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SAY HELLO TO MY BOOKS

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VIDA | Um dia inspirador

Começo por dizer-vos que este "Vida" no título vai aparecer em todos os posts do blog que não tenham nada a ver com livros (ou filmes) e, assim, quem não tiver interesse nem precisa abrir o post. Usarei quando achar que faz sentido partilhar algo mais pessoal, quando quiser falar de temas do dia-a-dia, sem ser de leituras. 

 

Hoje quero partilhar alguns momentos do meu dia de ontem. Porque foi um dia inspirador, um dia em que saí da minha zona de conforto de várias formas e que me fez acordar, hoje, mais leve. Acho que partilhar boas experiências e mensagens positivas, acaba por transmitir boas energias à minha volta e, quem sabe, inspirar alguém a sair também da sua zona de conforto, a procurar o que lhe faz bem e fazer algo por si mesmo. Nem que seja resolver que é hoje que começa a fazer exercicio, que é hoje que vai ver aquele filme adiado há tantas semanas, que é hoje que manda mensagem àquele amigo com quem não fala há meses, que hoje vai parar de pensar em trabalho e aproveitar o dia lindo que está. 

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Ontem acordei bem-disposta, com um sol lindo, brilhante e quente lá fora. Decidi que era o dia perfeito para voltar ao ginásio, que andava a adiar há muito (é o mal da preguicite aguda). Vem aí o verão e é preciso tonificar. Não quero ter o corpo perfeito, não preciso perder peso, apenas sentir-me bem e mais leve. Andava a sentir-me sem energia e a verdade é que o exercício muda isso. Mas não me apetecia ir para as máquinas, para a passadeira, para bicicleta ou elíptica. Queria nadar, que é o meu desporto preferido. E foi o que fiz. Tirei o fato-de-banho, os ósculos e a toca do armário e lá fui. É um dos sítios onde mais me consigo libertar do mundo exterior. Aproveitei e fiz uma aula de hidroginástica também. É óptimo. Saí de lá muito mais leve, de corpo e de espírito. E mal sabia que isso foi apenas o início do dia. 

 

Trabalhei sem pressões. Ao meu ritmo, sem prazos loucos e gente chata à volta. Almocei ao ar livre. Comida saudável e um tempo maravilhoso que me aqueceu a pele e o coração. Entretanto recebo a mensagem de uma amiga: "Vou hoje a uma sessão de budismo, gostava mesmo que viesses". Na noite anterior, num jantar entre amigas, surgiu o tema religião, porque uma está grávida e tem dúvidas se baptiza ou não o filho. Levantou-se a questão. E eu, que não sou baptizada, não sou católica e não acredito (desculpem se ofendo alguém com estas palavras, mas para fazer um post destes tenho que ser totalmente sincera) disse que mais valia deixar o miúdo escolher um dia se quer ou não ser baptizado pela Igreja Católica. Um dia mais tarde pode informar-se e escolher o que lhe fizer mais sentido. Acabei por confessar que de todas as religiões, aquela cujos valores e filosofia me faziam mais sentido é o Budismo, por algumas coisas que já li. Acredita que devemos procurar a verdade dentro de nós e não nos outros e em coisas externas. No Budismo, o poder de mudança e equilibrio vem de dentro, não depende de factores exteriores, não põe nas mãos de nenhuma entidade celestial a responsabilidade de mudar a nossa vida. É por isso que a meditação tem um peso importante. É por isso que a mudança tem que ser dentro de nós e não esperar que seja no mundo. Porque quando queremos alguma coisa, não é rezar e esperar que um milagre aconteça, é termos a força para ir atrás, para fazer, para mudar e valorizarmo-nos neste processo. É uma filosofia muito mais vasta, mas não adianta entrar em grandes pormenores aqui. 

