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SAY HELLO TO MY BOOKS

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27
Jan17

Dia Internacional da Lembrança do Holocausto

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Dia 27 de Janeiro é o dia Internacional da lembrança das vítimas do Holocausto. A data foi designada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2005,  por ser o dia que marca a libertação do campo de concentração de Auschwitz, em 1945, pelo Exército Soviético, há 72 anos. 

 

Todos sabemos o que aconteceu nos campos de concentração comandados pelo regime nazi. É díficil, impossível até, imaginar o sofrimento de quem passou por lá. Felizmente há quem tenha sobrevivido e conseguido contar ao mundo como era a vida(?) lá dentro. Há muitos livros, filmes e documentários sobre o tema, que contribuem para que a Humanidade nunca se esqueça que o Holocausto aconteceu, que houve um genocídio de judeus com contornos de malvadez que parecem tirados de um filme de terror. Ainda há pessoas que duvidam da veracidade das histórias, de que certas atrocidades tenham mesmo sido cometidas. Há pessoas que tentam ignorar que tudo aquilo aconteceu. E, hoje em dia, notícias como esta são preocupantes. É por isso que este é um tema que não pode morrer, tem que se continuar a falar disto, por mais anos que passem. E mais impactante do que ler um livro qualquer sobre o tema ou ver um filme, para mim, é ter acesso a documentários que mostram sem polimentos literários ou de realização, a verdade nua e crua.

 

E é por isso que hoje quero falar-vos do documentário "Night will fall" (A Noite cairá), que mostra as primeiras filmagens feitas pelos aliados, quando chegaram aos campos de concentração. Foram precisos 70 anos para essas imagens chegarem ao público. As fitas foram encontradas no Imperial War Museum, em Londres. Imagens de 1945 que os Aliados quiseram silenciar com medo de voltar a humilhar os alemães, como tinha acontecido no final da I Guerra Mundial, e que eles se quisessem vingar e voltasse tudo a acontecer. O realizador André Singer reuniu, então, as primeiras filmagens feitas pelos aliados, trabalhadas em 1945 por Sidney Bernstein em colaboração com Alfred Hitchcock. 

 

O documentário, de 2014, passou na RTP na comemoração dos 70 anos da libertação de Auschwitz, há dois anos. Vi-o nessa altura e fiquei marcada para a vida. Imagens de cadáveres empilhados em valas comuns como bonecos. Pessoas ali sem vida, ao monte, que certamente tinham filhos, tinham pais, tratadas de forma cruel e às quais nem na morte lhes foi dada um pouco de dignidade. É um murro no estômago valente. É impossível não se emocionarem com a crueldade e, infelizmente, veracidade das imagens. Tem testemunhos de sobreviventes. Tem depoimentos de antigos soldados dos aliados que contam como encontraram os campos, o cheiro que ainda havia nas câmaras de gás, o que sentiram quando se aperceberam o que se passava ali. Até àquele momento, ninguém além dos nazis, sabia bem o que acontecia nos campos de concentração. Ficaram chocados. Tem testemunhos verdadeiramente impressionantes. Alguns pormenores interessantes sobre as reacções dos soldados quando chegaram a Auschwitz estão neste artigo, do Público. 

 

Não consigo transmitir-vos o que é este documentário. Têm que ver. Toda a gente devia ver. Tem imagens muito fortes. É preciso ter estômago e aguentar o coração. É duro. Vejam, partilhem! Contribuam para que nunca se esqueça e para que nunca mais volte a acontecer. 

 

Vejam o trailer.

 

Neste mês, para marcar a data, a Dora criou o projeto #hol72, que consiste em ler livros sobre o Holocausto. Reli "O Diário de Anne Frank" e estou a terminar "Se isto é um homem", de Primo Levi. Falarei deles aqui no blog nos próximos dias. 

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