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SAY HELLO TO MY BOOKS

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Nos Bastidores de Hollywood, Mário Augusto

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Este é daqueles livros que eu tinha tanto para dizer, que mais vale não dizer muito e apenas aconselhar-vos a lê-lo. Para quem gosta de cinema - ao ponto de não gostar só de ver os filmes, mas de saber o que está para lá do resultado final que nos chega no grande ecrã - para quem gosta de saber curiosidades dos actores, das gravações, do funcionamento de todo daquele mundo hollywoodesco, este livro é um petisco

 

Mário Augusto desperta em nós uma inveja miúdinha. O jornalista, que há muitos anos se dedica à área do cinema, já teve oportunidade de entrevistar, conversar e conviver com as maiores estrelas de Hollywood (entre actores, realizadores e produtores) já visitou vários estúdios de cinema e marcou presença nas mais diversas festas, rodeado pelos maiores nomes da indústria. Teve, durante anos, uma visão privilegiada daquele mundo. Portanto, não #somostodosmarioaugusto, mas gostávamos de ser. E não podendo sê-lo, conseguimos ter acesso a esses momentos e encontros neste livro, que não é mais que um apanhado de várias curiosidades sobre os bastidores do cinema, o que se passa para lá das câmaras, as impressões pessoais do autor sobre as grandes estrelas e histórias caricatas que passou nas viagens que faz pelo mundo atrás das melhores histórias ligadas à sétima arte. 

 

Todo o primeiro capítulo relata o que acontece nos bastidores dos Óscares. Como se preparam as reportagens, como é o ambiente entre os jornalistas de todo o mundo lá presentes (as "cotoveladas" pelo melhor lugar), os truques para apanhar as estrelas na passadeira ("colando-se" a grandes canais americanos, com quem os actores param para falar de certeza), etc. E é muito interessante conhecer a própria história dos Óscares nos meios portugueses... No final dos anos 80, Portugal não dava grande destaque à noite dos Óscares. Só existia a RTP, que passava um resumo da cerimónia duas semanas depois da data. Até que um jovem jornalista, cinéfilo, que trabalhava na RDP Antena 1, propôs aos chefes fazer a cobertura do evento, pela primeira vez, na rádio. Mas, sem repórter no local, nem imagens disponíveis em direto para que pudesse ir fazendo o relato, safou-se apanhando uma transmissão pirata da TVE (espanhola), com emissão dobrada, e foi assim que foi relatando para os ouvintes portugueses tudo o que acontecia do outro lado do Atlântico. Em 1991 tornou-se no primeiro jornalista português a ser enviado para Los Angeles, para fazer reportagem no local, in loco, diretamente da passadeira vermelha. E fê-lo durante vários anos seguidos. Conta-nos como foi ver de perto todo o glamour de Hollywood, que actores foram mais simpáticos nesses primeiros anos, as gafes que cometeu e o ambiente que se vivia. 

 

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Depois chegam os capítulos sobre actores e realizadores que entrevistou ao longo dos anos. Este livro vai ao outro lado dessas entrevistas, propondo uma viagem fascinante pelos factos, realidades e experiências pessoais de quem faz parte deste mundo. Histórias e segredos que só alguém com uma posição privilegiada nos podia trazer. O livro foi publicado em 2005, quando Mário Augusto já levava 15 anos de entrevistas. São vários os atores que entrevistou várias vezes ao longo dos anos, conseguindo até manter uma relação de próximidade com alguns. Ficamos a conhecer, pelos seus olhos e palavras, quais são os mais simpáticos, aqueles que não dizem duas para a caixa, os mais divertidos, os que têm família portuguesa, e tudo o que por vezes é dito e feito em off no momento dessas entrevistas.

