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SAY HELLO TO MY BOOKS

SAY HELLO TO MY BOOKS

08
Nov17

Uma grande novidade chega finalmente a Portugal!

Há uns meses soube da publicação de um livro chamado "Com o Mar por Meio". Para quem ainda não ouviu falar, prepare-se: é, nada mais nada menos, uma obra que reúne a correspondência trocada entre Saramago e Jorge Amado, durante os vários anos, já numa idade avançada, em que se tornaram bons amigos. Conheceram-se em 1990, em Roma, quando foram jurados do prêmio União Latina. Saramago tinha 68 anos e Jorge Amado, 78. Uma amizade tardia, mas com laços fortes, que resultou numa troca de ideias regular entre ambos, de 1992 a 1998, que só imagino ser do melhor que há. Além de cartas, este livro publica também "bilhetes, cartões e faxes, além de fotos do acervo pessoal dos autores". Um rebuçado gigante para quem gosta dos dois. Acho Saramago genial e tenho um carinho gigante por Jorge Amado, que tem um dos capítulos mais bonitos que li até hoje, chamado "As luzes do Carrossel", em "Capitães da Areia".

 

Paloma Jorge Amado, filha do escritor brasileiro, e Pilar del Río, mulher do autor português, são as responsáveis por detrás da iniciativa. A reunião da correspondência foi lançada em Julho, pela Companhia das Letras, no Brasil. O evento decorreu na Casa José Saramago, em Paraty, onde estava a decorrer a FLIP (feira internacional de literatura). 

 

Desde que li sobre isto, fiquei em pulgas e cheia de vontade de meter as mãos neste livro na hora. Mas depois de um tempo percebi que tinha sido editado apenas no Brasil. No sábado passado este assunto foi comentado no Clube dos Clássicos Vivos. Então o livro foi lançado há quatro meses no Brasil e em Portugal, país de Saramago, nada? Nem de propósito, esta semana saiu a notícia do seu lançamento neste cantinho à beira-mar plantado. 

 

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É no próximo dia 15 de Novembro, quarta-feira, às 18h30 na Fundação José Saramago, em Lisboa. Vou tentar ir!

Podem ver o evento no Facebook aqui

Dois artigos sobre o lançamento desta obra que vale a pena ler, em O Benetido e no Diário de Notícias

 

25
Set17

Feira do Livro de Belém

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Fui, pela primeira vez, à Feira do Livro de Belém. Nunca tinha visitado os Jardins do Palácio, achei que era um bom 2 em 1 e lá fui, sábado de manhã. Estava calmo, nada de filas para entrar, nada de confusão lá dentro, deu para passear e ver as bancas à vontade. Estavam representadas a maior parte das editoras, não dei conta de nenhuma falta. Obviamente que não tinham lá todo o portefólio, cada uma levou um número limitado de títulos. Senti falta de mais obras, principalmente na Bertrand, na Leya e na Relógio D'Água. Os descontos não eram nada por aí além, sempre entre 10% a 20%, e 30% apenas em algumas editoras e obras muito especifícas. Tinha uma zona de alimentação com umas cinco ou seis barraquinhas, um espaço para as crianças, uma zona de espetáculos e muitos recantos bonitos. Acho que a mais-valia desta Feira é, realmente, poder passear pelos jardins, mesmo que não se compre nada. É um sítio muito agradável, bonito, só pensava o bom que seria morar assim num palacete com um jardim destes, privado, à disposição. Que sonho de princesa! Sem dúvida que Marcelo Rebelo de Sousa (ele próprio amante de livros) sabe a importância que a literatura tem e faz por criar e promover este tipo de eventos, incentivando a leitura e abrindo as portas do palácio ao público. Obrigada Sr. Presidente, é cá dos nossos! 

 

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Entre compras minhas e da minha família resultaram cinco livros, todos de não ficção, todos de autores portugueses e com muita portugalidade envolvida. Estou contente com estas compras e com vontade de pegar em todos. 

 

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Turista Infiltrado - Bernardo Gaivão

Vale a pena? Conversas com escritores - Inês Fonseca Santos

As Praias de Portugal, Guia do Banhista e do Viajante - Ramalho Ortigão

Lisboa, o que o turista deve ver - Fernando Pessoa

Paula Rego por Paula Rego - Anabela Mota Ribeiro 

19
Jul17

Pensamentos sobre o 1º episódio de Game of Thrones (season 7)

Spoiler Alert,

se ainda não viram o episódio fechem esta página e voltem mais tarde! 

 

- Que saudades de Westeros! 

- Granda Aria, mega boss, girl power máximo!!! 

- Sim, já sabíamos que era ela "dentro" do Walder Frey, mas ainda assim foi uma cena brutal!

