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SAY HELLO TO MY BOOKS

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Fui ver A Bela e o Monstro e tenho umas coisas para dizer...

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Adoro a Disney, adoro os filmes da Disney do "meu tempo", que é como quem diz, ter crescido nos anos 90. Dêem-me uma Pequena Sereia, uma Bela e o Monstro, um Rei Leão, uma Pocahontas ou um Aladino e sou feliz. Pois, quando soube que iam fazer este filme fiquei num misto de histerismo (há que manter a criança viva dentro de nós) e o medo de apanhar uma desilusão valente e estragarem um dos filmes da minha infância. E a verdade é que, não estrangando (porque o meu amor pelos desenhos animados é muito forte), há muitas coisas que não gostei nada neste filme. Não conseguiu atingir as minhas expectativas, que já por si não eram altas. 

 

Vamos começar pela parte boa. O que gostei: 

- Os objectos do castelo! O candelabro, o relógio, o espanador, o armário, o bule e a chávena, o piano, o banco/cão...incríveis! Muito bem feitos, com muita piada, um dos pontos fortes do filme, tal como nos desenhos animados. Era das partes que mais gostava e continuou a ser. Toda a cena quando a Bela vai jantar e lhe fazem aquele número musical e mágico ao vivo está espectacular! A música, os efeitos, a personalidade de cada um está perfeita. 

- A banda sonora. Está muito boa! Não gostei de todas as músicas que acrescentaram, muito dramáticas e num nível de qualidade inferior às que já conhecemos e adoramos... Essas estavam bonitas e bem interpretadas. Aliás, estou a escrever isto a ouvir precisamente a banda sonora

- O guarda-roupa está muito bem-feito! Adaptaram as vestes dos desenhos animados de forma perfeita. 

- Os actores que deram voz e vida aos objectos! Muito bem escolhidos e uma total surpresa no final (fiz por não saber muito antes de ir ver o filme para ser surpreendida pelo menos aí).

- O Gastão e o seu amigo LeFou (que nos desenhos era apenas um gordo tontinho e aqui ganha mais protagonismo). Bem escolhidos, bem interpretados e, sem dúvida, um dos pontos fortes deste filme. 

- Terem acrescentado aquele momento de tensão entre Gastão e Maurice na floresta. Sabemos que a produção tinha que tornar o filme mais "humano" em algumas partes e acho que esta cena encaixou bem de acordo com o seguimento da história. 

- A parte de Paris, que é novidade, onde ficamos a saber o que aconteceu à mãe de Bela, está interessante.

 

O que não gostei:

- Emma Watson. Perdoem-me os fãs, mas é uma actriz muito fraquinha. Safava-se bem com 11 anos no Harry Potter, mas aqui não está nada de especial. Falei com várias pessoas sobre isto e todas da mesma opinião. Nunca achei que fosse a escolha ideal para este papel, mas dei o beneficio da dúvida e...não! A interpretação dela não foi nada de especial e não senti emoção nenhuma (sem ser o normal por já saber a história e pelas músicas por trás que dão sempre um toque). Talvez não tenha sido bem dirigida, mas não é a primeira vez que faz filmes com magia e efeitos e acho que lhe faltou um bocadinho assim (grande) para chegar onde era preciso. 

- O Monstro muito feito em efeitos especiais. Percebo que era difícil passá-lo dos desenhos para o filme, mas estava muito "falso" em alguns momentos, podiam ter trabalho mais a maquilhagem e caracterização para não terem que recorrer tanto a efeitos na personagem. 

- O actor que escolheram para fazer de príncipe (quando deixa de ser Monstro). Nos desenhos, o principe é um granda gato e ali...que desilusão para os meus olhinhos. Achei-o feiinho, com um bocado ar de saloio e não senti qualquer empatia com ele. 

- A parte da transformação do Monstro em humano podia ter sido muito mais trabalhada. Nos desenhos é um momento super emocionante e aqui passou-se em dois segundos e já está. 

- Quando Gastão fere o Monstro com uma pistola. Não precisavam inventar tanto. Podia ter sido com arco e flecha como no original. E se tivesse a chover, melhor ainda. 