 

Conta-nos curiosidades interessantes (ou nem tanto), como o facto de Winona Ryder, que filmou "A Casa dos Espíritos" no Alentejo, ficar surpreendida ao ver que as camponesas levavam garrafas de água para o campo...porque, para ela, o certo era irem de jarrões ao ombro. Certamente pensava que Portugal estava parado no séc. XV e que ainda não chegou cá essa maravilha que é água engarrafada. Ficamos a saber que Spielberg filmava a família nas férias quando era criança e hoje essas imagens estão guardadas nos cofres do American Film Institute. Que Diane Keaton achou que Mário Augusto tinha um cabelo óptimo. Que Liza Minelli foi filmada na entrevista com uma meia de vidro a tapar a lente da câmara para dar mais brilho ao seu rosto. Que Glenn Close já viveu em Milfontes. Que os avós maternos de Tom Hanks eram dos Açores. E até que Marion Cotillard tirou uma fotografia a Mário Augusto, com a sua câmara ainda analógica. E pude constatar a prepotência de Pierce Brosnan, a arrogância de Denzel Washington, o mau-feitio de Russel Crowe e o pãozinho sem sal do Ben Affleck. 

 

Mas, além das palavras, este livro dá-nos imagens. Vem com um DVD onde estão vários momentos das entrevistas feitas que nunca foram para o ar. Porque, obviamente, numa reportagem de televisão com 2 minutos, é impossível pôr toda a conversa que normalmente dura 15 minutos. Grande parte do sumo das conversas ficava de fora e só ia para o ar aquilo que fosse mais ligado aos filmes que promoviam na época. São essas pérolas, nunca antes vistas, que Mário Augusto partilha com os leitores. E, digo-vos, vale muito a pena. 

 

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Título: Nos Bastidores de Hollywood

Autor: Mário Augusto

Edição: PrimeBooks, 2005

Ano de publicação: 20005

 Nº páginas: 244

Personagens Femininas Fortes do Cinema

Adoro ver filmes com mulheres fortes, poderosas, que dão uma abada aos machões desta vida e mostram que "sexo fraco" só nas cabecinhas mais ocas. Escolhi algumas personagens que me marcaram, que me inspiraram e que são personagens inesquecíveis da história da sétima arte. Algumas são produto da ficção cinematográfica, outras são baseadas em personagens literárias ou até mesmo em pessoas reais. 

 

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Dorothy (Judy Garland) - O Feiticeiro de Oz (1939)

Quem não sonhava ter aqueles cabelos compridos lindos, ser amiga de um espantalho, um homem de lata e um leão e viver uma aventura num caminho de tijolos amarelos? É um filme que faz parte da minha vida desde que me lembro de existir e ver a doce e inocente Dorothy fazer frente à bruxa dos sapatos vermelhos e ao poderoso Oz, no final, deixou-me em modo girl power desde miúda. 

Maria (Julie Andrews) - Música no Coração (1965)

A prova de que o amor e sensibilidade feminina move montanhas. Conquistou os miúdos e o pai deles com a sua simplicidade, doçura e cantoria, sem nunca cair na onda de ser a mãe e dona de casa típica. Mesmo com medo, pelo marido e pelo futuro da família, enfrentou os problemas que surgiram com a maior coragem e serenidade, inspirando confiança, bravura e tranquilidade a todos. 

Catherine (Sharon Stone) - Instinto Fatal (1992)

A prova de que conseguimos dar a volta aos homens com uma granda pinta, se quisermos. Mostra a mulher como objecto de desejo? Sim. Mas mostra também que as mulheres bonitas podem ser muito mais que isso. E que há um poder feminino que nenhum homem conseguirá jamais igualar. Há alguém que não a conheça?

Louanne (Michelle Pfeiffer) - Mentes Perigosas (1995)

Mulher. Branca. Solteira. Começa a dar aulas numa escola de um bairro complicado, com alunos pobres, revoltados, alguns agressivos. Com força de vontade, resiliência e muita sensibilidade consegue ganhar a confiança deles e ajudá-los, muito além das suas competências e deveres como professora, sem mostrar medo e ultrapassando barreiras sociais, raciais e pessoais, até.  

