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SAY HELLO TO MY BOOKS

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24
Jan18

O Rei de Havana, Pedro Juan Gutiérrez

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Não gostei deste livro. Nunca tinha ouvido falar do autor, nem sabia do que o livro tratava, portanto não tinha expectativas. Estava a poucas semanas de viajar para Cuba e queria ler um autor cubano, especialmente um livro que se passasse em Havana, para conhecer um pouco mais da cultura deles. Encontrei "O Rei de Havana" na biblioteca e decidi que era este que ia ler. A contracapa deixou-me curiosa, lê-se "Uma espécie de Bukowski do Caribe ou de Henry Miller de Havana", escrito pelo Tribuna. Fasquia lá no alto, portanto. Adoro Bukowski, isto só pode ser bom, pensei eu. Pois foi mau

 

Custou-me muito ultrapassar as trinta primeiras páginas. Andei a mastigá-las tempo demais. Forcei-me a continuar. É a história de Reinaldo, um miúdo de 17 anos que foge do reformatório, sem família - de cuja morte foi acusado - e vai fazendo o que pode para sobreviver nas ruas pobres de Havana. Pede esmola, rouba comida, mete-se com mulheres e homens que lhe possam dar um espacinho para dormir, um bocado de comida e alguma atenção. Passa por várias situações complicadas - chamaria aventuras, se não fosse apenas o instinto de sobrevivência a falar mais alto - e acompanhamos esta jornada que se transforma num ciclo vicioso, numa espiral de autodestruição. Apaixona-se. Tem relações com várias pessoas ao longo de todo o livro. Rei, o nome pelo qual responde, é violento, mas também sensível. Sobrevive a cigarros, rum, marijuana e as migalhas que lhe vão caindo no estômago. 

 

Até aqui tudo muito bem. Não fosse a escrita de Pedro Juan Gutierrez ser "desgarrada, cruel, autêntica" como vem descrito também na contracapa. Eu descreveria-a como crua e demasiado real - baixo nível até. Não posso transcrever aqui nenhuma passagem com medo de ferir susceptibilidades e pior, haver menores de idade a lerem isto. Mas posso dizer que nunca tinha lido nada tão explícito em termos sexuais. Não só do acto em si, como de expressões, sensações, emoções dele e de pessoas que o rodeiam. Mas de forma feia e básica demais. Calão e asneiras para dar e vender frase-sim-frase-não. Depois, achei muito repetitivo. Acontecimentos da história que se vão repetindo, diálogos muito iguais entre personagens diferentes. Já revirava os olhos. Sinto que 95% do livro foi andar sempre à volta do mesmo, mudando só de cenário, mas sem acrescentar nada. Para minha surpresa, não desgostei do final. Previsível, mas trabalhado de uma forma que não estava à espera. Analisando o todo, acredito que Pedro Juan Gutierrez escreveu sobre uma realidade que conhece bem - isso é visível - mas sem grande esforço para tornar a obra um bocadinho mais literária. 

 

Podia processar o autor pelas rugas de expressão que ganhei por ter passado a leitura toda com a testa franzida, enojada, incrédula e aborrecida com certas descrições, diálogos e pormenores. Se me pedissem para resumir o livro, seria algo como: sexo - miséria - sexo - prostituição - álcool - sexo - violência - sexo - fome - sexo - pobreza - sexo, num cenário apocalíptico.

 

O livro foi lançado em 1999 e a história passa-se nos anos 90. Não duvido que se vivesse assim em Havana. Estive lá, vi a miséria de perto, prédios em ruínas com pessoas a viver lá dentro, crianças a pedir dinheiro, miúdas a prostituirem-se, pessoas com roupas velhas, sujas e rotas, etc. Acredito que há vinte anos, antes de ser levantado o embargo económico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos EUA, a realidade fosse cem vezes pior. Em teoria, a realidade está bem representada. Na prática, o conteúdo é mau. Considerei-o uma das piores leituras de 2017. E leva duas estrelas em vez de uma, pelo simples facto de retratar um período e um estilo de vida em Havana, que acho estar fiel à realidade. 