 

Confesso que já faço isso, há muito, por mim e não por nenhuma religião. Procuro crescer a nível emocional e ser eu própria a minha maior força. A cabeça comanda tudo. Devemos cuidar bem desta ferramenta, é a nossa maior arma contra a tristeza, negativismo, irritabilidade. Passei por várias coisas menos boas nos últimos dois anos. Todas as áreas da minha vida foram afectadas, numa corrente de azares e tristezas. Mas tenho tentado sempre ultrapassá-las com força de vontade e uma cabeça sã. Por isso, quando a minha amiga me mandou ontem aquela mensagem (ela que não sendo budista, já foi a várias sessões inspirada por outra amiga que o é efectivamente), não hesitei. Marcámos hora e local e lá fomos, ao fim da tarde. Não foi num núcleo budista. Foi uma sessão privada, erámos oito. A parte inicial foi a que estranhei mais, enquanto durou o Daimoku, a reza, em voz alta. Para perceberem: "Quando se entoa o Daimoku, a natureza de Buda dormente dentro das nossas vidas é convocada. Recita-se, em voz alta, para que a natureza de Buda (que está dentro de cada um de nós) se revele e nos acompanhe". É durante aquela reza que conseguimos abrir o nosso espirito e a nossa cabeça para o que precisamos. Absorvi tudo o que se passava naquele momento. Depois, passámos ao diálogo, à partilha de experiências, à informação sobre a história e a filosofia do Budismo, ao impacto que tem na vida de cada um. Foi muito bom. Fez-me muito sentido. Cada vez mais estou mais aberta a coisas que me façam sentir bem, que me acrescentem, que me façam evoluir. Sou uma curiosa do Mundo. E estou em constante evolução para me tornar numa pessoa melhor, mais calma, mais sábia, e que saiba ir levando a vida de uma forma cada vez mais leve e verdadeira. Não precisamos ter uma vida perfeita ou como imaginávamos que ia ser. Nunca é. E está tudo bem. Fui muito bem acolhida, sai de lá com a cabeça ainda mais aberta. E não meteu incensos, músicas zen ou barulhos de água a correr, ninguém fumou cenas estranhas, ninguém usou roupas esquisitas ou tentou evangelizar o vegetarianismo. São ideias pré-concebidas sobre o Budismo, que não correspondem à realidade. Vou voltar certamente. 

 

Para terminar, fui jantar com um amigo de quem estava afastada há muito tempo, de quem já fui muito próxima, e por vários motivos que agora parecem sem sentido, me fui afastando. Há pouco tempo ele passou por um acontecimento triste. Quis estar lá para ele. E estive. E ontem foi a prova de que quando a amizade é verdadeira, não se perde. A conversa fluiu, as piadas aconteceram e os desabafos também. Comemos bem, bebemos melhor ainda e fomos buscar o que erámos antes e que tinha ficado perdido pelo caminho com o tempo. 

 

A conclusão é que há dias que nos esfregam na cara o quão boa a vida é. Dias que nos mostram, como se nos quisessem provar algo que tinhamos esquecido, que há vários motivos para não nos deixarmos ir abaixo com o que não conseguimos mudar e que, aquilo que conseguimos efetivamente mudar, só depende de nós. Que podemos ser um sol, para nós mesmos e para os outros, nos dias mais cinzentos. E esse poder está na nossa mente. Ontem foi um dia inesperadamente bom. Foi um dia que fez sentido. E que me fez querer parar de me chatear no trânsito, parar de me queixar ao fim do dia quando as coisas correm menos bem, parar de ficar frustrada quando não atinjo todos os meus objetivos nos prazos a que me propus, parar de arranjar desculpas. E fazer acontecer. 