 

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Erin Brockovich (Julia Roberts) - Erin Brockovich (2000)

Divorciada e mãe de três filhos, não descansa enquanto não consegue provar a culpa de uma empresa na contaminação de águas numa pequena cidade, que matou algumas pessoas. Acaba por conseguir a maior indemnização de sempre numa acção judicial, não tendo desistido mesmo depois de sofrer ameaças. História verídica de uma mulher "com eles no sítio".

Bridget Jones (Renée Zellweger) - O Diário de Bridget Jones (2001)

A Bridget Jones somos todas nós, em algum pormenor, em algum momento da nossa vida. Milhões de mulheres conseguem identificar-se com ela e sentir que não estão sozinhas na luta contra o peso, nos desgostos de amor, nas vergonhas passadas no trabalho, etc. E, às vezes, é isto que precisamos. Apenas sentir que não somos ET's, que há coisas pelas quais passamos que são normais. 

Amélie (Audrey Tautou) - O fabuloso destino de Amélie Poulain (2001)

A Amélie é capaz de ser a mulher mais inspiradora desta lista. Sempre a querer fazer o bem, seja de que maneira for. Com uma graciosidade enorme. Muito feminina. 

Beatrix (Uma Thurman) - Kill Bill (2003)

É das minhas personagens preferidas de sempre! Uma badass como deve ser. Que não depende de ninguém para conseguir o que quer. Forte, inteligente, destemida e com uma pontinha de humor que lhe dá ainda mais graça. 

 

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Skeeter (Emma Stone) - As Serviçais (2011)

Enquanto as amigas da sua idade importam-se com os maridos, os filhos, as lides domésticas e que sobremesa levar para o próximo evento solidário, Skeeter corre atrás do sonho de seguir a carreira jornalística e dedica-se a escrever e divulgar os problemas das pessoas de raça negra na época, na cidade onde vivia. Acho que desta lista, se tivesse que escolher alguém para eu própria ser, seria a Skeeter. 

Lisbeth Salander (Rooney Mara) - Millennium 1: Os homens que odeiam as mulheres (2011)

Outra badass máxima. Não deixa nada por fazer. Principalmnte, numa cena em particular - que não vou descrever aqui - em que todas as mulheres do mundo se sentiram vongadas e pensaram "bem feito seu c*****". Odiava ser inimiga dela. 

Katniss (Jennifer Lawrence) - Os jogos da fome (2012)

Miúda com pêlo na venta. Valente. Voluntaria-se para os "Jogos da Fome", para salvar a irmã. Consegue sobreviver com coragem, inteligência, nunca ignorando o lado emocional. Se houvesse um ataque de zombies em Portugal, eu queria uma Katniss ao meu lado. 

Michelle (Isabelle Rupert) - Elle (2016)

Personalidade forte, mentalidade mais forte ainda. Depois de ser violada, não só não faz dramas, não se vitimiza, como vai atrás de quem o fez, com receio, mas numa postura guerreira que me deixou de boca aberta. Não me identifico com muitas das coisas que fez, mas admiro a determinação. É uma personagem fortíssima. 

 

Este é só o primeiro post do tema. Há muito mais personagens para partilhar, mas tem que ser aos poucos senão os posts ficam enormes. Mesmo que Março acabe, a inspiração do #marçofeminino continua! 

 

ESPECIAL | Thrillers Psicológicos

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Durante esta semana, decorreu um Especial Thrillers Psicológicos em vários blogues ligados à literatura e ao cinema. Em cada dia da semana um blog dava sugestões de livros e filmes dentro deste género. E o que é este género? Muitas pessoas confundem thriller psicológico com terror e não é a mesma coisa.

