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SAY HELLO TO MY BOOKS

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As Palavras #1

"Mas quando lhe apertou a mão e cruzou aqueles espantosos olhos esmeralda, soube antes de respirar de novo que ela era aquela de quem ele poderia andar o resto da vida à procura e nunca mais voltar a encontrar".

 

 

"A poesia, pensou ela, não fora escrita para ser analisada - fora feita para inspirar sem motivo,

para emocionar sem entendimento". 

 

 

"Viveste uma vida cheia e nunca nada te faltou porque as tuas necessidades são espirituais

e só tens que olhar para dentro de ti".

 

 

"Os jovens, activos e impacientes, têm sempre que quebrar o silência. É um desperdício, porque o silêncio é puro.

Une as pessoas porque só os que se dão bem uns com os outros se podem sentar juntos sem falar". 

 

 

In:

O Diário da Nossa Paixão, Nicholas Sparks 

 (nem tudo foi mau)

 

O Diário da Nossa Paixão, Nicholas Sparks

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Tinha expectativas baixas para este livro e a verdade é que não conseguiu conquistar-me. Conheço os meus gostos e sei que este tipo de romances alimentados a clichés baratos não me enchem as medidas e estão longe de ser o meu género preferido. Mas nunca tinha lido Nicholas Sparks e já que há milhares de pessoas que amam os livros dele, sempre pensei que alguma coisa ele devia ter de especial. Nunca me entusiasmou mas queria lê-lo para formar a minha própria opinião e achei que devia começar com "O Diário da Nossa Paixão", já que adoro o filme. Prefiro ler primeiro o livro mas, neste caso, não me fez confusão já conhecer a história. Porque o que queria era conhecer a forma como tinha sido escrita. 

 

Percebi, nas primeiras páginas, que a adaptação cinematográfica tinha diferenças quanto ao livro. É normal. Descobri, no final, que a história contada no filme é cinquenta vezes mais interessante que a do livro. 

 

Achei a narrativa muito fraca. Os diálogos pouco credíveis. Em alguns pontos cheguei mesmo a achar a escrita amadora demais para os milhares de exemplares que este livro vendeu. Em alguns momentos senti que estava a ler aqueles romances de banca baratos. Chega a ser frustrante a forma como Sparks desperdiça uma história tão boa com uma escrita tão fraca. 

 

Um exemplo (com utilização de ele/ela mais vezes do que seria aceitável):

 

"Allie começou a tirar a camisa que ele lhe emprestara enquanto ele abria a porta, mas Noah fê-la parar.

- Fica com ela - disse - Quero que fiques com ela.

Ela não perguntou porquê, porque também ela queria ficar com a camisa". 

 

Senti que o autor contava o essencial e passava à frente, sem aprofundar, por exemplo, o passado familiar de Noah ou de quando esteve na Guerra ou ainda o relacionamento de Allie com o noivo, Lon. Temos sempre Lon como pano de fundo mas sem nunca conhecer realmente a história dos dois. Não sentimos nada quando ela fala dele, não sabemos pormenores do momento em que terminaram o noivado, nada. Teria sido interessante aprofundar essa relação para criar mais impacto na escolha dela por Noah. 

 

Mesmo quando Sparks descreve o encontro de Allie e Noah, passados catorze anos de se terem separado, toda a cena, os acontecimentos e os diálogos são muito superficiais. Não nos dá tempo para nos envolvermos com os personagens e com a sua história de amor. Se não fosse por gostar deles no filme, chegaria mesmo a afirmar que não gosto destes personagens literários. É pena que só as imagens tenham conseguido transmitir-me o sentimento entre eles, coisa que as palavras de Sparks não conseguiram. Uma desilusão. 2 estrelas. 

 

Agora vou ver o filme para compensar esta leitura.  

 

Sinopse: 

Todas as manhãs ele lê para ela, de um caderno desbotado pelo tempo, uma história de amor que ela não recorda nem compreende. Um ritual que se repete diariamente no lar de idosos onde ambos vivem agora. Pouco a pouco, ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que lhe lê, pela ternura … E o milagre acontece. A paixão renasce, transpõe o abismo do tempo, as memórias perdidas, e por instantes ela volta para ele…

 

Título: O Diário da Nossa Paixão

Autor: Nicholas Sparks

Edição: Editorial Presença, 59ª edição (2014)

Ano de publicação: 1996

 Nº páginas: 158

 

O que quero ler em Fevereiro

Janeiro foi um mês de poucas leituras, por várias razões que, como diz a outra, agora não interessam nada. Terminei o "1984" (que não consegui terminar em Dezembro)  e estou a acabar de ler "A sangue frio", de Capote. Venho falar dessas duas leituras mais para a frente. 

 

Fevereiro traz uma das efemérides anuais mais fofinhas, o Dia dos Namorados. Eu acho que é um óptimo tema para compôr as leituras do mês. E por isso, escolhi três obras de alguma forma ligadas ao "Amor".

 

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Sense and sensibility, Jane Austen 

Quero ler todas as novels que ela escreveu. Esta vai ser a segunda, depois de ter lido "Orgulho e Preconceito" há muitos anos. Tenho esta edição LINDA que mandei vir da Amazon (depois mostro com mais pormenores) e, por isso, será uma leitura em inglês.

 

Contos escolhidos, Guy de Maupassant

Vou ler a Parte I do livro, que está dividido em três. Esta primeira parte agrega "Contos mundados, amorosos, eróticos e galantes". Muito curiosa. 

 

O Diário da Nossa Paixão, Nicholas Sparks

Acreditem ou não, nunca li Sparks. Mas este é um dos meus filmes românticos preferidos, portanto acho que é mais que justo ler o livro. 

 

No fim do mês conto-vos como foram estas leituras. O que vão ler em Fevereiro?