 

O Adversário Secreto, Agatha Christie

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Durante toda a leitura há duas perguntas que queremos ver respondidas: "Onde está Jane Finn?" e "Quem é Mr. Brown?". Este é segundo livro publicado por Agatha Christie e o primeiro com a maravilhosa dupla Tommy e Tuppence. Ficamos a saber como se conheceram, como começaram a trabalhar juntos e como se apaixonaram. Fiquei fã! Conhecemo-los solteiros, dois amigos de infância que se reencontram e que se envolvem, quase sem querer, numa arriscada aventura para encontrar uns documentos importantes para o governo britânico, antes que o misterioso e perigoso Mr. Brown lhes deite as mãos. Mas será que podem confiar em todos aqueles que se cruzam pelo seu caminho? As minhas desconfianças quanto à verdadeira identidade de Mr. Brown estavam certas e só me apetecia poder falar com os personagens e dizer-lhes "abram os olhos, não confiem nesse"!

 

Para quem só lê Poirot, não sabe o que está a perder. Sinto que estes dois personagens vivem na sombra da grande fama de outros detetives mais conhecidos de Christie, como Poirot e Miss Marple, e é uma pena. Vale a pena conhecer Tuppence Cowley, exuberante e "forreta", sempre atenta a novas formas de poupar uns tostões e Tommy Beresford, mais discreto, com gosto pela boa vida, inteligente e desenrascado. São uma dupla que se completa, com muita vida, energia, humor, desembaraço e romantismo pelo meio.

 

Lançado em 1922, neste livro notamos que Agatha Christie estava no início da carreira. Acho que o enredo traz um bocadinho de "palha" a mais e algumas voltas desnecessárias para o desenrolar da história. Tendo em conta que ela lançou mais de 80 policiais e este foi apenas o segundo, damos o desconto. Gostei muito, mais ainda do que "A primeira investigação de Poirot" ou "O Misterioso Caso de Styles", o primeiro livro que lançou e que li o ano passado.

 

Na verdade, comecei a ler os livros de Agatha Christie por ordem cronológica. Felizmente os meus pais têm, há muitos anos, a coleção Vampiro Gigante (da editora Livros do Brasil), que editou todos os policiais da autora, de acordo com a ordem de publicação. Aproveitando o projeto #bloodyqueen2017, criado pelas Marauders, voltei a encontrar-me com a rainha do crime, em Fevereiro. Nome incontornável da literatura mundial, em geral, e dos policiais, em particular, Agatha Christie tem o dom de nos fazer entrar nos livros à procura de pistas, sentindo-nos nós próprios verdadeiros detectives à procura de decifrar as charadas antes mesmo da autora nos apresentar a solução

 

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Sinopse:

1915. O navio de passageiros Lusitânia é bombardeado por forças alemãs. A bordo, um homem misterioso entrega uns documentos a uma jovem desconhecida, na esperança do naufrágio, pois ela teria maiores chances de sobreviver ao desastre, sendo mulher e tendo prioridade nos botes salva-vidas. Se os documentos caíssem nas mãos erradas, o futuro dos países aliados estaria comprometido. Alguns anos depois, Tuppence Cowley e Tommy Beresford, amigos de infância, encontram-se por acaso, em Londres. Tommy é discreto, Tuppence é exuberante. Juntos, formam o par perfeito para combater o crime. Pelo menos, é o que pensam quando se unem numa parceria a que chamam "Jovens Aventureiros Lda". Eles dizem-se "dispostos a tudo" mas quando os seus sonhos de aventura se realizam com muita rapidez e ainda mais perigo, sãoo obrigados a questionar os seus próprios limites.  Acabam envolvidos num mistério que envolve os tais documentos, o paradeiro desconhecido da rapariga misteriosa do navio e de um tal de Mr. Brown que deseja utilizar os documentos para ampliar seu poder pelo mundo. Tommy e Tuppence terão que usar tudo o que sabem para se antecipar a Mr. Brown e sua assustadora onipresença.

 

Título: O Adversário Secreto

Autor: Agatha Christie 

Edição: Livros do Brasil (colecção Vampiro Gigante)

Ano de publicação: 1922

 Nº páginas: 267

Óscares 2017 | Os meus palpites e desejos

É hoje a 89ª cerimónia dos Óscares!!! Depois de ver quase todos os filmes nomeados, digo-vos quais são os meus palpites para os vencedores e se vão ao encontro daqueles que gostava mesmo que ganhassem. 