 

Um thriller é uma narrativa controlada por um vilão. E num thriller psicológico, os personagens não estão dependentes da força física para superar os inimigos e problemas, embora aconteça, mas dão muito uso à inteligência e facilidade em manipular quem os rodeia. Aqui, os personagens dependem das suas capacidades mentais para se desenrascarem dos problemas, tentando sempre manter-se num perfeito estado psicológico. Normalmente, têm uma mente confusa e perturbada, vivem numa procura permanente pela sua identidade e mostram um fascínio pela morte. Suspense e tensão são elementos fundamentais

 

LIVROS

Decidi falar de três thrillers, num crescente, desde um mais adolescente a um mais pesado.

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Beautiful Malice (Rebecca James)

"Não há bela sem senão" em Portugal e "Bela Maldade" no Brasil.

É um thriller psicológico YA. Há que ter em conta o público para o qual está escrito, mas acho que é um bom livro para os leitores mais jovens que querem começar a ler thrillers. 

"Não fui ao enterro de Alice", é a primeira frase do livro. Temos um pequeno prólogo, no presente, em que ficamos a saber que alguma coisa de grave aconteceu entre Katherine, a narradora da história, e a sua amiga Alice. O primeiro capítulo começa então no passado, quando as duas se conheceram e a partir daí vamos acompanhando o crescendo desta amizade pouco saudável. Vai intercalando entre passado e presente. Acho que é interessante passar esta ideia de que não temos que ceder a chantagens emocionais de amigos na adolescência só porque queremos ser aceites. E há que escolher bem as amizades, desde logo. 

Basicamente temos Katherine, que muda de cidade depois de um acontecimento trágico na família, e começa a frequentar uma nova escola. Enquanto tenta lidar com os seus problemas, acaba por fazer amizade com Alice, uma rapariga extrovertida e aparentemente simpática. De uma forma sedutora, Alice prende Katherine a si e tornam-se inseparáveis. Mas este encantamento vai passado quando Katherine começa a perceber que Alice é manipuladora, fria, que consegue tudo o que quer e que por trás da fachada de menina perfeita, esconde alguns segredos. Katherine tenta afastar-se mas Alice começa a torturá-la psicologicamente e só nos apetece entrar na história para acabar com aquilo. Uma história cliché? Talvez, já vimos coisas parecidas antes, mas acho que isso não impede a leitura.

 

O talentoso Mr. Ripley (Patricia Highsmith)

Li este mês e gostei muito. Acho que muitos já viram o filme e já conhecem a história. Mas eu quis ler primeiro o livro. Começa de forma leve e segue num crescendo de paranóia e maldade que nos vai colando à história, num verdadeiro page turner. Somos surpreendidos com as atitudes repentinas e impulsivas de Tom Ripley, de quem até gostávamos no início. Sentimos que está a ser injustiçado, quando na verdade, ele é que está mal. Fez-me pensar muitas vezes no poder que a mente tem, quando acreditamos que alguém não gosta de nós, que alguém fala mal de nós e, na verdade, é tudo fruto de inseguranças e traumas nossos. Cheguei a sentir pena de Tom. Falarei mais a fundo no livro noutro post, porque acho que merece. 

 

O Psicopata Americano (Bret Easton Ellis)

Outra história que muitos já devem conhecer pelo filme, mas todos sabemos que ler é sempre uma coisa diferente. Este é capaz de ser a sugestão mais violenta desta lista, mistura thriller com um bocadinho de terror. Patrick, um jovem rico e respeitado de 26 anos, trabalha em Wall Street e à noite participa em festas regadas a droga e álcool. Até aqui tudo bem, não fosse ter um lado muito mais obscuro de sair pelas ruas de Nova York a assassinar brutalmente mendigos e a torturar prostitutas e todos aqueles que de alguma forma o aborrecem. Sem piedade e sem culpa, como se nada se passase. Toda esta violência levantou imensa polémica quando o livro foi lançado, em 1991. É difícil compreender este tipo de mentes perturbadas, mas por isso é que gosto deste género de livros. Fazem-nos tentar compreender coisas que no fundo são incompreensíveis para pessoas normais, como eu e vocês. 