- A personagem Agatha. Eu já estava a adivinhar quem era, mas o final foi forçado. Percebo que quiseram fazer diferente dos desenhos animados para surpreender o público. Mas eu pessoalmente, não gostei. 

- A parte interior do castelo. Estou a ser picuinhas, eu sei. 

- O Monstro a cantar...não não não e não. Cena forçada e muito pateta. Nem consegui levar a sério. 

 

De resto, cenários bonitos e um bom momento passado no cinema com amigas e pipocas. Valha-nos a banda sonora no Youtube e o VHS no baú com os desenhos originais (e dobrados em brasileiro como nós gostamos). 

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 Classificação: 7/10

(e leva um sete só porque a parte emotiva também conta...senão levava um 6)

RESUMO | FEVEREIRO 2017

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Fevereiro é o mês mais pequeno do ano e foi também o mês com menos leituras até agora. Teve muitos filmes na onda dos Óscares e algumas séries novas.  Fevereiro trouxe-me boas histórias. Espero que Março seja igual. 

 

 

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Foi um mês fraco no número de leituras. Não li tanto como nos últimos meses. Mas não estou preocupada com isso. Entre muito cinema e muita coisa a acontecer na vida fora dos livros.

Voltei ao crime com Agatha Christie, uma leitura que entrou no #bloodyqueen2017 e viajei até à Rússia no desafio 12 meses, 12 países, 12 livros. Dois autores já falecidos, um livro do século XIX e outro dos anos 20 do século XX. Comecei mais uma leitura de Harry Potter em 2017, que não terminei ainda e li metade de um livro dedicado à Filosofia de Platão. 

 

O Adversário Secreto, Agatha Christie - 4/5

O Jogador, Fiódor Dostoiévski - 4/5

O prisioneiro de Azkaban, J. K. Rowling 

Platão - A verdade está noutro lugar

 

 

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Mês dedicado aos filmes dos Óscares. Vi dez dos nomeados deste ano e, ainda, um filme para o meu desafio de 12 Filmes em 2017, que está também ligado à história da Academia: arrebatou os Óscares de Melhor Filme, Melhor Actor e Melhor Actriz, em 1976.

Os que mais gostei: Captain Fantastic e Voando sobre um ninho de cucos. 

As personagens que me marcaram: Todos os miúdos de Captain Fantastic, que mensagem tão bonita; Chiron de Moonlight, como não podia deixar de ser; o incrível Desmond Doss em Hacksaw Ridge; e a Michelle Leblanc de Elle, ainda estou a pensar no filme. 

 

Hidden Figures (2016) - 7/10

Captain Fantastic (2016) - 9/10

Fences (2016) - 7/10

Moonlight (2016) - 8/10

La La Land (2016) - 8/10

Arrival (2016) - 7/10

Hell or High Water (2016)  - 8/10

Hacksaw Ridge (2016) - 8/10

20th Century Women (2016) - 6/10

Elle (2016) - 8/10

Voando Sobre Um Ninho de Cucos (1975) - 9/10

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Assisti a 7 séries (20 episódios)

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Comecei três séries novas (as de cima), continuei a ver três que já acompanho e revi episódios de uma já terminada que me deu imensa vontade de a começar a ver do inicío outra vez.  

 

The Crown - Temporada 1 (1 - 3) - Comecei, finalmente, a ver The Crown. Não fiquei agarrada no primeiro episódio, gostei mais do segundo, o terceiro voltou a ser chatinho. É uma boa série, mas não me está a deixar presa ao ecrã. Vou ver a temporada inteira, pode ser que a minha opinião vá mudando.

Big Little Lies - Temporada 1 (1 - 2) - Não li o livro da Liane Moriarty, mas quando soube que a série metia a Reese Witherspoon, a Nicole Kidman, a Shailene Woodley, a Laura Dern e outros, fiquei super curiosa. Quase me lembra um Pretty Little Liars mas para adultos. Vi os dois primeiros episódios. Não acho o argumento assim tão original como isso. É um bocadinho mais do mesmo, o que vale a pena são os actores. A Reese é perfeita para este papel. 

Zelda: the beggining of everything - Temporada 1 (1) - Vi o episódio piloto da série sobre a vida de Zelda Fitzgerald, mulher do escritor F. Scott Fitzgerald. Fraquinho. Mas gosto muito da Christina Ricci. 

