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SAY HELLO TO MY BOOKS

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FILMES | La La Land

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Vamos finalmente falar de La La Land. Foi dos poucos, da lista de nomeados para os Óscares, que vi no cinema. Fiz questão. Achei que merecia um ecrã grande e um som poderoso. Devo dizer, primeiro que tudo, que foi uma lufada de ar fresco nos dramalhões que a Academia escolheu este ano. É um filme alegre, divertido, para cima, com cor, com música, com ritmo, sorrisos, amor e humor. Adoro que tenha trazido a magia e importância do jazz à superfície, tantas vezes considerado "música de elevador", como bem dizem no filme. Gosto do ataque ao glamour que é tentar ser actriz em L.A. hoje em dia, ainda que muito romantizado. E, sobretudo, gosto do final. Realista, bonito, tocante na mesma.

 

Há muito que gosto da Emma Stone e desde o "The Notebook" que tenho um crush gigante pelo Ryan Gosling. Acho que fazem um par cheio de química e isso dá mais força à experiência que é ver este filme. Ficamos colados à relação dos dois desde o início. Gostei especialmente daquela cena em que ela o reencontra numa festa, onde ele faz parte da banda que está a tocar êxitos dos anos 80.

 

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Adoro o guarda-roupa, queria todos os vestidos da Emma. Adoro a Fotografia, tem imagens lindas e completamente mágicas. Adoro as referências e todas as cenas que são uma verdadeira homenagem aos musicais antigos. Adoro a inocência e o romantismo do início da relação deles. E gosto da banda sonora, mas tinha ouvido tantos elogios, que ia com uma expectativa que, não saindo defraudada, também não achei a última coca-cola do deserto (vocês ententem!). Tem músicas bem giras, mas não vim para casa pôr-me a ouvir aquilo antes de dormir. Ah, o John Legend está muito bem no papel de Keith. Surpreendeu-me. 

 

Se ganhará o Óscar de Melhor Filme? Não sabemos. Mas podemos dizer que o pessoal ficou todo um bocado histérico demais com isto. "La La Land não é um filme mau. É apenas razoável, se bem que tecnicamente impressionante e na verdade mais cheio de ecos do passado que com vontade em levar o cinema musical a novos destinos" - não podia concordar mais (lido aqui). É um filme bom, é um filme que quero rever, sem dúvida, mas não sei se, caso não tivesse sido nomeado, não teria passado despercebido a muita gente que não lhe daria o mínimo crédito só porque é musical. Dou-lhe 8/10.

 

Outros nomeados para Melhor Filme:

Manchester by the Sea

Hidden Figures

Fences

Moonlight

Hell or High Water

Hacksaw Ridge

Arrival

12 Filmes para 2017

À semelhança daquelas listas que se fazem com doze livros específicos para se ler no novo ano, decidi fazer uma lista com 12 Filmes que quero ver, sem falta, em 2017. Escolhi apenas filmes do século XX, desde a década de 40 até aos anos 90. Todos eles marcaram a história do cinema, muitos transformaram-se em clássicos e outros em filmes de culto. E todos eles são falhas no meu currículo de cinéfila. Uma vergonha.

 

Portanto, 2017 é o ano em que vou colmatar, pelo menos, 12 falhas cinematográficas. Não sei se vejo um por mês ou se vejo todos já. Mas prometo que sempre que vir três, venho falar deles aqui no blog. Vou tentar ver pela ordem da lista, cronologicamente. 

 

  1. Citizen Kane - "O mundo a seus pés" (1941), Orson Wells
  2. Singing in the rain - "Serenata à chuva" (1952), Stanley Donen, Gene Kelly
  3. Bonnie and Clyde (1967), Arthur Penn
  4. One Flew Over the Cuckoo's Nest - "Voando sobre um ninho de cucos" (1975), Milos Forman
  5. Taxi Driver (1976), Martin Scorsese
  6. Manhattan (1979), Woody Allen
  7. Stand by me - Conta Comigo (1986), Rob Reiner 
  8. Big (1988), Penny Marshall
  9. Goodfellas - "Tudo bons rapazes" (1990), Martin Scorsese
  10. Reservoir Dogs - "Cães Danados" (1992), Quentin Tarantino
  11. Schindler's List - "A Lista de Schindler" (1993), Steven Spielberg
  12. Trainspotting (1996), Danny Boyle

 

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E vocês? Contem-me lá quais são as vossas maiores falhas em termos de cinema? Quais são aqueles filmes que já queriam ter visto há anos e até têm vergonha de dizer que nunca viram? Hein?