 

 

Os próximos thrillers psicológicos que quero ler (por ouvir falar tão bem):

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Segunda Vida, S. J. Watson - Um verdadeiro thriller psicológico lançado pela Editorial Presença, em 2015, que me cativou logo pela sinopse. "Ela ama o marido. Ela está obcecada por um estranho. Ela é uma mãe dedicada. Ela está preparada para perder tudo. Ela sabe o que está a fazer. Ela está a perder o controlo. Ela é inocente. Ela é totalmente culpada. Ela está a viver duas vidas. Ela pode perder ambas". Protagonista feminina em conflito interior, como eu gosto. 

No canto mais escuro, Elizabeth Haynes - Outro com uma protagonista feminina cheia de problemas. Fala sobre uma mulher com transtorno obsessivo-compulsivo vive aterrorizada por um ex-namorado instável que a persegue. Outro que me cativou pela sinopse, também publicado pela Editorial Presença, em 2013.

Caixa de Pássaros, Josh Malerman - Não está editado em Portugal, mas este "Bird Box" é tão bem falado no Booktube brasileiro que me deu imensa vontade de ler. "Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos". 

Confissões, Kanae Minato - Se há livro que anda em alta no Booktube português é este. Muitas das meninas que sigo, incluindo a Cláudia, pessoa que idealizou este especial, adoraram e aconselham o livro. A história de uma professora, cujos alunos assassinaram a sua filha. Ela não quer justiça, só vingança. Foi lançado o ano passado. Leio este ano de certeza. 

 

FILMES

As outra meninas já falaram em alguns filmes do género, por isso não me vou alongar, só referir alguns de que gosto.

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A ideia deste especial foi da Cláudia (A Mulher que Ama Livros). Espero que faça mais especiais destes porque é uma forma de conhecermos livros e filmes dentro de um género especifício, recomendados por pessoas que já seguimos e confiamos nos gostos. Podem ver os posts das outras meninas que participaram aqui: 

 

Cláudia - A Mulher que Ama Livros 

Catarina - Serão no Sofá

Vera - Menina dos Policiais

Chris - O Diário da Chris

 

Fui ver A Bela e o Monstro e tenho umas coisas para dizer...

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Adoro a Disney, adoro os filmes da Disney do "meu tempo", que é como quem diz, ter crescido nos anos 90. Dêem-me uma Pequena Sereia, uma Bela e o Monstro, um Rei Leão, uma Pocahontas ou um Aladino e sou feliz. Pois, quando soube que iam fazer este filme fiquei num misto de histerismo (há que manter a criança viva dentro de nós) e o medo de apanhar uma desilusão valente e estragarem um dos filmes da minha infância. E a verdade é que, não estrangando (porque o meu amor pelos desenhos animados é muito forte), há muitas coisas que não gostei nada neste filme. Não conseguiu atingir as minhas expectativas, que já por si não eram altas. 

 

Vamos começar pela parte boa. O que gostei: 

- Os objectos do castelo! O candelabro, o relógio, o espanador, o armário, o bule e a chávena, o piano, o banco/cão...incríveis! Muito bem feitos, com muita piada, um dos pontos fortes do filme, tal como nos desenhos animados. Era das partes que mais gostava e continuou a ser. Toda a cena quando a Bela vai jantar e lhe fazem aquele número musical e mágico ao vivo está espectacular! A música, os efeitos, a personalidade de cada um está perfeita. 

- A banda sonora. Está muito boa! Não gostei de todas as músicas que acrescentaram, muito dramáticas e num nível de qualidade inferior às que já conhecemos e adoramos... Essas estavam bonitas e bem interpretadas. Aliás, estou a escrever isto a ouvir precisamente a banda sonora

- O guarda-roupa está muito bem-feito! Adaptaram as vestes dos desenhos animados de forma perfeita. 