 

MELHOR FILME

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Depois de ver os nove filmes posso dizer que este ano, em comparação com o ano passado, não houve nenhum que não gostasse (em 2016 achei A Queda de Wall Street chato e Brooklyn terrível). Este ano, gostando de todos, não nego que tenho os meus preferidos e que Fences e Arrival foram os que gostei menos, ainda que tenha gostado bastante.

A primeira parte de Fences entediou-me e há outros filmes de ficção científica que mexeram mais comigo que Arrival. As maiores surpresas foram Hell or High Water, que vi sem expectativas e fiquei presa ao ecrã, e Hacksaw Ridge que achava que não ia gostar e adorei. Manchester by the Sea foi o primeiro que vi e é, sem dúvida, o maior drama da lista.Está bem feito, tem as pausas dramáticas necessárias para a coisa funcionar e é muito real. A história de Lion está no meu coração, mas já tinha lido o livro e comparando os dois, o filme é inferior. La La Land não defraudou as minhas expectativas, mas entre isso e ser o melhor filme de sempre como muitos dizem, vai um longo caminho. Moonlight é muito bom, os actores são excelentes, conta uma história que tanto se passa em Miami como podia ser nos bairros pobres de Lisboa, por exemplo. 

Estou a torcer por Moonlight. Mas poderá ganhar La La Land. O ano passado fiquei surpreendida por Spotlight ter ultrapassado The Revenant na corrida e levar o Óscar para casa. Pode ser que Moonlight consiga também ganhar ao grande favorito. 

 

Podem ver a minha opinião mais pormenorizada sobre cada um dos filmes aqui: 

Moonlight / La La Land / Hacksaw Ridge / Manchester by the Sea

Hell or High Water / Arrival / Hidden Figures / Fences

 

 

MELHOR REALIZADOR

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O grande preferido é Damien Chazelle com La La Land. Todos os prémios de cinema que existem antes dos Óscares têm-no consagrado. Se fosse eu a escolher dividia-me entre Chazelle e Mel Gibson com Hacksaw Ridge. Está envolvido em várias polémicas, mas separando o homem insuportável do realizador, há planos de pormenores incríveis no filme. Mas acho que é mesmo Chazelle a levar a estatueta para casa. 

 

 

MELHOR ACTOR PRINCIPAL

 

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Depois de torcer com unhas, dentes e todas as partes do corpo pelo Leo DiCaprio, o ano passado, e ter feito uma festa quando ganhou (sim, estava acordada a ver em directo), este ano não torço dessa forma por nenhum dos actores. 

Captain Fantastic foi, talvez, o melhor filme de 2016, para mim. Viggo Mortensen está muito bem, mas não chega para um óscar. Depois temos Andrew Garfield, um miúdo que se portou à altura do papel. A cantar e a dançar entra o meu querido Ryan Gosling com todo o mérito da nomeação mas, comparando com um Denzel...são dois patamares diferentes, porque temos um Denzel Washington incrível em Fences, a fazer de Trox Maxson, papel que trouxe do teatro. Brilhante nos diálogos (quase monólogos) e em fazer-nos odiá-lo.

E, por mim, existe o Casey Affleck em Manchester by the Sea. Não tirando mérito aos outros, é "fácil" fazer um grande papel quando nos põem a dançar e a cantar ou quando nos põem num cenário de guerra...são ambientes que ajudam. Mas fazer o público sentir dor, angústia e desespero em pequenos gestos, olhares ou simples palavras não é tão fácil assim. Por isso, para mim ganhava o Casey Affleck. Acho mesmo que o Óscar estará entre ele e o Denzel. Qualquer dos dois que ganhe, fico feliz. 

