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SAY HELLO TO MY BOOKS

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Harry Potter e a Câmara dos Segredos, J.K. Rowling

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Voltei a Hogwarts com prazer. Duas semanas depois de ter lido Harry Potter e a Pedra Filosofal, entrei no segundo ano da Escola de Magia. Desta vez, já conhecemos bem os personagens, já temos ideias formadas de quem são os bons e os maus, o interessante é ir vivendo novas aventuras com eles, apesar de se avançar pouco, ou quase nada, no grande mistério da história: como conseguiu Harry Potter sobreviver a Voldemort em bebé e porquê? Calculo que isso só saberemos em algum dos livros mais para a frente. Depois de introduzido todo este mundo mágico no primeiro livro, noto que tanto Harry, como nós próprios enquanto leitores, já estamos mais habituados aos termos relacionados com magia, ao uso e particularidades da mesma e ao funcionamento de Hogwarts. É engraçado apercebermo-nos disso.

 

Neste segundo volume, o principal foco da história não são tanto as aulas e aprendizagem da magia como encontrámos no primeiro, mas o mistério sobre relacionado com a Câmara dos Segredos, criada por Salazar Slytherin, um dos fundadores da escola, que move os acontecimentos do livro e que concentra as atenções de alunos a professores. Todo o enredo se passa em torno da abertura da Câmara dos Segredos por alguém, sem se saber sequer onde ela fica, e de onde saiu algo que anda a petrificar alunos. Obviamente que tudo isto vai trazer à baila alguns segredos do passado, interessantes também para que o leitor compreenda mais um pouco o background do grande vilão da história. Gosto deste tipo de mistérios que só os livros de Fantasia nos trazem, onde qualquer explicação é possível e vai muito além do onde a nossa imaginação terrestre consegue chegar. Fico realmente surpreendida com as voltas que J. K. Rowling dá à história e de como tudo se encaixa no final. 

 

Em "Harry Potter e a Câmara dos Segredos", a autora acrescentou novos alementos, mas não acho que os personagens tenham tido uma grande evolução desde o livro anterior, sem ser o próprio Harry. Aliás, temos personagens com papéis importantes no primeiro volume que neste não acrescentam grande coisa como Snape, Draco Malfoy e a Professora McGonagall, por exemplo. Também esperava ver mais de Dumbledore e do próprio Hagrid. Tenho pena de J. K. Rowling não se ter focado mais em Herminione. Estava a gostar mais da miúda neste livro e, de repente, acontece algo que a faz estar "adormecida" durante vários capítulos. E não simpatizei com o elfo Dobby. 

 

Por outro lado, gostei muito do foco dado à família Weasley, aos pais de Ron, aos irmãos e à pequena Ginny. Acho-lhes imensa piada. Fiquei ainda mais fã da amizade de Harry e Ron. Adoro o bom coração do Hagrid e odiava algum dia ter que entrar naquela floresta, especialmente porque odeio aranhas e todo o capítulo "Aragog" me arrepiou até aos pelinhos da nuca. Achei engraçada a personagem da Murta Queixosa e a vaidade do professor Lockhart. E acho que este livro trouxe momentos deliciosos como a festa de fantasmas do Nick-quase-sem-cabeça, no Haloween. 

 

Confesso que, apesar de ter gostado bastante da leitura (como não?) não acho que esteja ao mesmo nível do primeiro livro. Não tive aquela ânsia de ler sem parar, não achei o enredo tão interessante. Só por isso dei-lhe 4 estrelas, em vez das 5 que dei ao primeiro. Mas já me tinham dito que seria assim durante toda a série, uns livros mais empolgantes que outros. É bom saber que ainda tenho mais cinco pela frente. Mesmo com uma visão e leitura mais adultras é interessante ver como a história nos absorve e como consigo soltar a imaginação de uma forma quase infantil. Acho que é precisamente isso que Harry Potter me tem ensinado, que nunca é tarde para ler, ver ou sentir alguma coisa e que, felizmente, mantemos sempre um lado mais inocente que nos faz vibrar com histórias que muitos dizem ser só para crianças. Não sei se vou vendo os filmes aos poucos (já vi os três primeiros há muito tempo, não me lembro praticamente de nada), ou se vejo todos quando terminar de ler a série. Agora venha o Prisioneiro de Azkaban!

 

Título: Harry Potter e a Câmara dos Segredos

Autor: J. K. Rowling 

Edição: Editorial Presença, 2000

Ano de publicação: 1998

 Nº páginas: 275

Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K. Rowling

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Entrei atrasada nesta viagem para Hogwarts, consciente da importância que Harry Potter tem para milhões de leitores em todo o mundo. Tinha receio de não gostar dele. Mas no fim do primeiro capítulo apetecia-me ler mais. No segundo, percebi que estava realmente interessada na história e no terceiro capítulo já estava rendida. Foram precisamente estes três capítulos que J.K. Rowling enviou para várias editoras até uma delas dizer que queria ler o resto. 

