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SAY HELLO TO MY BOOKS

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ESPECIAL | Thrillers Psicológicos

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Durante esta semana, decorreu um Especial Thrillers Psicológicos em vários blogues ligados à literatura e ao cinema. Em cada dia da semana um blog dava sugestões de livros e filmes dentro deste género. E o que é este género? Muitas pessoas confundem thriller psicológico com terror e não é a mesma coisa.

 

Um thriller é uma narrativa controlada por um vilão. E num thriller psicológico, os personagens não estão dependentes da força física para superar os inimigos e problemas, embora aconteça, mas dão muito uso à inteligência e facilidade em manipular quem os rodeia. Aqui, os personagens dependem das suas capacidades mentais para se desenrascarem dos problemas, tentando sempre manter-se num perfeito estado psicológico. Normalmente, têm uma mente confusa e perturbada, vivem numa procura permanente pela sua identidade e mostram um fascínio pela morte. Suspense e tensão são elementos fundamentais

 

LIVROS

Decidi falar de três thrillers, num crescente, desde um mais adolescente a um mais pesado.

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Beautiful Malice (Rebecca James)

"Não há bela sem senão" em Portugal e "Bela Maldade" no Brasil.

É um thriller psicológico YA. Há que ter em conta o público para o qual está escrito, mas acho que é um bom livro para os leitores mais jovens que querem começar a ler thrillers. 

"Não fui ao enterro de Alice", é a primeira frase do livro. Temos um pequeno prólogo, no presente, em que ficamos a saber que alguma coisa de grave aconteceu entre Katherine, a narradora da história, e a sua amiga Alice. O primeiro capítulo começa então no passado, quando as duas se conheceram e a partir daí vamos acompanhando o crescendo desta amizade pouco saudável. Vai intercalando entre passado e presente. Acho que é interessante passar esta ideia de que não temos que ceder a chantagens emocionais de amigos na adolescência só porque queremos ser aceites. E há que escolher bem as amizades, desde logo. 

Basicamente temos Katherine, que muda de cidade depois de um acontecimento trágico na família, e começa a frequentar uma nova escola. Enquanto tenta lidar com os seus problemas, acaba por fazer amizade com Alice, uma rapariga extrovertida e aparentemente simpática. De uma forma sedutora, Alice prende Katherine a si e tornam-se inseparáveis. Mas este encantamento vai passado quando Katherine começa a perceber que Alice é manipuladora, fria, que consegue tudo o que quer e que por trás da fachada de menina perfeita, esconde alguns segredos. Katherine tenta afastar-se mas Alice começa a torturá-la psicologicamente e só nos apetece entrar na história para acabar com aquilo. Uma história cliché? Talvez, já vimos coisas parecidas antes, mas acho que isso não impede a leitura.

 

O talentoso Mr. Ripley (Patricia Highsmith)

Li este mês e gostei muito. Acho que muitos já viram o filme e já conhecem a história. Mas eu quis ler primeiro o livro. Começa de forma leve e segue num crescendo de paranóia e maldade que nos vai colando à história, num verdadeiro page turner. Somos surpreendidos com as atitudes repentinas e impulsivas de Tom Ripley, de quem até gostávamos no início. Sentimos que está a ser injustiçado, quando na verdade, ele é que está mal. Fez-me pensar muitas vezes no poder que a mente tem, quando acreditamos que alguém não gosta de nós, que alguém fala mal de nós e, na verdade, é tudo fruto de inseguranças e traumas nossos. Cheguei a sentir pena de Tom. Falarei mais a fundo no livro noutro post, porque acho que merece. 

 

O Psicopata Americano (Bret Easton Ellis)

Outra história que muitos já devem conhecer pelo filme, mas todos sabemos que ler é sempre uma coisa diferente. Este é capaz de ser a sugestão mais violenta desta lista, mistura thriller com um bocadinho de terror. Patrick, um jovem rico e respeitado de 26 anos, trabalha em Wall Street e à noite participa em festas regadas a droga e álcool. Até aqui tudo bem, não fosse ter um lado muito mais obscuro de sair pelas ruas de Nova York a assassinar brutalmente mendigos e a torturar prostitutas e todos aqueles que de alguma forma o aborrecem. Sem piedade e sem culpa, como se nada se passase. Toda esta violência levantou imensa polémica quando o livro foi lançado, em 1991. É difícil compreender este tipo de mentes perturbadas, mas por isso é que gosto deste género de livros. Fazem-nos tentar compreender coisas que no fundo são incompreensíveis para pessoas normais, como eu e vocês. 

