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SAY HELLO TO MY BOOKS

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14
Jan18

Encontro Clube dos Clássicos Vivos | Janeiro 2018

Mais uma voltinha, mais um encontro do Clube de Clássicos Vivos. O primeiro de 2018. A discussão era sobre "A Ilustre Casa de Ramires", de Eça de Queiroz, leitura escolhida para Novembro e Dezembro. Alguns membros do grupo vivem em Leiria e sugeriram que o encontro fosse lá para fazer a discussão do livro. Eça viveu ali algum tempo e há pela cidade várias referências ao autor. Organizámos boleias (não há desculpa para não ir) de quem ia de Lisboa e fizemo-nos à estrada! O ponto de encontro era o Espaço Eça, uma espécie de coffee and wine bar (ficámos pelo coffee, pelo chá...e a Cristina pela cerveja)! Um espaço muito giro, com uma decoração queirosiana ao pormenor, estantes cheias de edições de livros dele, frases nas paredes, bonecos, imagens, enfim. Só faltava o próprio ali, em carne e osso, sentadinho a conversar connosco

 

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A discussão durou quase 1h30. Se têm curiosidade para saber como foi podem ver a LIVE que a Cristina, do canal Books&Beers, fez. Houve quem gostasse muito do livro (eu! - e mais umas meninas) e quem não gostasse nada. Não é a minha obra preferida do Eça, mas nunca achei o livro maçador. Diverti-me com o Gonçalo Ramires e todas as personagens que faziam parte do seu círculo. Apesar de achar o enredo talvez simples demais, a narrativa é maravilhosa. 

 

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Depois da discussão sobre a obra, fomos conhecer a fachada da casa onde Eça viveu, quando se mudou para Leiria, em 1870, para assumir o cargo de Administrador do Concelho. Ali escreveu praticamente toda a sua colaboração com Ramalho Ortigão em "O Mistério da Estrada de Sintra" e, provavelmente, os primeiros esboços de "O Crime do Padre Amaro", que tem muitas cenas passadas na cidade. Mas achei que a casa estava completamente ao abandono. Percebi, depois, que por dentro está em ruínas. Que pena. Claramente, não houve preocupação alguma para preservar o local ao longo do último século, para fazer dele um ponto de visita para quem é fã do escritor. Um dos nossos grandes. 

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Fomos almoçar. Conversa, conversa, conversa. Tivemos sorte, não estava a chover e pudemos andar a passear à vontade. Havia uma feira de rua com várias bancas de livros usados, muito baratos e muito chamativos. Estou orgulhosa, ninguém cedeu à tentação! Fomos conhecer, também, a livraria Arquivo, que fica no centro. Houve onversa para dar e vender, sobre livros e sobre o mundo em geral. Às 17h despedimo-nos, com a promessa de vários programas culturais em Lisboa e a certeza que daquia dois meses estaremos sentadas numa mesa, algures por esse Portugal, a discutir mais um clássico muito vivo

Podem ver também o vídeo da Cláudia, que registou alguns momentos do nosso dia, fez perguntas a várias meninas (aqui a miúda incluída), e dá para sentir um bocadinho do ambiente vivido! 

 

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