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SAY HELLO TO MY BOOKS

SAY HELLO TO MY BOOKS

03
Fev18

COISAS BOAS DE JANEIRO

UM EVENTO

Encontro Literário na Livraria Ler Devagar (LX Factory, em Lisboa), com Maria Ribeiro e Gonçalo M. Tavares, moderado por Anabela Mota Ribeiro. Uma conversa sobre livros e sobre a vida, sobre clássicos e contemporâneos, sobre leitores e escritores. Muito bom. 

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UMA MÚSICA 

O Richie lançou um novo mixtape (CD digital, vá) no final de 2017 e foi o álbum que teve em loop no meu sportify durante o mês de Janeiro. Fui ontem (2 Fevereiro) ao concerto no Altice Arena (ex-Pavilhão Atlântico). Foi a primeira vez que ele pisou a maior sala de espetáculos do país, depois de ter passado por festivais de verão, festivais académicos, pelas festas das terrinhas e até pelo Campo Pequeno. Estava feliz e emocionado. Conheço-o há muitos anos, sei o que batalhou, sei o que evoluiu e vê-lo ali, ontem, numa sala cheia a cantar as músicas dele, foi emocionante. Esta é a minha música preferida do novo trabalho. Boa vibe, dá vontade de dançar, cantar e contrariar o mood de Inverno. 

 

UM FILME

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri foi o filme que se destacou nas minhas preferências, este mês. Muito, muito bom. Diferente do que tenho visto. Com um argumento e interpretações maravilhosas. 

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UM RESTAURANTE 

Sensei lounge, em Carcavelos. O sushi que mais gosto perto de casa, com uma boa a relação qualidade-preço. Não falha. 

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UM VÍDEO 

Não é novo, mas só vi agora e é muito bom. O Jimmy Fallon é o meu apresentador de talk show norte-americano preferido. Tem graça, sentido de humor, ideias ótimas e é super boa onda. Aqui, a entrevistar Nicole Kidman, no que deveria ser uma conversa normal sobre o novo filme da atriz, acabam a puxar um assunto antigo sobre um encontro que tiveram há 15 anos. Um desastre, principalmente quando o Jimmy percebe que a Nicole tinha interesse nele, na altura, e ele deixou passar a oportunidade. 

 

UMA SÉRIE

Vicei na primeira temporada de American Crime Story, The People vs OJ Simpson. Fez-me procurar muita informação na Net, ver fotografias verdadeiras da época, ver mil entrevistas reais dos vários dos envolvidos e mergulhar completamente nesta história, de que só sabia o básico. Falava da série a todas as pessoas com quem estava. E, mesmo sabendo como iria terminar, estava a torcer para ser diferente e a sentir-me super revoltada com tudo o que se passou.

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UMA NOTÍCIA 

Funcionários criam biblioteca com livros encontrados no lixo. Aqui. Que iniciativa especial. 

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UM POST

Meu: VIDA | O meu 2017

Outro: Os homens preferem as loiras - aprendo sempre qualquer coisa com os posts do blog Horas Extraordinárias.

 

14
Jan18

Encontro Clube dos Clássicos Vivos | Janeiro 2018

Mais uma voltinha, mais um encontro do Clube de Clássicos Vivos. O primeiro de 2018. A discussão era sobre "A Ilustre Casa de Ramires", de Eça de Queiroz, leitura escolhida para Novembro e Dezembro. Alguns membros do grupo vivem em Leiria e sugeriram que o encontro fosse lá para fazer a discussão do livro. Eça viveu ali algum tempo e há pela cidade várias referências ao autor. Organizámos boleias (não há desculpa para não ir) de quem ia de Lisboa e fizemo-nos à estrada! O ponto de encontro era o Espaço Eça, uma espécie de coffee and wine bar (ficámos pelo coffee, pelo chá...e a Cristina pela cerveja)! Um espaço muito giro, com uma decoração queirosiana ao pormenor, estantes cheias de edições de livros dele, frases nas paredes, bonecos, imagens, enfim. Só faltava o próprio ali, em carne e osso, sentadinho a conversar connosco

 

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A discussão durou quase 1h30. Se têm curiosidade para saber como foi podem ver a LIVE que a Cristina, do canal Books&Beers, fez. Houve quem gostasse muito do livro (eu! - e mais umas meninas) e quem não gostasse nada. Não é a minha obra preferida do Eça, mas nunca achei o livro maçador. Diverti-me com o Gonçalo Ramires e todas as personagens que faziam parte do seu círculo. Apesar de achar o enredo talvez simples demais, a narrativa é maravilhosa. 