 

"Vão escrever-se livros a seu respeito, todas as crianças do nosso mundo conhecerão o seu nome!"

Professora McGonagall

 

Já conhecia a ideia geral da história, que não vale a pena contar aqui porque sou, provavelmente, a única alminha que nunca tinha lido o livro. Vi o primeiro filme há vários anos e, apesar de me lembrar do essencial, muitos acontecimentos e pormenores tinham desaparecido. Portanto, li-o quase virgem sobre o mundo Harry Potter e a partir daqui será uma descoberta completa. 

 

Confesso que não esperava gostar tanto. Li-o em 48 horas. Dei por mim a torcer pelo Harry, a revirar os olhos quando aparecia o Malfoy e a achar imensa piada ao Ron e aos irmãos Weasley. Não simpatizei muito com a Hermione, é tipíca colega marrona, que dá graxa aos professores mas que queremos manter por perto porque pode ser útil. Espero descobrir-lhe mais qualidade nos próximos livros. 

 

Obviamente que é muito diferente ler uma história destas com 13 anos (idade que tinha no ano 2000 quando recebi o livro) ou com 29. Hoje em dia o meu gosto e exigência literária são muito diferentes de quando era adolescente. Mas em nenhum momento desta leitura quis analisar a escrita, os diálogos e o desenvolvimento dos personagens. Deixei-me apenas levar pela história. E foi o melhor que fiz. Li-o com olhos inocentes e mente aberta, sem os filtros críticos que utilizamos ao ler livros de ficção. E, mesmo com esta idade, dei por mim a desejar uma varinha que satisfizesse os meus desejos e a querer colocar um manto de invisibilidade na wishlist do próximo aniversário. 

 

"Não se resolve nada a divagar em sonhos, quando nos esquecemos de viver."

 Professor Dumbledore

 

E a verdade é que, de uma forma muito simples, a magia sai das páginas impressas para a nossa realidade e alimenta qualquer imaginação por mais céptica que seja. Não é um livro para crianças, é uma história para todos os que não têm preconceito de trazer Fantasia à rotina diária. Lê-se de um fôlego, sem dar pelas páginas a passar, e com vontade de fazer um desviozinho para Hogwarts enquanto vamos para o trabalho de manhã. 

 

Contei-vos as minhas primeiras impressões sobre o livro. Após terminar a leitura, os pensamentos são os seguintes:

- Estava certa sobre o carácter do Snape.

- Tanta coisa com a pedra filosofal e em menos de nada pronto, acabou-se, destruiram-na e já está...  

- Não me punham numa vassoura a jogar Quidditch nem por nada. 

- Medo de andar naqueles corredores a meio da noite. 

- O Voldemort pareceu-me um vilão fraquinho neste livro. Acredito que ganhará força daqui para a frente. 

- Gosto da mãe do Ron. 

- O Dumbledore é fofinho. 

- Também queria que a comida me aparecesse no prato já pronta e quentinha. 

- Gostava de estudar numa escola assim. 

 

J. K. Rowling conseguiu criar todo um universo de criaturas, regras e palavras novas, jogos inventados, delineou e planificou cursos de magia, colocou em papel todo um mundo novo e admiro-a por isso. A par da criatividade e febre de Harry Potter só encontro "O Senhor dos Anéis" de Tolkien e as "Crónicas de Gelo e Fogo" de George R. R. Martin. E apesar de dizer que Fantasia não é dos meus géneros preferidos, confesso que de vez em quando sabe muito bem fugir da realidade do comum dos mortais e viajar até terras onde dragões, feitiços, bruxas e magia são os protagonistas. 

 

Este livro deixa no ar alguns mistérios e segredos que aguçam a curiosidade do leitor para os próximos volumes. É bom saber que a história não termina aqui e há mais seis livros para ler. E relativamente a uma questão importante: ainda não fiz o teste para saber qual a minha equipa. Sabem a vossa? 

 

Título: Harry Potter e a Pedra Filosofal

Autor: J. K. Rowling

Edição: Editorial Presença, 1999

Ano de publicação: 1997

 Nº páginas: 317

Comecei a ler Harry Potter...

Peguei-lhe na sexta-feira à noite, antes do jantar, li dois capítulos. Mais tarde, já na cama quentinha e confortável, li mais uns três. 80 páginas de Harry Potter no primeiro dia. No sábado passei o dia com a história na cabeça: o miúdo que não sabia que era feiticeiro, os pais que morreram, de onde vem a cicatriz, aqueles tios que são intragáveis, a vontade de dar dois estalos no primo badocha, ahhh conseguiu receber a carta de Hogwarts, boa!!! Ao fim do dia li mais cinco capítulos, mais 110 páginas. Espero conseguir terminar hoje, são 127 páginas para ler. 