- "The North remembers" - ARREPIOS (beijinho grande, queridos Ned e Robb) 

- A Sansa continua irritante. Ainda vai fazer merda. 

- Jon Snow firme no discurso, valores e decisões. Like!

- Esta pita "tem-nos" no sítio (Lyanna Mormont)

- Sam: que trabalho de merda. Coitado. Nojo. 

- Claro que ninguém vai reparar que roubaste as chaves. 

- Claro que os livros que vais levar ao calhas vão ser os que têm a informação que precisas. 

- Claro que mal abres o primeiro livro descobre logo um facto mega importante (e claro que essa informação não vai chegar ao Jon Snow). 

- A troca de olhares do Tormund com a Brienne... POR FAVOR CASEM E TENHAM BEBÉS!

- Ah ya, o Bran ainda existe... 

- A sério que puseram aqui o Ed Sheeran? Retiraram completamente a "magia" da série ser um mundo à parte. A cena não teve qualquer tipo de sentido nem peso para a continuação da história. Achei a pior parte do episódio, completamente desnecessário e um pouco patético até. 

- Então a Cersei que vivia para os filhos, eram o amor da vida dela, as únicas pessoas que amava no mundo...agora que morreram é "pronto, estão todos mortos, whatever, siga pra bingo" ?!?!?!?!

- Jaime Lannister podia vir jantar cá a casa!

- Dizem que Euron Greyjoy vai ser o grande vilão desta temporada. Até agora só o acho arrogante e com sentido de humor apurado. 

- Cadê Theon e a irmã? 

- Ahhh é aqui que está Sor Jorah Mormont. Nada bom aspecto aquele bracinho. 

- Toda a cena do Clegane a olhar para o fogo... Ok, tá bem, tem algum significado, mas não achei nada de especial. A cena dele a enterrar os corpos também era dispensável e aquele discurso mega cliché... (revirada de olhos). 

- A Daenerys e companhia a chegar a Dragonstone num mood muito épico ao estilo "descobertas do séc XV". Há todo um momento de "respira fundo que finalmente chegaste ao primeiro passo da nova vida.

- Uiii que canseira aquela escadaria toda. 

- O trono, não de ferro como o outro, mas de vidro de dragão. Like!

- O Tyrion muito apagadinho neste episódio... 

 

E pronto. O Inverno finalmente chegou e eu, pessoa de Verão, tremo só de ver aquelas paisagens geladas. Este episódio foi importante para fazer um ponto de situação de todas as personagens. Mas são só sete episódios porquê? Mais de um ano à espera para depois só a termos durante um mês e meio... Tenho pena que personagens como a Margaery, por exemplo, tenham ido desta para melhor. Vamos aguentar o coração, rezar para que nenhum Stark morra esta temporada e tentar perceber porque é que o cartaz da série traz o Jon com olhos de white walker... NÃO ME ENERVEM!

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Podem ainda ver aqui 8 curiosidades sobre este episódio, importantes para a história, que vos podem ter passado despercebidas. 

16
Jul17

"Where'd You Go, Bernadette?" vai mesmo virar filme

Quando li "Até ao Fim do Mundo" (título em português) há dois ou três anos, já se falava na possibilidade de se tornar filme. E, a verdade, é que a forma original como está escrito (com troca de notas, emails, recados) não nos retira a capacidade de visualizar aquelas cenas como se de um filme se tratasse. A própria autora, Maria Semple, escreve argumentos para séries de televisão, portanto tem todo um know-how em tornar a escrita interessante neste sentido. O livro, lançado em 2012, tem uma das capas mais giras que vivem na minha estante. Passada em Seattle, é uma história divertida, que nos faz passar um bom bocado, apesar de ter achado o final pouco credível.

 

Na altura, já se falava que podia ir para o cinema e cheguei a ler várias notícias sobre as possíveis atrizes que fariam o papel de Bernadette Fox, arquiteta e mãe, meia louca, que tem fobia a pessoas, no geral, e a gente estúpida em particular. Mulheres com personalidade forte e um bocadinho apanhadas da cabeça são as minhas personagens preferidas, sempre. Enfim, nunca mais li notícias sobre o filme e calculei que o assunto tivesse ficado em águas de bacalhau. Mas esta semana, a atriz Troian Bellisario, que sigo no Instagram (a Spencer de Pretty Little Liars), partilhou uma fotografia onde mostra que faz parte do projeto e que está, finalmente, a andar para a frente.

 

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Realizado por Richard Linklater, o filme conta com nomes de peso no elenco. Ao que parece será Cate Blanchett a assumir o papel de Bernardette Fox e, confesso, que gosto muito da escolha. Acho que vai encarnar a personagem na perfeição. Mas só vamos conseguir ver o resultado no ano que vem, já que está previsto estrear só em Maio de 2018

 

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18
Mar17

Fui ver A Bela e o Monstro e tenho umas coisas para dizer...

