling

Trinta e oito e meio - Maria Ribeiro

Jorge Amado e José Saramago, Com o mar por meio - Uma amizade entre cartas

 

A boa surpresa do ano:

O Vermelho e o Negro - Stendhal

 

 A releitura do ano:

O Diário de Anne Frank

 

Os menos bons:

O Ano do Sim, Shonda Rhimes - Não acrescentou nada. 

O Rei de Havana, Pedro Juan Gutierrez - não foi o que eu estava à espera. 

Muito mais que cinco minutos, Kéfera - não é bem desilusão, porque não esperava muito. Sigo-a há muito tempo no Youtube e queria conhecer o primeiro livro (autobiográfico) que escreveu. Muito fraco. 

 

Livros que comprei assim que foram publicados (não sou de comprar novidades. Estes foram aqueles a que não consegui resistir e isso quer dizer muito): 

- Leite e Mel 

- O Diário de Anne Frank em BD

- Com o mar por meio - uma amizade entre cartas

 

Dos três desafios pessoais a que me propus, nenhum teve um desfecho como deve ser. Acho que a melhor lição que tiro disto é que mais vale ir, realmente, ao sabor da maré e não fazer grandes planos (mas vou terminar estes desafios durante 2018):

- 2017 Reading Challenge: li 8/14

- 12 meses, 12 países, 12 livros: li 7/12

- Ler Harry Potter em 2017: li 3/7

 

Vieram 32 livros novos cá para casa. Comprei 25. Recebi 5 de presente. Tive 2 grátis na Feira do Livro. 

Trouxe 9 livros da biblioteca.

Li apenas 1 e-book. Não sou muito fã. 

 

O saldo deste ano é, sem dúvida, positivo. Amanhã conto-vos o que quero ler em 2018. 

27
Dez17

VIDA | E esse Natal?

large (4).jpg

 

Eu costumava adorar o Natal. Gosto de datas especiais, adoro o meu aniversário, o aniversário de pessoas próximas, gosto de entrar no espírito que estes dias pedem. Adorava enfeitar a casa, comprar decorações natalícias, fazer doces, e aproveitar os dias com a família, mesmo aquela que está longe e vemos pouco. Mas depois os anos passam, há pessoas importantes que já não estão cá, vamos sendo menos à mesa e o Natal passa a significar mais trabalho que diversão. Este ano senti esse peso. Continuo a gostar muito do Natal, mas este ano não estava no espírito certo. Talvez por ter viajado, estado no praia e no calor e entretanto voltar para o frio, para as mantas e para os pijamos polares deprimiu-me um bocadinho. Depois porque este foi o primeiro ano sem ter qualquer dos meus avós à mesa. Ainda assim eramos 15 e é bom ter por perto quem cá está. Gosto muito de estar com a família e isso é, realmente, o mais importante. Sempre foi. Tenho as minhas prioridades bem definidas nesse sentido. É bom juntar todos à mesa e conversar, entre uma boa garfada e um bom tinto. Contar as mesmas histórias engraçadas pela milésima vez. Rir vezes sem conta das mesmas piadas. Relembrar os que já foram. A troca de presentes é só um gesto simbólico do carinho que temos uns pelos outros. Claro que sabe bem. Não recebi livros (update: recebi um!), mas recebi um cheque Fnac que vai servir para comprar dois ou três. Só em 2018. 

 

Não tenho lido muito. A verdade é que este foi um Dezembro atípico. Não estava a sentir o Natal, não tive sequer vontade de estar debaixo das mantas a ler. Não tive vontade de ir para a cozinha fazer doces. Não tive vontade de ver filmes natalícios. Acho que toda a gente deve sentir isto em algum momento da vida. Para o ano será diferente, com certeza. Apesar disso, tive lanches e brunches de Natal com amigas. Tive o aniversário da minha mãe mal cheguei de viagem. Tive a festa de aniversário de uma das minhas melhores amigas no dia 23 de Dezembro. A desgraça alimentar começou logo aí. Esta semana tenho mais três jantares de Natal. Com amigos de sempre e com as pessoas dos livros. Gosto disso. Foi um mês cheio. Recheadinho de convívio, abraços e palavras bonitas. E isso é o melhor. Vai ser o primeiro ano, em muuuuito tempo, que fico em Lisboa na passagem de ano. Costumo sempre ir para fora, com amigos, durante vários dias. Vai ser diferente. Este ano houve muita coisa diferente. Eu estou diferente. E isso não é mau. É só estranho, até se entranhar. Venha o novo ano e tudo o que ele tem para oferecer. 

large (3).jpg