 

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Depois da discussão sobre a obra, fomos conhecer a fachada da casa onde Eça viveu, quando se mudou para Leiria, em 1870, para assumir o cargo de Administrador do Concelho. Ali escreveu praticamente toda a sua colaboração com Ramalho Ortigão em "O Mistério da Estrada de Sintra" e, provavelmente, os primeiros esboços de "O Crime do Padre Amaro", que tem muitas cenas passadas na cidade. Mas achei que a casa estava completamente ao abandono. Percebi, depois, que por dentro está em ruínas. Que pena. Claramente, não houve preocupação alguma para preservar o local ao longo do último século, para fazer dele um ponto de visita para quem é fã do escritor. Um dos nossos grandes. 

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Fomos almoçar. Conversa, conversa, conversa. Tivemos sorte, não estava a chover e pudemos andar a passear à vontade. Havia uma feira de rua com várias bancas de livros usados, muito baratos e muito chamativos. Estou orgulhosa, ninguém cedeu à tentação! Fomos conhecer, também, a livraria Arquivo, que fica no centro. Houve onversa para dar e vender, sobre livros e sobre o mundo em geral. Às 17h despedimo-nos, com a promessa de vários programas culturais em Lisboa e a certeza que daquia dois meses estaremos sentadas numa mesa, algures por esse Portugal, a discutir mais um clássico muito vivo

Podem ver também o vídeo da Cláudia, que registou alguns momentos do nosso dia, fez perguntas a várias meninas (aqui a miúda incluída), e dá para sentir um bocadinho do ambiente vivido! 

 

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29
Mai17

A minha relação com a Feira do Livro e porque é que este ano vai ser diferente

 

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A Feira do Livro de Lisboa é dos meus eventos preferidos do ano (a par com os Santos Populares e o meu aniversário, que calham todos em Junho, vejam a sorte). Gosto da FLL não só para comprar, mas para passear, para estar, para respirar e relaxar. A Feira relaxa-me. Mesmo nos dias das enchentes de pessoas, do calor extremo, do cansaço, dos pés a doer... . Adoro ir andando, devagarinho, ver as bancas com calma, pegar num livro, ler a sinopse, folheá-lo, pousá-lo e pegar no do lado. E assim ir subindo e descendo o Parque Eduardo VII. Com tempo. Não me apressem. 

 

Isto faz com que se tenha que escolher muito bem as pessoas que nos acompanham à Feira. São pessoas que também gostam de ler? Então vão estar no mesmo ritmo que nós. Se forem amigos que levamos só para não irmos sozinhos...esqueçam. Eles vão querer ver tudo a correr, despachar rápido as bancas dos livros para se irem sentar na esplanada a beber uma imperial. Por isso, às vezes mais vale ir sozinho. Vou muitas vezes sozinha. No meu próprio ritmo, sem ninguém a acelerar, a chamar, a tirar-me daquela hipnose boa que a Feira nos dá. 

 

Antes da Feira consulto sempre o site para ver os livros do dia, em cada dia. Faço uma lista dos livros que quero mesmo comprar (ajuda a não cair em tentações impulsivas). E é com essa lista que vou coordenando as minhas idas à Feira. Costumo ir sempre vários dias. No primeiro, vou com amigos, faço um reconhecimento do espaço, vejo onde está cada editora, ponho-me a par das novidades, sinto o ambiente. Depois vou mais um ou dois dias especificos para fazer compras, especialmente na Hora H, que é o que realmente compensa em termos de poupança. Compro sempre os livros que quero na Hora H (das 22h às 23h, durante a semana). O ano passado comprei 5, todos com 50% de desconto. Compensou. E já os li todos (exepto um, vá). Compro apenas livros que quero mesmo ler durante os próximos meses. No ano anterior comprei 12 e, pensando bem, é um exagero. 

 

Desde pequena que me lembro de ir à Feira do Livro com os meus pais. Nos últimos anos tenho ido ainda com mais vontade, mais paixão, mais carinho por aquele espaço. E este ano vai ser diferente. Pela primeira vez vou estar lá a trabalhar, como colaboradora numa das editoras. Tenho bastante flexibilidade a nível de trabalho porque sou freelancer e pensei "porque não?". Não sei se para o ano poderei fazer o mesmo, ou nos anos seguintes. É já este! Eu adoro a Feira e, assim, junta-se o útil ao agradável. Passo vários dias lá a trabalhar como colaboradora no meio dos livros, ao ar livre e ainda ganho uns trocos. Perfeito. E assim será. Vai ser uma experiência incrível, de certeza. 

 

A Feira do Livro começa já na quinta-feira. Vai estar sol. O Parque vai encher-se de pessoas que gostam de ler. Estamos rodeados de pessoas dos livros por todo o lado e isso é tão bom. A procura pelos livros físicos não está a morrer. Está mais viva que nunca. E nós vamos lá beber um bocadinho dessa vida. 

 

Ah! E dia 4 de junho (domingo) há encontro do Clube dos Clássicos Vivos lá. Cereja no topo do bolo. E vocês, vão? Contem-me. Pode ser que nos encontremos por lá.