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SAY HELLO TO MY BOOKS

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13
Nov16

Livros da minha Adolescência

A semana passada falei-vos dos livros que fazem parte da minha infância, histórias e personagens que me marcaram desde que aprendi a ler até mais ou mais aos 11 anos. Guardo-os com muito carinho porque fazem parte da minha própria história e porque foi com eles que aprendi a gostar de ler, aprendi que a leitura nos leva para outros lugares, que dá asas à nossa imaginação e que nos torna mais abertos ao mundo e a outras realidades. 

 

Hoje mostro alguns livros e colecções que fizeram parte da minha adolescência, dos 11 aos 14 anos, quando começamos a passar de crianças para mini-adultos, quando tudo é confuso, quando a escola é o nosso mundo e os nossos amigos valem mais que toda a gente, quando começamos a gostar daquele rapaz (ou rapariga, cada um com o seu gosto) lá da turma, quando o nosso corpo começa a mudar, quando aparecem as borbulhas, quando começamos a dar importância a assuntos que até ali não nos diziam nada. 

 

 

"O Diário da Princesa" fez parte da minha adolescência como de tantas outras raparigas da altura. Uma miúda normal que era um patinho feio na escola, de repente descobre que é descendente de realeza num país distante chamado Genovia. Muda-se para lá, aprende toda a etiqueta real com a avó que é a rainha, leva um makeover espetacular e, pelo caminho, ainda se apaixona. Qual é a miúda que, nessas idades, não sonha com estas histórias de encantar?

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"Confissões de Adolescente" foi um livro que comprei depois de ver uma peça de teatro com a Margarida Vila-Nova, a Mel Lisboa, a Joana Solnado, a Dina Félix da Costa e o Diogo Dias (o da MTV), onde eram cinco adolescentes (na altura) a falar de temas como o primeiro beijo, os problemas com os pais, a primeira vez que fumaram, a primeira vez que fizeram amor, o primeiro contacto com a morte, abortos, namorados e discussões. É uma peça escrita pela atriz brasileira Maria Mariana durante a sua adolescência nos anos 90, e que em 2002 foi adaptada para Portugal. Claro que depois de ver a peça, comprei o livro, que basicamente consistia nos textos da peça, e que me acompanhou durante um período quase como uma biblia da adolescência. Foi um livro que me marcou muito.

 

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Depois chegaram as séries de livros que tentavam ser manuais de sobrevivência à adolescência, como o "Clube das Amigas". Cada livro era escrito por um autor diferente e abordava os mais variados temas como o vestuário, os primeiros amores, os problemas com a família, o dia-a-dia na escola, enfim... Cada livro tinha um tema e as personagens eram sempre diferentes, com histórias que enchiam as medidas a qualquer miúda de 12 anos.

 

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"Profissão: Adolescente" foi outra colecção que me acompanhou durantes esses tempos. Maria Teresa Gonzalez era a autora que criava histórias com personagens diferentes em cada livro, como podem ver pelos títulos. Mas ao contrário da série anterior, esta já era mais dramática, com problemas mais sérios. Mas, tal como "O Clube das Amigas", também acompanhou uma geração. 

 

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Dois livros que li na mesma época foi o "I'm in love with a pop star" de Margarida Rebelo Pinto (o livro mais YA que ela já escreveu) e "Ricos, bonitos e loucos" do Manuel Arouca, conhecido por escrever novelas. O primeiro fala sobre uma rapariga de 16 anos que quer conhecer o seu ídolo e o segundo conta a história de um rapaz de 18 anos que está na fase de sair à noite, experimentar drogas, sexo, etc. Nenhum dos dois se tornou um preferido mas foram uma espécie de primeiro contacto com histórias onde os problemas não era tão ingénuos e inocentes como os livros anteriores.

 

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A verdade é que fui adolescente antes dos Crepúsculos e Divergentes da Vida e sinto-me muito bem com isso. Não digo que não fosse gostar desse tipo de livros caso fosse adolescente hoje em dia (provavelmente sim), mas naquela altura tínhamos estes livros mais "inocentes", menos agressivos, que acho que é o que miúdos até aos 13 anos devem ler, tentando manter ali uma certa inocência ainda, mas já alertando para alguns problemas "dos crescidos". 

 

Todas estas histórias foram importantes no início da minha adolescência e, sobretudo, fizeram-me ler páginas e páginas seguidas quando muitos dos meus amigos na escola ficavam vidrados em jogos de computador. Também li uns romances nessa época mas falo deles na próxima semana quando fizer um post sobre livros da minha juventude, aqueles que me marcaram dos 14 aos 18 anos. 

 

Bom resto de domingo!

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