 

 

Os próximos thrillers psicológicos que quero ler (por ouvir falar tão bem):

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Segunda Vida, S. J. Watson - Um verdadeiro thriller psicológico lançado pela Editorial Presença, em 2015, que me cativou logo pela sinopse. "Ela ama o marido. Ela está obcecada por um estranho. Ela é uma mãe dedicada. Ela está preparada para perder tudo. Ela sabe o que está a fazer. Ela está a perder o controlo. Ela é inocente. Ela é totalmente culpada. Ela está a viver duas vidas. Ela pode perder ambas". Protagonista feminina em conflito interior, como eu gosto. 

No canto mais escuro, Elizabeth Haynes - Outro com uma protagonista feminina cheia de problemas. Fala sobre uma mulher com transtorno obsessivo-compulsivo vive aterrorizada por um ex-namorado instável que a persegue. Outro que me cativou pela sinopse, também publicado pela Editorial Presença, em 2013.

Caixa de Pássaros, Josh Malerman - Não está editado em Portugal, mas este "Bird Box" é tão bem falado no Booktube brasileiro que me deu imensa vontade de ler. "Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos". 

Confissões, Kanae Minato - Se há livro que anda em alta no Booktube português é este. Muitas das meninas que sigo, incluindo a Cláudia, pessoa que idealizou este especial, adoraram e aconselham o livro. A história de uma professora, cujos alunos assassinaram a sua filha. Ela não quer justiça, só vingança. Foi lançado o ano passado. Leio este ano de certeza. 

 

FILMES

As outra meninas já falaram em alguns filmes do género, por isso não me vou alongar, só referir alguns de que gosto.

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A ideia deste especial foi da Cláudia (A Mulher que Ama Livros). Espero que faça mais especiais destes porque é uma forma de conhecermos livros e filmes dentro de um género especifício, recomendados por pessoas que já seguimos e confiamos nos gostos. Podem ver os posts das outras meninas que participaram aqui: 

 

Cláudia - A Mulher que Ama Livros 

Catarina - Serão no Sofá

Vera - Menina dos Policiais

Chris - O Diário da Chris

 

Fui ver A Bela e o Monstro e tenho umas coisas para dizer...

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Adoro a Disney, adoro os filmes da Disney do "meu tempo", que é como quem diz, ter crescido nos anos 90. Dêem-me uma Pequena Sereia, uma Bela e o Monstro, um Rei Leão, uma Pocahontas ou um Aladino e sou feliz. Pois, quando soube que iam fazer este filme fiquei num misto de histerismo (há que manter a criança viva dentro de nós) e o medo de apanhar uma desilusão valente e estragarem um dos filmes da minha infância. E a verdade é que, não estrangando (porque o meu amor pelos desenhos animados é muito forte), há muitas coisas que não gostei nada neste filme. Não conseguiu atingir as minhas expectativas, que já por si não eram altas. 

 

Vamos começar pela parte boa. O que gostei: 

- Os objectos do castelo! O candelabro, o relógio, o espanador, o armário, o bule e a chávena, o piano, o banco/cão...incríveis! Muito bem feitos, com muita piada, um dos pontos fortes do filme, tal como nos desenhos animados. Era das partes que mais gostava e continuou a ser. Toda a cena quando a Bela vai jantar e lhe fazem aquele número musical e mágico ao vivo está espectacular! A música, os efeitos, a personalidade de cada um está perfeita. 

- A banda sonora. Está muito boa! Não gostei de todas as músicas que acrescentaram, muito dramáticas e num nível de qualidade inferior às que já conhecemos e adoramos... Essas estavam bonitas e bem interpretadas. Aliás, estou a escrever isto a ouvir precisamente a banda sonora

- O guarda-roupa está muito bem-feito! Adaptaram as vestes dos desenhos animados de forma perfeita. 

