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SAY HELLO TO MY BOOKS

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06
Fev17

FILMES | Hidden Figures

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Filme com uma temática muito interessante. Sobre três mulheres brilhantes, afro-americanas, que trabalharam na NASA e foram os cérebros por trás do lançamento do astronauta John Glenn para órbita, no início dos anos 60, a mesma década que acabou com o Homem a ir à Lua. Gosto de filmes baseados em factos verídicos, que me contam histórias que não conhecia, que me ensinam algo que não sabia. Não conhecia a história destas mulheres, e percebe-se porquê logo pelo nome do filme. Elas eram Elementos Secretos da NASA, faziam o trabalho mas quem ficava com os louros eram os homens (brancos). Na época, início dos anos 60 nos EUA, o machismo ainda comandava os altos cargos laborais e persistia a ideia de que as mulheres não eram capazes de desempenhar certos tipos de trabalho. Já para não falar do forte racismo, quando se acreditava que as pessoas de cor eram inferiores e a divisão entre brancos e negros era muito acentuada. Havia casas de banho próprias para colored people, não podiam comer da mesma travessa, não podiam frequentar os mesmos supermercados, basicamente tinham menos direitos e mais deveres.

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Não é de espantar que, quando três mulheres negras começam a sobressair pelos seus conhecimentos avançados na área da Matemática, sejam mal vistas, mal recebidas, e vítimas de uma desconfiança continuada sobre as suas capacidades e resultados de trabalho. Este trio visionário acaba por conseguir atravessar questões de género e raça, tornando-se num exemplo de força, preserverança e inspiração para gerações futuras. Foi com a ajuda de Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson que a NASA conseguiu ultrapassar e resolver várias questões e problemas de números para conseguir levar homens ao espaço em segurança, acabando por agitar a Corrida Espacial contra a Rússia.

 

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Está nomeado para Melhor Filme, mas não vai ganhar. É um filme interessante, vê-se muito bem, mas não tem força para levar o Óscar para casa. E confesso que não percebo a nomeação de Octavia Spencer como Melhor Actriz Secundária. Não me interpretem mal, gosto imenso dela, é óptima actriz e fiquei muito feliz por ter ganho o Óscar na mesma categoria, em 2012, com as "As Serviçais". Mas comparando as duas interpretações...vamos ser sinceros, esta é muito menor. Se alguém tinha que ser nomeada para esta categoria, neste filme, seria a Taraji P. Henson, no papel de Katherine, que acaba por ser a que tem mais foco durante todo o filme. Mas também não acho um papel de Óscar. Por isso, eles lá sabem. 

 

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Uma das distinções que o filme recebeu recentemente foi o prémio de "Melhor Elenco" nos SAG Awards. Percebo porquê. Além das três actrizes principais, temos a Kirsten Dunst, o Kevin Costner, o Jim Parsons e o Mahershala Ali. Não fazia ideia que eles entravam e foi uma boa surpresa. 

 

Também gosto que fuja um bocado ao padrão dramático que abrange os outros nomeados (tirando o La La Land). É um filme para passar um bom bocado. Vejam! Precisamos conhecer este tipo de histórias que mostram que por trás de grandes homens, estão sempre (os cérebros de) grandes mulheres. #olhoapiscar

Dou-lhe 7/10. 

 

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