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SAY HELLO TO MY BOOKS

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Próximos lançamentos que podiam vir cá para casa

O Observador fez um apanhado dos próximos lançamentos de várias editoras e ter tudo organizadinho assim num só artigo facilita muito a vida. Desde a Feira do Livro de Lisboa que não compro nada (já vai para três meses) - mostrei as compras aqui e aqui - porque estiquei-me por lá e decidi não comprar mais livros até final do ano. Acho que só compro se encontrar algum livro que queira muito com um preço imperdível. 

 

Bom, o Observador partilhou então quais são os títulos que as editoras vão lançar no mercado nestes próximos meses. Vai sair muuuita coisa boa, minha gente. E há alguns que podiam claramente vir cá para casa. São eles:

 

SETEMBRO

AntígonaSei Porque Canta o Pássaro na Gaiola, Maya Angelou

QuetzalO Caminho Imperfeito, José Luis Peixoto

Companhia das LetrasDois Irmãos, de Miltom Hatoum

Porto EditoraBanda desenhada do diário de Anne Frank, com texto de Ari Folman e ilustrações de David Polonsky

Livros do BrasilCidadela, obra póstuma de Antoine de Saint-Exupéry

ElsinoreAs Últimas Testemunhas, Svetlana Alexievich - sobre a Segunda Guerra!!!

BertrandPortugal visto pela CIA, Luís Naves e Eric Frattini

Oficina do LivroCharlie e a Fábrica de Chocolate, Roald Dahl - um clássico da literatura infantil que tenho em inglês.

 

OUTUBRO

Relógio d’Água

Jack e Alice & Amor e Amizade, Jane Austen

Os Diários, Virginia Woolf

 

NOVEMBRO

QuetzalDetetives SelvagensRoberto Bolaño

Editorial PresençaO Lápis Mágico da Malala, Malala Yousafzai - livro infantil da autora 

 

 

Durante estes meses chegam também as novidades de Ken Follett, Dan Brown, o novo prémio Pulitzer de Colson Whitehead, o quinto volume da saga Millenium, mais Saramago, mais Stephen King, muuuita poesia, entre tantas outras coisas. Para todos os gostos. 

 

Compras na Feira do Livro 2017 II

A Feira do Livro de Lisboa acabou. O balanço de compras é muito positivo - para a minha estante, porque para a minha carteira pende para o outro lado. Já vos mostrei as primeiras compras feitas na Feira deste ano, em várias editoras, hoje mostro as restantes, todas do Grupo Bertrand/Porto Editora.

 

Três livros do dia com 50% de desconto (O tempo entre costuras, Apenas Miúdos e Dentro do Segredo), um livrinho muito barato encontrado nos cestos de promoções (Cartas de Amor de Grandes Mulheres), outro que saiu muito barato também por entrar na promoção de 5€ de desconto em compras de 30€ (Provavelmente Alegria) e dois livros GRÁTIS (Joyland e A Contadora de Histórias), por ter pago com MB Way, que em compras de 25€ nos dava a possibilidade de trazer um livro de etiqueta laranja à escolha (a minha mãe comprou um de 25€, eu aproveitei-me da situação). Acho que não podia pedir melhor. 

 

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O tempo entre costuras (María Dueñas) - Já ouvi falar bem e mal deste livro. A sinopse interessou-me, ainda para mais quando mete Lisboa ao barulho. É um calhamacinho, mas a ver se damos cabo dele este verão. 

 

Apenas Miúdos (Patti Smith) - É daqueles livros que quero ler praticamente desde que foi publicado. Apanhei-o a 50% e não resisti a trazê-lo comigo. 

 

Dentro do Segredo (José Luis Peixoto) - Outro que quero ler desde que saiu. É sobre a viagem que o escritor fez à Coreia do Norte, que é daqueles países que me desperta uma curiosidade enorme por ser tão fechado, tão rígido, tão desumano até. Conseguir entrar um bocadinho naquelas barreiras impostas ao resto do mundo, pelos olhos e palavras de um português que lá esteve é maravilhoso. Além de que é um tema que está na ordem do dia depois de ter sido anunciada a morte do estudante norte-americano que foi preso lá, voltou a semana passada em coma para os EUA e faleceu ontem. 

 

Provavelmente Alegria (José Saramago) - Saramago também escrevia poesia. Saramago dava títulos lindos aos livros de poesia. Saramago veio comigo por 3,60€. E não vejo a hora de lhe pegar. 

 

Cartas de Amor de Grandes Mulheres (Ursula Doyle) - Adoro cartas. Tenho muita pena de viver num mundo conduzido por emails e mensagens de texto. Confesso a minha veia indiscreta, talvez um pouco bisbilhoteira até, que quando viu este livro a 3,50€ teve que o trazer. De Catarina de Aragão a Ana Bolena, passando pela Rainha Vitória, Florbela Espanca, Ofélia Queiroz e mais umas quantas. Adoro. 

 

A Contadora de Histórias (Jodi Picoult) - Nunca li nada da autora, mas falam tão bem dela e tão bem deste livro que quando percebi que o conseguia trazer a custo zero, nem pensei duas vezes. 

 

Joyland (Stephen King) - O título, a capa, a vontade mórbida de ler coisas de terror a ver se tem alguma influência em mim (os filmes têm...muita!). Outro livro que, podendo trazer gratuitamente, não podia lá ficar. 

 

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Agora é ir dando cabo desta pilha aos poucos. Com sorte, vai tudo até à Feira do próximo ano, entre os outros que continuam em fila de espera na estante cá em casa. 