Grey's Anatomy - Temporada 13 (10 - 14) - Pus Grey's Anatomy em dia, com quatro episódios que tinha em atraso. Ainda que esta temporada esteja uma novela barata, ver Grey's é como voltar a casa, personsagens que acompanho há anos, hei-de ver sempre.

The Big Bang Theory - Temporada 10 (14 - 17) - Mais quatro episódios para o bucho. Diverte-me sempre.

Modern Family - Temporada 8 (12 - 14) - Põe-me sempre bem disposta. Adoro esta família. 

House - Temporada 6 (6-7) - Apanhei dois episódios antigos do House na Fox Life. Conclusão: apetece-me rever a série, até porque nunca a vi de seguida, na ordem certa. Começo em Março. 

 

 

RESUMO | JANEIRO 2017

 

TOTAL 2017: 6 livros / 20 filmes / 42 episódios (10 séries)

E não é que ganharam todos os que eu queria?

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Domingo, às 18h20, partilhei isto no meu Facebook:

"Depois de ver todos os filmes nomeados e mais alguns... A torcer pelo Moonlight, pelo Casey Affleck (se for para o Denzel também vai bem), dividida entre a Emma Stone e a Isabelle Hupert, e ansiosa para ver a Viola com a estatueta. Está quase."

 

Umas boas horas depois concretizou-se tudo o que eu queria. Moonlight ganhou, num momento com pouca glória é certo, mas fiquei feliz. Casey Affleck, íncrivel em Manchester by the Sea levou a estatueta de Melhor Actor e Emma Stone de Melhor Actriz, ainda que tenha tido pena que a Isabelle Hupert tenha saído de mãos a abanar e a Natalie Portman não tenha tido o devido reconhecimento pelo trabalho irrepreensível que fez para se tornar na Jackie Kennedy. Mahershala Ali ganhou Melhor Actor Secundário, uma categoria em que não tinha um preferido, mas fiquei contente até porque este homem tem uma pinta do caraças e é sempre bom ter mais tempo para olhar para ele. E a minha querida Viola Davis, uma das melhores actrizes da sua geração, foi finalmente oscarizada. Muito, muito feliz.

 

De resto, a entrada do Justin Timberlake foi óptima, um boost de energia para começar a cerimónia. Jimmy Kimmel, de quem nem sou muito fã, esteve muito bem, as piadas deles com o Matt Damon resultaram a noite toda, o momento Rei Leão com o Sunny Pawar foi bem metido e aquela ovation em pé à Meryl Streep foi um óptimo momento de está-masé-caladinho-oh-trump! E ainda vi o meu Leo voltar àquele palco. #suspiro

 

Tirando isso, há erros imperdoáveis nesta edição e não estou só a falar do erro épico do envelope, mas de porem a fotografia de uma pessoa viva no vídeo de memória aos artistas que morreram durante o ano passado. Várias cabeças rolaram depois da gala de certeza. E temos ainda o prémio de maior aziado da noite que foi claramente para o Denzel. Era o preferido de muitos, mas calma bebé...já tens dois em casa. Podia ter mostrado um bocadinho mais de humildade quando Casey subiu ao palco e lhe agradeceu. Nem um sorriso esboçou.

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Enfim. Para o ano estaremos cá. Até 2018!

FILMES | La La Land

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Vamos finalmente falar de La La Land. Foi dos poucos, da lista de nomeados para os Óscares, que vi no cinema. Fiz questão. Achei que merecia um ecrã grande e um som poderoso. Devo dizer, primeiro que tudo, que foi uma lufada de ar fresco nos dramalhões que a Academia escolheu este ano. É um filme alegre, divertido, para cima, com cor, com música, com ritmo, sorrisos, amor e humor. Adoro que tenha trazido a magia e importância do jazz à superfície, tantas vezes considerado "música de elevador", como bem dizem no filme. Gosto do ataque ao glamour que é tentar ser actriz em L.A. hoje em dia, ainda que muito romantizado. E, sobretudo, gosto do final. Realista, bonito, tocante na mesma.