- Os actores que deram voz e vida aos objectos! Muito bem escolhidos e uma total surpresa no final (fiz por não saber muito antes de ir ver o filme para ser surpreendida pelo menos aí).

- O Gastão e o seu amigo LeFou (que nos desenhos era apenas um gordo tontinho e aqui ganha mais protagonismo). Bem escolhidos, bem interpretados e, sem dúvida, um dos pontos fortes deste filme. 

- Terem acrescentado aquele momento de tensão entre Gastão e Maurice na floresta. Sabemos que a produção tinha que tornar o filme mais "humano" em algumas partes e acho que esta cena encaixou bem de acordo com o seguimento da história. 

- A parte de Paris, que é novidade, onde ficamos a saber o que aconteceu à mãe de Bela, está interessante.

 

O que não gostei:

- Emma Watson. Perdoem-me os fãs, mas é uma actriz muito fraquinha. Safava-se bem com 11 anos no Harry Potter, mas aqui não está nada de especial. Falei com várias pessoas sobre isto e todas da mesma opinião. Nunca achei que fosse a escolha ideal para este papel, mas dei o beneficio da dúvida e...não! A interpretação dela não foi nada de especial e não senti emoção nenhuma (sem ser o normal por já saber a história e pelas músicas por trás que dão sempre um toque). Talvez não tenha sido bem dirigida, mas não é a primeira vez que faz filmes com magia e efeitos e acho que lhe faltou um bocadinho assim (grande) para chegar onde era preciso. 

- O Monstro muito feito em efeitos especiais. Percebo que era difícil passá-lo dos desenhos para o filme, mas estava muito "falso" em alguns momentos, podiam ter trabalho mais a maquilhagem e caracterização para não terem que recorrer tanto a efeitos na personagem. 

- O actor que escolheram para fazer de príncipe (quando deixa de ser Monstro). Nos desenhos, o principe é um granda gato e ali...que desilusão para os meus olhinhos. Achei-o feiinho, com um bocado ar de saloio e não senti qualquer empatia com ele. 

- A parte da transformação do Monstro em humano podia ter sido muito mais trabalhada. Nos desenhos é um momento super emocionante e aqui passou-se em dois segundos e já está. 

- Quando Gastão fere o Monstro com uma pistola. Não precisavam inventar tanto. Podia ter sido com arco e flecha como no original. E se tivesse a chover, melhor ainda. 

- A personagem Agatha. Eu já estava a adivinhar quem era, mas o final foi forçado. Percebo que quiseram fazer diferente dos desenhos animados para surpreender o público. Mas eu pessoalmente, não gostei. 

- A parte interior do castelo. Estou a ser picuinhas, eu sei. 

- O Monstro a cantar...não não não e não. Cena forçada e muito pateta. Nem consegui levar a sério. 

 

De resto, cenários bonitos e um bom momento passado no cinema com amigas e pipocas. Valha-nos a banda sonora no Youtube e o VHS no baú com os desenhos originais (e dobrados em brasileiro como nós gostamos). 

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 Classificação: 7/10

(e leva um sete só porque a parte emotiva também conta...senão levava um 6)

RESUMO | FEVEREIRO 2017

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Fevereiro é o mês mais pequeno do ano e foi também o mês com menos leituras até agora. Teve muitos filmes na onda dos Óscares e algumas séries novas.  Fevereiro trouxe-me boas histórias. Espero que Março seja igual. 

 

 

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Foi um mês fraco no número de leituras. Não li tanto como nos últimos meses. Mas não estou preocupada com isso. Entre muito cinema e muita coisa a acontecer na vida fora dos livros.

Voltei ao crime com Agatha Christie, uma leitura que entrou no #bloodyqueen2017 e viajei até à Rússia no desafio 12 meses, 12 países, 12 livros. Dois autores já falecidos, um livro do século XIX e outro dos anos 20 do século XX. Comecei mais uma leitura de Harry Potter em 2017, que não terminei ainda e li metade de um livro dedicado à Filosofia de Platão. 