 

 

MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL

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Começo por dizer que não vi Loving, portanto só vou falar das outras quatro nomeadas (perdoem-me!). Que quatro actrizes do caraças!

Meryl Streep não sabe o que é ser má actriz... Acredito que mesmo papel seja mau, seja incrivelmente interpretado por aquela mulher. É a actriz mais nomeada de sempre nos Óscares. Está óptima em Florence, mas acaba por ser a protagonista com menos intensidade de todas, na minha opinião. Quando soube que Natalie Portman ia fazer de Jackie pensei que não podiam ter escolhido melhor. E estava certa. Natalie mudou a voz, a postura, tudo para se parecer com a verdadeira. Merece, sem dúvida, esta nomeação (por outro lado achei o filme, no geral, fraquinho). A maior surpresa para mim foi Isabelle Huppert. Mal sabia do que se tratava Elle e fui completamente surpreendida pela sua interpretação. Adorei o filme, adorei a personagem dela e confesso, estou dividida entre Isabelle e Emma Stone, que está maravilhosa no papel de Mia, em La La Land. Conseguimos notar os seus toques pessoais na personagem e se fosse outra pessoa qualquer naquele papel não tinha a mesma piada. Entre Isabelle Huppert e Emma Stone, as duas vencedoras dos Globos de Ouro deste ano, não sei qual prefiro que ganhe. Sei que adorava ver a Emma com a estatueta na mão, mas se ganhar a Isabelle vou ficar muito feliz na mesma. 

 

 

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO 

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Não vi Nocturnal Animals, não posso falar do Michael Shannon, mas já ouvi dizer que é um dos preferidos. Gostei muito do Lucas Hedges, o actor mais novo desta categoria, em Manchester by the Sea e era bem capaz de lhe dar o óscar. O Dev Patel está bem em Lion mas já o vi a fazer melhor. Mahershala Ali é também um nome que tem sido muito falado, mas tenho pena de não o ter visto mais em Moonlight. Só entra na primeira parte das três em que o filme é dividido. Será que é o suficiente para levar o óscar para casa? Em Hell ou High Water, Jeff Bridges interpreta um Ranger do Texas, atrás de dois ladõres de bancos, mas não simpatizei com o personagem por aí além. É capaz de ser a categoria onde tenho mais dúvidas, por não tem um preferido. Mas dos quatro que posso falar, talvez vá para o Mahershala Ali

 

 

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA 

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Viola. Viola. Viola. Tem que ganhar a Viola Davis. Sou muito fã dela, é uma actriz brilhante que merece todo o reconhecimento possível. Se não estivesse a Viola nesta categoria, daria o prémio a Naomi Harris, por Moonlight, onde intepretra a mãe drogada do personagem principal. Vi-a há pouco tempo no filme Beleza Colateral e tinha-a achado uma actriz mediana. Fez-me olhar para ela com outros olhos depois deste papel. A Octavia Spencer está bem em Hidden Figures, mas não vamos comparar esta nomeação com a que teve em 2012 (e que ganhou) pelo papel de Minnie Jackson em As Serviçais. Temos também a Nicole Kidman em Lion que não está mal, mas é um papel normalzinho. E da Michelle Williams nem vou falar... Onde é que as três aparições da mulher no filme são motivo para uma nomeação a um óscar? 

 

 

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL 

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Aqui vou torcer por La La Land, acho que foi realmente uma lufada de ar fresco em Hollywood. Até porque muitas vezes os musicais que aparecem são a puxar ao drama e este, por outro lado, é bem alegre. 

Manchester by the Sea e Hell or High Water têm histórias que já vimos parecidas por aí. 20th Century Women é um filme que se vê bem, tem alguns pormenores no argumento que são interessantes, mas não é assim tão bom para ganhar um óscar. The Lobster não vi, é o único de que não posso falar. 