 

Há muito que gosto da Emma Stone e desde o "The Notebook" que tenho um crush gigante pelo Ryan Gosling. Acho que fazem um par cheio de química e isso dá mais força à experiência que é ver este filme. Ficamos colados à relação dos dois desde o início. Gostei especialmente daquela cena em que ela o reencontra numa festa, onde ele faz parte da banda que está a tocar êxitos dos anos 80.

 

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Adoro o guarda-roupa, queria todos os vestidos da Emma. Adoro a Fotografia, tem imagens lindas e completamente mágicas. Adoro as referências e todas as cenas que são uma verdadeira homenagem aos musicais antigos. Adoro a inocência e o romantismo do início da relação deles. E gosto da banda sonora, mas tinha ouvido tantos elogios, que ia com uma expectativa que, não saindo defraudada, também não achei a última coca-cola do deserto (vocês ententem!). Tem músicas bem giras, mas não vim para casa pôr-me a ouvir aquilo antes de dormir. Ah, o John Legend está muito bem no papel de Keith. Surpreendeu-me. 

 

Se ganhará o Óscar de Melhor Filme? Não sabemos. Mas podemos dizer que o pessoal ficou todo um bocado histérico demais com isto. "La La Land não é um filme mau. É apenas razoável, se bem que tecnicamente impressionante e na verdade mais cheio de ecos do passado que com vontade em levar o cinema musical a novos destinos" - não podia concordar mais (lido aqui). É um filme bom, é um filme que quero rever, sem dúvida, mas não sei se, caso não tivesse sido nomeado, não teria passado despercebido a muita gente que não lhe daria o mínimo crédito só porque é musical. Dou-lhe 8/10.

 

Outros nomeados para Melhor Filme:

Manchester by the Sea

Hidden Figures

Fences

Moonlight

Hell or High Water

Hacksaw Ridge

Arrival

FILMES | Arrival

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Alguém que me explique, como se eu fosse muito burra, como é que Arrival está nomeado para Melhor Filme este ano e o Interstellar NEM UMA NOMEAÇÃO TEVE há dois anos!?! Se queriam incluir ficção científica na coisa como é que deixaram passar o Interstellar que é só um dos melhores filmes dos últimos anos, deste género? E se é para falar de injustiças também não percebo como é que a Amy Adams não foi nomeada por este papel. Mas adiante.

 

É um filme que se vê bem. Entretém. Mas não é um filme inesquecível. Eu gostei do argumento, gostei da aparência que deram aos extraterrestres e achei interessante a hipótese de poder existir uma linguagem universal, que o filme deixou em cima da mesa. Gostei da mensagem de que juntos somos mais fortes, que se os países e as potências mundiais se unirem para resolver problemas que são de todos, o resultado final será sempre mais vantajoso. E aquele twist sobre os flashes que Louise tinha foi muito bom. Mas, no geral, é um filme que não vai além do que é. 

 

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Basicamente, temos doze misteriosas naves espaciais que aterram em vários pontos do globo. Para tentar comunicar com os seres que estão lá dentro, o governo dos EUA vai buscar Louise Banks, uma especialista em linguística, com a missão de tentar decifrar o que eles têm para dizer e fazê-los entender a nossa forma de comunicar. Depois de vários esforços, Louise consegue encontrar uma forma de lhes transmitir certos conceitos, numa luta contra o tempo, em que o mundo está à beira de uma guerra mundial. Para o conseguir irá correr risco de vida (muito gosta Hollywood destas coisas) e acaba por descobrir um facto poderoso sobre ela própria

 

A verdade é que ficamos colados ao ecrã para saber como tudo aquilo vai terminar. O que é que eles vieram cá fazer? Será que conseguem compreender os humanos? Será tudo parte de um plano para destruir a terra? Louise vai conseguir comunicar com eles? Estamos ali durante quase duas horas cheios de perguntas. E quando as respostas chegam não são assim tão empolgantes como isso. Esperava motivos e explicações mais elaborados. Mas isso é apenas a minha opinião. Dou-lhe 7/10.

 

Outros nomeados para Melhor Filme:

Manchester by the Sea

Hidden Figures

Fences

Moonlight

Hell or High Water

Hacksaw Ridge