 

O Adversário Secreto, Agatha Christie - 4/5

O Jogador, Fiódor Dostoiévski - 4/5

O prisioneiro de Azkaban, J. K. Rowling 

Platão - A verdade está noutro lugar

 

 

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Mês dedicado aos filmes dos Óscares. Vi dez dos nomeados deste ano e, ainda, um filme para o meu desafio de 12 Filmes em 2017, que está também ligado à história da Academia: arrebatou os Óscares de Melhor Filme, Melhor Actor e Melhor Actriz, em 1976.

Os que mais gostei: Captain Fantastic e Voando sobre um ninho de cucos. 

As personagens que me marcaram: Todos os miúdos de Captain Fantastic, que mensagem tão bonita; Chiron de Moonlight, como não podia deixar de ser; o incrível Desmond Doss em Hacksaw Ridge; e a Michelle Leblanc de Elle, ainda estou a pensar no filme. 

 

Hidden Figures (2016) - 7/10

Captain Fantastic (2016) - 9/10

Fences (2016) - 7/10

Moonlight (2016) - 8/10

La La Land (2016) - 8/10

Arrival (2016) - 7/10

Hell or High Water (2016)  - 8/10

Hacksaw Ridge (2016) - 8/10

20th Century Women (2016) - 6/10

Elle (2016) - 8/10

Voando Sobre Um Ninho de Cucos (1975) - 9/10

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Assisti a 7 séries (20 episódios)

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Comecei três séries novas (as de cima), continuei a ver três que já acompanho e revi episódios de uma já terminada que me deu imensa vontade de a começar a ver do inicío outra vez.  

 

The Crown - Temporada 1 (1 - 3) - Comecei, finalmente, a ver The Crown. Não fiquei agarrada no primeiro episódio, gostei mais do segundo, o terceiro voltou a ser chatinho. É uma boa série, mas não me está a deixar presa ao ecrã. Vou ver a temporada inteira, pode ser que a minha opinião vá mudando.

Big Little Lies - Temporada 1 (1 - 2) - Não li o livro da Liane Moriarty, mas quando soube que a série metia a Reese Witherspoon, a Nicole Kidman, a Shailene Woodley, a Laura Dern e outros, fiquei super curiosa. Quase me lembra um Pretty Little Liars mas para adultos. Vi os dois primeiros episódios. Não acho o argumento assim tão original como isso. É um bocadinho mais do mesmo, o que vale a pena são os actores. A Reese é perfeita para este papel. 

Zelda: the beggining of everything - Temporada 1 (1) - Vi o episódio piloto da série sobre a vida de Zelda Fitzgerald, mulher do escritor F. Scott Fitzgerald. Fraquinho. Mas gosto muito da Christina Ricci. 

Grey's Anatomy - Temporada 13 (10 - 14) - Pus Grey's Anatomy em dia, com quatro episódios que tinha em atraso. Ainda que esta temporada esteja uma novela barata, ver Grey's é como voltar a casa, personsagens que acompanho há anos, hei-de ver sempre.

The Big Bang Theory - Temporada 10 (14 - 17) - Mais quatro episódios para o bucho. Diverte-me sempre.

Modern Family - Temporada 8 (12 - 14) - Põe-me sempre bem disposta. Adoro esta família. 

House - Temporada 6 (6-7) - Apanhei dois episódios antigos do House na Fox Life. Conclusão: apetece-me rever a série, até porque nunca a vi de seguida, na ordem certa. Começo em Março. 

 

 

RESUMO | JANEIRO 2017

 

TOTAL 2017: 6 livros / 20 filmes / 42 episódios (10 séries)

E não é que ganharam todos os que eu queria?

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Domingo, às 18h20, partilhei isto no meu Facebook:

"Depois de ver todos os filmes nomeados e mais alguns... A torcer pelo Moonlight, pelo Casey Affleck (se for para o Denzel também vai bem), dividida entre a Emma Stone e a Isabelle Hupert, e ansiosa para ver a Viola com a estatueta. Está quase."