Ao todo foram 14 livros. 12 comprados e 2 grátis.

8 Editoras: Relógio D'Água, Tinta-da-China, Bertrand, Porto Editora, Quetzal, Dom Quixote, Editorial Presença e Asa. 

Caso tivesse comprado todos em livraria, a preço de catálogo, tinha gasto 212,40€. Gastei 90,95€. O que dá uma média de 6,5€ por livro. E tendo em conta que não pretendo comprar livros nos próximos meses, quiçá mesmo até final do ano, acho que foi um dinheiro bem gasto. Ora, se dividirmos os 90€ por 6 (meses), dá 15€. Seria o mesmo que comprar um livro por mês até Dezembro (e na verdade, por este dinheiro, trouxe mais que o dobro). 

 

A minha relação com a Feira do Livro e porque é que este ano vai ser diferente

 

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A Feira do Livro de Lisboa é dos meus eventos preferidos do ano (a par com os Santos Populares e o meu aniversário, que calham todos em Junho, vejam a sorte). Gosto da FLL não só para comprar, mas para passear, para estar, para respirar e relaxar. A Feira relaxa-me. Mesmo nos dias das enchentes de pessoas, do calor extremo, do cansaço, dos pés a doer... . Adoro ir andando, devagarinho, ver as bancas com calma, pegar num livro, ler a sinopse, folheá-lo, pousá-lo e pegar no do lado. E assim ir subindo e descendo o Parque Eduardo VII. Com tempo. Não me apressem. 

 

Isto faz com que se tenha que escolher muito bem as pessoas que nos acompanham à Feira. São pessoas que também gostam de ler? Então vão estar no mesmo ritmo que nós. Se forem amigos que levamos só para não irmos sozinhos...esqueçam. Eles vão querer ver tudo a correr, despachar rápido as bancas dos livros para se irem sentar na esplanada a beber uma imperial. Por isso, às vezes mais vale ir sozinho. Vou muitas vezes sozinha. No meu próprio ritmo, sem ninguém a acelerar, a chamar, a tirar-me daquela hipnose boa que a Feira nos dá. 

 

Antes da Feira consulto sempre o site para ver os livros do dia, em cada dia. Faço uma lista dos livros que quero mesmo comprar (ajuda a não cair em tentações impulsivas). E é com essa lista que vou coordenando as minhas idas à Feira. Costumo ir sempre vários dias. No primeiro, vou com amigos, faço um reconhecimento do espaço, vejo onde está cada editora, ponho-me a par das novidades, sinto o ambiente. Depois vou mais um ou dois dias especificos para fazer compras, especialmente na Hora H, que é o que realmente compensa em termos de poupança. Compro sempre os livros que quero na Hora H (das 22h às 23h, durante a semana). O ano passado comprei 5, todos com 50% de desconto. Compensou. E já os li todos (exepto um, vá). Compro apenas livros que quero mesmo ler durante os próximos meses. No ano anterior comprei 12 e, pensando bem, é um exagero. 

 

Desde pequena que me lembro de ir à Feira do Livro com os meus pais. Nos últimos anos tenho ido ainda com mais vontade, mais paixão, mais carinho por aquele espaço. E este ano vai ser diferente. Pela primeira vez vou estar lá a trabalhar, como colaboradora numa das editoras. Tenho bastante flexibilidade a nível de trabalho porque sou freelancer e pensei "porque não?". Não sei se para o ano poderei fazer o mesmo, ou nos anos seguintes. É já este! Eu adoro a Feira e, assim, junta-se o útil ao agradável. Passo vários dias lá a trabalhar como colaboradora no meio dos livros, ao ar livre e ainda ganho uns trocos. Perfeito. E assim será. Vai ser uma experiência incrível, de certeza. 

 

A Feira do Livro começa já na quinta-feira. Vai estar sol. O Parque vai encher-se de pessoas que gostam de ler. Estamos rodeados de pessoas dos livros por todo o lado e isso é tão bom. A procura pelos livros físicos não está a morrer. Está mais viva que nunca. E nós vamos lá beber um bocadinho dessa vida. 

 

Ah! E dia 4 de junho (domingo) há encontro do Clube dos Clássicos Vivos lá. Cereja no topo do bolo. E vocês, vão? Contem-me. Pode ser que nos encontremos por lá. 

 

Novidades da Relógio D' Água

Não é segredo para ninguém que a Relógio D'Água é uma das minhas editoras portuguesas preferidas. Tem uma identidade visual marcante - sei identificar, de longe, um livro pelo tipo de capa - as traduções são excelentes e tem um catálogo de clássicos de babar. 

 

Recebi ontem a newsletter com as Novidades para o primeiro semestre de 2017, ordenadas por mês entre Janeiro e Maio. Dos 45 títulos há alguns que me saltaram à vista: 

 

O Homem Duplo, de Philip K. Dick (JANEIRO)

Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare (FEVEREIRO)

O Regresso de Mary Poppins, de P. L. Travers (FEVEREIRO)

O Rapaz Que Seguiu Ripley, de Patricia Highsmith (MARÇO)

Os Miseráveis, de Victor Hugo (MARÇO)

Os Diários, de Virginia Woolf (ABRIL)

Na Penúria em Paris e em Londres, de George Orwell (MAIO)

A Casa Abandonada, de Charles Dickens (MAIO)

 

De todos estes, sem dúvida que "Os Miseráveis" conseguiu criar-me aqui uma ânsia pecadora, já a fazer contas à vida e à carteira. Mas continuo firme e forte na ideia de não comprar mais que 12 livros este ano. Um já está. Só posso cair em tentação mais onze vezes.