 

 

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO 

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Fences é adaptado de uma peça de teatro, e acredito que seja uma adaptação de qualidade. Os outros são adaptados de livros. O único livro que li foi A Longa Estrada para Casa (Lion), portanto em termos de comparação só posso falar desse. Sendo uma boa adaptação, não acho que seja a melhor do mundo. Há coisas que faria diferente. Quanto aos restantes três, talvez Arrival fosse o mais difícil de adaptar, ter que criar algo que não é real. Talvez vá para Fences, eu daria ao Arrival. 

 

Outros:

Quanto aos Filmes de Animação o único que vi foi Zootopia e, achando divertido e com pormenores muito bem apanhados, não me arrebatou. Se compararmos com Inside Out, que ganhou o ano passado e que adorei, Zootopia está um nível abaixo, na minha opinião.

Acho que La La Land irá levar os óscares de Melhor Banda Sonora, Melhor Fotografia e Melhor Guarda-Roupa. 

Não vi os filmes estrangeiros, os documentários nem as curtas-metragens, portanto não posso dar opinião nessas categorias. E também me abstenho de comentar aquelas mais técnicas como Melhor Montagem, Melhor Direccção Artística e Melhores Efeitos Especiais

 

Só por curiosidade... Repararam no cruzamento d actores entre Moonlight e Hidden Figures? Mahershala Ali, o Juan de Moonlight era o coronel que se casou com Katherine (Taraji P. Henson) em Hidden Figures, filme que tinha Janelle Monae como uma das três protagonistas que, por sua vez, entra também em Moonlight, como Teresa, mulher do Mahershala Ali. 

 

E vocês? Palpites, apostas, desejos? Quem acham que serão os grandes vencedores da noite? Vão ver em directo ou esperar para saber quem ganhou amanhã? 

 

Este fim de semana quero...

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Será que se escrever aqui consigo fazer check nestes itens todos? Vejo por aí muita gente a partilhar os planos de fim de semana e acho que escrevendo publicamente é como se assumissemos um compromisso com o mundo no qual não queremos falhar. Estes são os meus, relacionados com os temas aqui do blog.

 

Começar a ler "O Adversário Secreto" de Agatha Christie. 

Ver, pelo menos, mais dois filmes para os Óscares. Três se for possível.

Escrever posts atrasados aqui no blog sobre opiniões de livros e filmes, para partilhar durante a semana. 

Ver mais dois episódios de "The Crown". 

Definir todos os livros e filmes que quero ver no Março Feminino

Ver vídeos do Booktube que estão em atraso. 

 

Além disto, sábado tenho um dia muito especial. O babyshower de uma das minhas melhores amigas (o segundo deste mês), cuja criança será minha afilhada. Nunca mais chega amanhã. Até lá é fazer comidinhas boas, organizar a decoração e preparar uns jogos e umas surpresas giras. Bom fim de semana! 

 

Pequeno questionário sobre o blog

Ano novo, vida na mesma...mas com melhorias. Devemos sempre andar para a frente e tentar melhorar o que podemos à nossa volta, não é verdade? Por isso, hoje venho fazer algumas perguntas a quem lê este blog, a quem passa por aqui de vez em quando, ou até a quem caiu hoje de pára-quedas por estas bandas. Quero saber o que gostam, o que preferem e a vossa opinião, com os olhos postos em melhorar sempre este espaço. Vários blogs fazem este tipo de questionário, mas as respostas dos outros não me servem, tenho que saber especificamente deste cantinho. 

 

Opiniões de livros: extensas ou curtas? 

E se todos os meses falasse também dos filmes e séries que vou vendo? 

Um blog de livros deve manter apenas o assunto livros ou pode descair às vezes para coisas da vida em geral? 

Gostam de saber quem está por trás dos blogs ou isso não vos influencia nada quando gostam de algum?

Gostam de saber como vão os desafios literários de quem seguem mesmo não os fazendo?

Quais são os aspectos de que gostam mais nas redes sociais de quem fala de livros? 

 

 

Obrigada pessoas queridas dos livros (e não só).

Sandra.