 

Umas boas horas depois concretizou-se tudo o que eu queria. Moonlight ganhou, num momento com pouca glória é certo, mas fiquei feliz. Casey Affleck, íncrivel em Manchester by the Sea levou a estatueta de Melhor Actor e Emma Stone de Melhor Actriz, ainda que tenha tido pena que a Isabelle Hupert tenha saído de mãos a abanar e a Natalie Portman não tenha tido o devido reconhecimento pelo trabalho irrepreensível que fez para se tornar na Jackie Kennedy. Mahershala Ali ganhou Melhor Actor Secundário, uma categoria em que não tinha um preferido, mas fiquei contente até porque este homem tem uma pinta do caraças e é sempre bom ter mais tempo para olhar para ele. E a minha querida Viola Davis, uma das melhores actrizes da sua geração, foi finalmente oscarizada. Muito, muito feliz.

 

De resto, a entrada do Justin Timberlake foi óptima, um boost de energia para começar a cerimónia. Jimmy Kimmel, de quem nem sou muito fã, esteve muito bem, as piadas deles com o Matt Damon resultaram a noite toda, o momento Rei Leão com o Sunny Pawar foi bem metido e aquela ovation em pé à Meryl Streep foi um óptimo momento de está-masé-caladinho-oh-trump! E ainda vi o meu Leo voltar àquele palco. #suspiro

 

Tirando isso, há erros imperdoáveis nesta edição e não estou só a falar do erro épico do envelope, mas de porem a fotografia de uma pessoa viva no vídeo de memória aos artistas que morreram durante o ano passado. Várias cabeças rolaram depois da gala de certeza. E temos ainda o prémio de maior aziado da noite que foi claramente para o Denzel. Era o preferido de muitos, mas calma bebé...já tens dois em casa. Podia ter mostrado um bocadinho mais de humildade quando Casey subiu ao palco e lhe agradeceu. Nem um sorriso esboçou.

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Enfim. Para o ano estaremos cá. Até 2018!

FILMES | La La Land

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Vamos finalmente falar de La La Land. Foi dos poucos, da lista de nomeados para os Óscares, que vi no cinema. Fiz questão. Achei que merecia um ecrã grande e um som poderoso. Devo dizer, primeiro que tudo, que foi uma lufada de ar fresco nos dramalhões que a Academia escolheu este ano. É um filme alegre, divertido, para cima, com cor, com música, com ritmo, sorrisos, amor e humor. Adoro que tenha trazido a magia e importância do jazz à superfície, tantas vezes considerado "música de elevador", como bem dizem no filme. Gosto do ataque ao glamour que é tentar ser actriz em L.A. hoje em dia, ainda que muito romantizado. E, sobretudo, gosto do final. Realista, bonito, tocante na mesma.

 

Há muito que gosto da Emma Stone e desde o "The Notebook" que tenho um crush gigante pelo Ryan Gosling. Acho que fazem um par cheio de química e isso dá mais força à experiência que é ver este filme. Ficamos colados à relação dos dois desde o início. Gostei especialmente daquela cena em que ela o reencontra numa festa, onde ele faz parte da banda que está a tocar êxitos dos anos 80.

 

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Adoro o guarda-roupa, queria todos os vestidos da Emma. Adoro a Fotografia, tem imagens lindas e completamente mágicas. Adoro as referências e todas as cenas que são uma verdadeira homenagem aos musicais antigos. Adoro a inocência e o romantismo do início da relação deles. E gosto da banda sonora, mas tinha ouvido tantos elogios, que ia com uma expectativa que, não saindo defraudada, também não achei a última coca-cola do deserto (vocês ententem!). Tem músicas bem giras, mas não vim para casa pôr-me a ouvir aquilo antes de dormir. Ah, o John Legend está muito bem no papel de Keith. Surpreendeu-me. 

 

Se ganhará o Óscar de Melhor Filme? Não sabemos. Mas podemos dizer que o pessoal ficou todo um bocado histérico demais com isto. "La La Land não é um filme mau. É apenas razoável, se bem que tecnicamente impressionante e na verdade mais cheio de ecos do passado que com vontade em levar o cinema musical a novos destinos" - não podia concordar mais (lido aqui). É um filme bom, é um filme que quero rever, sem dúvida, mas não sei se, caso não tivesse sido nomeado, não teria passado despercebido a muita gente que não lhe daria o mínimo crédito só porque é musical. Dou-lhe 8/10.

 

Outros nomeados para Melhor Filme:

Manchester by the Sea

Hidden Figures

Fences

Moonlight

Hell or High Water

Hacksaw Ridge

Arrival