 

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Confirmo que é um verdadeiro page turner. Não esperava eu outra coisa. Gosto de livros que me fazem não reparar nas páginas a passar. E apesar de já ter visto o primeiro filme há alguns anos, não me lembrava de quase nada, a não ser da cara do Harry, do Ron, da Hermione, do Malfoy e de alguns professores, do jogo Quidditch, do cão das três cabeças e pouco mais. Acredito que quem leu os livros assim que saíram fez um exercício brutal de imaginação. É inevitável, hoje em dia, eu já ter uma imagem formada do Harry, do Dumbledore e por aí fora. Ainda assim, por não me lembrar de tudo, consegui brincar um bocadinho com a imaginação. Até porque vi os três primeiros filmes há tantos anos, que há pormenores que se escapuliram completamente da minha memória. 

 

Pensamentos até agora:

- Uma família que não o compreende nem assume que está ali um miúdo especial só me lembrava a história da Matilda. 

- Claro que o primo Dudley é gordo e estúpido. Clássico. 

- Adorava ter uma coruja de estimação.

- Miúdos como o Malfoy são importantes para contrabalançar o bem. Esta dicotomia entre o bem e o mal é essencial. 

- Acho que me lembro de qualquer coisa como o Snape afinal não odiar o Harry, apesar de querer passar essa imagem. 

- Acho a Hermione chatinha, até agora. 

- Apesar de Fantasia não ser o meu género favorito, estou a gostar deste mundo de magia e feitiçaria, por criar possibilidades e escapatórias a situações que de outra forma não seriam possíveis. É bom sair um bocadinho da realidade, de vez em quando, e ler este tipo de ficção. 

 

Quando acabar de ler o livro, faço uma opinião mais formada. Mas estou a gostar muito até agora. Por favor, não me dêem spoilers. 

Ler Harry Potter em 2017 pela primeira vez

Tenho 29 anos e sou, provavelmente, a única pessoa da minha idade no mundo que nunca leu Harry Potter. Na altura em que a febre da série contagiou a criançada portuguesa, por algum motivo não me chamou a atenção e mesmo quando a minha mãe me ofereceu o primeiro livro, logo que foi lançado em Portugal, não me virei para ali. Preferi outras séries juvenis. Acho que na altura não estava muito numa de ler Fantasia. Li outras coisas, os anos foram passando e chegámos até aqui.

 

Em 2017 o primeiro livro da série comemora 20 anos e o último conta dez desde o seu lançamento. Portanto, nada melhor que marcar estas datas com um projecto de leitura de Harry Potter. Então, vou ler os 7 livros da série em 2017. O mais recente, Harry Potter and the Cursed Child, lançado este ano, será lido posteriormente.

 

A ideia é ler um por mês, ver o filme correspondente, e falar sobre eles no último dia de cada mês. Já comecei a ler Harry Potter e a Pedra Filosofal, em Dezembro, para a Maratona Fusão, mas só vou falar dele em Janeiro, juntamente com o segundo. Quero "despachar" a série toda até Junho, ou seja, na primeira metade do ano. E há uma razão especial para isso. No final de Junho faço anos. Trinta. E quero ler Harry Potter antes de fazer trinta anos. Foi uma mania que se meteu na minha cabeça e é assim. Há algumas coisas que, a nível pessoal, quero fazer antes dos 30. E pensei num projeto literário que pudesse incluir nesses objetivos. Claro que podia ter escolhido grandes clássicos mundiais, que fazem parte daquelas listas de "Livros para ler antes dos 30", mas clássicos já eu leio frequentemente. Queria algo diferente. 

 

O que podia ser mais diferente do que literatura juvenil dentro do género de Fantasia, que pouco leio? Então o programa das festas é o seguinte: 

 

Janeiro: Harry Potter e a Pedra Filosofial (1997) // Harry Potter e a Câmara dos Segredos (1998)

Fevereiro: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (1999)

Março: Harry Potter e o Cálice de Fogo (2000)

Abril: Harry Potter e a Ordem da Fénix (2003)

Maio: Harry Potter e o Principe Misterioso (2005)

Junho: Harry Potter e os Talismãs da Morte (2007) 

 

Já vi os três primeiros filmes. Mas lembro-me de pouco, por isso, vou ver todos os filmes de Harry Potter, por ordem. Sempre que terminar um livro, vejo o filme correspondente e venho aqui contar-vos. Vocês todos que já leram, qual é o melhor livro da série? E o melhor filme?

 

Vou partilhando no Instagram fotos deste projeto com #harrypotterem2017 e #harrypotterantesdos30. Acho que vai ser giro. Sei que há outras meninas por esses blogues e canais fora que também vão ler em 2017, por isso 'bora lá!

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