- Os actores que deram voz e vida aos objectos! Muito bem escolhidos e uma total surpresa no final (fiz por não saber muito antes de ir ver o filme para ser surpreendida pelo menos aí).

- O Gastão e o seu amigo LeFou (que nos desenhos era apenas um gordo tontinho e aqui ganha mais protagonismo). Bem escolhidos, bem interpretados e, sem dúvida, um dos pontos fortes deste filme. 

- Terem acrescentado aquele momento de tensão entre Gastão e Maurice na floresta. Sabemos que a produção tinha que tornar o filme mais "humano" em algumas partes e acho que esta cena encaixou bem de acordo com o seguimento da história. 

- A parte de Paris, que é novidade, onde ficamos a saber o que aconteceu à mãe de Bela, está interessante.

 

O que não gostei:

- Emma Watson. Perdoem-me os fãs, mas é uma actriz muito fraquinha. Safava-se bem com 11 anos no Harry Potter, mas aqui não está nada de especial. Falei com várias pessoas sobre isto e todas da mesma opinião. Nunca achei que fosse a escolha ideal para este papel, mas dei o beneficio da dúvida e...não! A interpretação dela não foi nada de especial e não senti emoção nenhuma (sem ser o normal por já saber a história e pelas músicas por trás que dão sempre um toque). Talvez não tenha sido bem dirigida, mas não é a primeira vez que faz filmes com magia e efeitos e acho que lhe faltou um bocadinho assim (grande) para chegar onde era preciso. 

- O Monstro muito feito em efeitos especiais. Percebo que era difícil passá-lo dos desenhos para o filme, mas estava muito "falso" em alguns momentos, podiam ter trabalho mais a maquilhagem e caracterização para não terem que recorrer tanto a efeitos na personagem. 

- O actor que escolheram para fazer de príncipe (quando deixa de ser Monstro). Nos desenhos, o principe é um granda gato e ali...que desilusão para os meus olhinhos. Achei-o feiinho, com um bocado ar de saloio e não senti qualquer empatia com ele. 

- A parte da transformação do Monstro em humano podia ter sido muito mais trabalhada. Nos desenhos é um momento super emocionante e aqui passou-se em dois segundos e já está. 

- Quando Gastão fere o Monstro com uma pistola. Não precisavam inventar tanto. Podia ter sido com arco e flecha como no original. E se tivesse a chover, melhor ainda. 

- A personagem Agatha. Eu já estava a adivinhar quem era, mas o final foi forçado. Percebo que quiseram fazer diferente dos desenhos animados para surpreender o público. Mas eu pessoalmente, não gostei. 

- A parte interior do castelo. Estou a ser picuinhas, eu sei. 

- O Monstro a cantar...não não não e não. Cena forçada e muito pateta. Nem consegui levar a sério. 

 

De resto, cenários bonitos e um bom momento passado no cinema com amigas e pipocas. Valha-nos a banda sonora no Youtube e o VHS no baú com os desenhos originais (e dobrados em brasileiro como nós gostamos). 

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 Classificação: 7/10

(e leva um sete só porque a parte emotiva também conta...senão levava um 6)

RESUMO | FEVEREIRO 2017

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Fevereiro é o mês mais pequeno do ano e foi também o mês com menos leituras até agora. Teve muitos filmes na onda dos Óscares e algumas séries novas.  Fevereiro trouxe-me boas histórias. Espero que Março seja igual. 

 

 

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Foi um mês fraco no número de leituras. Não li tanto como nos últimos meses. Mas não estou preocupada com isso. Entre muito cinema e muita coisa a acontecer na vida fora dos livros.