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Adoro a Disney, adoro os filmes da Disney do "meu tempo", que é como quem diz, ter crescido nos anos 90. Dêem-me uma Pequena Sereia, uma Bela e o Monstro, um Rei Leão, uma Pocahontas ou um Aladino e sou feliz. Pois, quando soube que iam fazer este filme fiquei num misto de histerismo (há que manter a criança viva dentro de nós) e o medo de apanhar uma desilusão valente e estragarem um dos filmes da minha infância. E a verdade é que, não estrangando (porque o meu amor pelos desenhos animados é muito forte), há muitas coisas que não gostei nada neste filme. Não conseguiu atingir as minhas expectativas, que já por si não eram altas. 

 

Vamos começar pela parte boa. O que gostei: 

- Os objectos do castelo! O candelabro, o relógio, o espanador, o armário, o bule e a chávena, o piano, o banco/cão...incríveis! Muito bem feitos, com muita piada, um dos pontos fortes do filme, tal como nos desenhos animados. Era das partes que mais gostava e continuou a ser. Toda a cena quando a Bela vai jantar e lhe fazem aquele número musical e mágico ao vivo está espectacular! A música, os efeitos, a personalidade de cada um está perfeita. 

- A banda sonora. Está muito boa! Não gostei de todas as músicas que acrescentaram, muito dramáticas e num nível de qualidade inferior às que já conhecemos e adoramos... Essas estavam bonitas e bem interpretadas. Aliás, estou a escrever isto a ouvir precisamente a banda sonora

- O guarda-roupa está muito bem-feito! Adaptaram as vestes dos desenhos animados de forma perfeita. 

- Os actores que deram voz e vida aos objectos! Muito bem escolhidos e uma total surpresa no final (fiz por não saber muito antes de ir ver o filme para ser surpreendida pelo menos aí).

- O Gastão e o seu amigo LeFou (que nos desenhos era apenas um gordo tontinho e aqui ganha mais protagonismo). Bem escolhidos, bem interpretados e, sem dúvida, um dos pontos fortes deste filme. 

- Terem acrescentado aquele momento de tensão entre Gastão e Maurice na floresta. Sabemos que a produção tinha que tornar o filme mais "humano" em algumas partes e acho que esta cena encaixou bem de acordo com o seguimento da história. 

- A parte de Paris, que é novidade, onde ficamos a saber o que aconteceu à mãe de Bela, está interessante.

 

O que não gostei:

- Emma Watson. Perdoem-me os fãs, mas é uma actriz muito fraquinha. Safava-se bem com 11 anos no Harry Potter, mas aqui não está nada de especial. Falei com várias pessoas sobre isto e todas da mesma opinião. Nunca achei que fosse a escolha ideal para este papel, mas dei o beneficio da dúvida e...não! A interpretação dela não foi nada de especial e não senti emoção nenhuma (sem ser o normal por já saber a história e pelas músicas por trás que dão sempre um toque). Talvez não tenha sido bem dirigida, mas não é a primeira vez que faz filmes com magia e efeitos e acho que lhe faltou um bocadinho assim (grande) para chegar onde era preciso. 

- O Monstro muito feito em efeitos especiais. Percebo que era difícil passá-lo dos desenhos para o filme, mas estava muito "falso" em alguns momentos, podiam ter trabalho mais a maquilhagem e caracterização para não terem que recorrer tanto a efeitos na personagem. 

- O actor que escolheram para fazer de príncipe (quando deixa de ser Monstro). Nos desenhos, o principe é um granda gato e ali...que desilusão para os meus olhinhos. Achei-o feiinho, com um bocado ar de saloio e não senti qualquer empatia com ele. 

- A parte da transformação do Monstro em humano podia ter sido muito mais trabalhada. Nos desenhos é um momento super emocionante e aqui passou-se em dois segundos e já está. 

- Quando Gastão fere o Monstro com uma pistola. Não precisavam inventar tanto. Podia ter sido com arco e flecha como no original. E se tivesse a chover, melhor ainda. 

- A personagem Agatha. Eu já estava a adivinhar quem era, mas o final foi forçado. Percebo que quiseram fazer diferente dos desenhos animados para surpreender o público. Mas eu pessoalmente, não gostei. 

- A parte interior do castelo. Estou a ser picuinhas, eu sei. 

- O Monstro a cantar...não não não e não. Cena forçada e muito pateta. Nem consegui levar a sério. 

 

De resto, cenários bonitos e um bom momento passado no cinema com amigas e pipocas. Valha-nos a banda sonora no Youtube e o VHS no baú com os desenhos originais (e dobrados em brasileiro como nós gostamos). 

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 Classificação: 7/10

(e leva um sete só porque a parte emotiva também conta...senão levava um 6)