Voltei ao crime com Agatha Christie, uma leitura que entrou no #bloodyqueen2017 e viajei até à Rússia no desafio 12 meses, 12 países, 12 livros. Dois autores já falecidos, um livro do século XIX e outro dos anos 20 do século XX. Comecei mais uma leitura de Harry Potter em 2017, que não terminei ainda e li metade de um livro dedicado à Filosofia de Platão. 

 

O Adversário Secreto, Agatha Christie - 4/5

O Jogador, Fiódor Dostoiévski - 4/5

O prisioneiro de Azkaban, J. K. Rowling 

Platão - A verdade está noutro lugar

 

 

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Mês dedicado aos filmes dos Óscares. Vi dez dos nomeados deste ano e, ainda, um filme para o meu desafio de 12 Filmes em 2017, que está também ligado à história da Academia: arrebatou os Óscares de Melhor Filme, Melhor Actor e Melhor Actriz, em 1976.

Os que mais gostei: Captain Fantastic e Voando sobre um ninho de cucos. 

As personagens que me marcaram: Todos os miúdos de Captain Fantastic, que mensagem tão bonita; Chiron de Moonlight, como não podia deixar de ser; o incrível Desmond Doss em Hacksaw Ridge; e a Michelle Leblanc de Elle, ainda estou a pensar no filme. 

 

Hidden Figures (2016) - 7/10

Captain Fantastic (2016) - 9/10

Fences (2016) - 7/10

Moonlight (2016) - 8/10

La La Land (2016) - 8/10

Arrival (2016) - 7/10

Hell or High Water (2016)  - 8/10

Hacksaw Ridge (2016) - 8/10

20th Century Women (2016) - 6/10

Elle (2016) - 8/10

Voando Sobre Um Ninho de Cucos (1975) - 9/10

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Assisti a 7 séries (20 episódios)

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Comecei três séries novas (as de cima), continuei a ver três que já acompanho e revi episódios de uma já terminada que me deu imensa vontade de a começar a ver do inicío outra vez.  

 

The Crown - Temporada 1 (1 - 3) - Comecei, finalmente, a ver The Crown. Não fiquei agarrada no primeiro episódio, gostei mais do segundo, o terceiro voltou a ser chatinho. É uma boa série, mas não me está a deixar presa ao ecrã. Vou ver a temporada inteira, pode ser que a minha opinião vá mudando.

Big Little Lies - Temporada 1 (1 - 2) - Não li o livro da Liane Moriarty, mas quando soube que a série metia a Reese Witherspoon, a Nicole Kidman, a Shailene Woodley, a Laura Dern e outros, fiquei super curiosa. Quase me lembra um Pretty Little Liars mas para adultos. Vi os dois primeiros episódios. Não acho o argumento assim tão original como isso. É um bocadinho mais do mesmo, o que vale a pena são os actores. A Reese é perfeita para este papel. 

Zelda: the beggining of everything - Temporada 1 (1) - Vi o episódio piloto da série sobre a vida de Zelda Fitzgerald, mulher do escritor F. Scott Fitzgerald. Fraquinho. Mas gosto muito da Christina Ricci. 

Grey's Anatomy - Temporada 13 (10 - 14) - Pus Grey's Anatomy em dia, com quatro episódios que tinha em atraso. Ainda que esta temporada esteja uma novela barata, ver Grey's é como voltar a casa, personsagens que acompanho há anos, hei-de ver sempre.

The Big Bang Theory - Temporada 10 (14 - 17) - Mais quatro episódios para o bucho. Diverte-me sempre.

Modern Family - Temporada 8 (12 - 14) - Põe-me sempre bem disposta. Adoro esta família. 

House - Temporada 6 (6-7) - Apanhei dois episódios antigos do House na Fox Life. Conclusão: apetece-me rever a série, até porque nunca a vi de seguida, na ordem certa. Começo em Março. 

 

 

RESUMO | JANEIRO 2017

 

TOTAL 2017: 6 livros / 20 filmes / 42 episódios (10 séries)