 

                                                                          

Título: O Rei de Havana

Autor: Pedro Juan Gutierrez

Edição: Dom Quixote, 2000

Ano de publicação: 1999

 Nº páginas: 193

06
Jan18

Volta ao Mundo em Literatura: 12 meses, 12 países, 12 livros | Conclusão

Este foi um desafio que criei para mim mesma, no início de 2017, como forma de me incentivar a ler autores de países que não lia tanto. Reparei que as minhas leituras, na maioria, recaíam sobre Portugal, Inglaterra, Estados Unidos e Brasil (o que não quer dizer que só lesses autores destas nacionalidades). Então decidi escolher 12 países, de continentes diferentes, e pré-defini um autor para cada um. Mantive a maior parte das escolhas, outras fui mudando durante o ano. É importante referir que escolhi apenas autores que nunca tinha lido. A verde estão os que li. 

 

Alemanha: Thomas Mann - Morte em Veneza

Angola: Pepetela      

Austrália: Markus Zusak    

Canadá: Margaret Atwood  

Chile: Isabel Allende - O Reino do Dragão de Ouro

Coreia do Sul: Han Kang - A Vegetariana

Cuba: Pedro Juan Gutiérrez - O Rei de Havana 

FrançaStendhal - O Vermelho e o Negro 

Índia: Aravind Adiga

ItáliaPrimo Levi - Se isto é um homem 

Nigéria: Chimamanda Ngozi Adichie      

Rússia: Fiódor Dostoiévski - O Jogador 

 

Os autores mudados foram:

França - inicialmente tinha escolhido Gustave Flaubert.

Canadá - inicialmente tinha escolhido Alice Munro.

 

Os países mudados foram:

Cuba - tinha definido ler algum autor do Perú para a América do Sul, mas li do Chile, mudei para Cuba e, assim, acrescentei América Central à lista.

Coreia do Sul - tinha escolhido Japão, mas surgiu a Han Kang que se tornou prioridade.

 

Conclusão:

Li 7 em 12. Não está mau, mas gostava de ter concluído o desafio. Confesso que fui dando prioridade a outras leituras. Mas há aqui autores que quero muito ler, por isso o desafio vai continuar em 2018. É um dos meus objetivos: ler os cinco que faltam. Nessa altura, farei o balanço de qual gostei mais, qual gostei menos, que culturas me encantaram mais, que autores quero continuar a ler e quais me deixaram de cabelos em pé. 

22
Mar17

O Reino do Dragão de Ouro, Isabel Allende

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Quando peguei neste livro, não esperava gostar tanto. Não se tornou num preferido, mas conseguiu fazer-me viajar até aos Himalaias e ao distante (e mágico) Reino do Dragão de Ouro. Fez-me viver uma aventura do outro lado do mundo, sentadinha e sossegada em casa. Não vou dizer que o livro me arrebatou, porque achei algumas partes um bocadinho cliché, noutras partes senti que a autora se repetia, houve um capítulo específico que achei muito enfadonho e o final foi o esperado.

 

Apesar disso acabou por ser, no geral, uma boa surpresa por se tratar de Realismo Mágico, género literário que ganhou notoriedade pelas mãos de escritores latino-americanos como Isabel Allenda, Gabriel Garcia Marquez e Júlio Cortázar. Caracteriza-se por incluir, na narrativa, experiências sobrenatuais em ambientes normai, por ter elementos mágicos ou fantásticos percebidos como parte da "normalidade" pelos personagens, por utilizar o lado intuitivo e sensorial como parte da percepção da realidade,por seguir tradições dissociadas da racionalidade moderna. Acabou por ser uma boa surpresa para quem anda a tentar ler mais Fantasia, como eu. 

 

É um livro que se destina a um público juvenil, mas não o achei demasiado "jovem". É o segundo volume de uma trilogia que se iniciou com "A Cidade dos Deuses Selvagens" e terminou com o "O Bosque dos Pigmeus". Eu não li o primeiro livro. Aliás, quando peguei neste nem sabia que era o segundo de uma trilogia. E não faz diferença nenhuma, porque não é uma história contínua. Todos os livros trazem as mesmas personagens, mas cada um relata uma aventura diferente, num país diferente. O primeiro livro passa-se na Amazónia, o segundo nos Himalaias e o terceiro em África. O jovem Alexander viaja com a sua avó, Kate Cold, jornalista da revista International Geographic, e é assim que vai conhecendo sítios e pessoas incríveis. Conhece Nádia no Brasil, no primeiro livro, e ela acaba por acompanhá-lo em todas as aventuras seguintes. 

 

Em "O Reino do Dragão de Ouro", o jovem Alexander Cold viaja com a sua avó, Kate Cold, e a sua amiga, Nadia Santos para o Reino do Dragão de Ouro, nos Himalaias, onde os espera muito mais que uma simples viagem turística. Vêem-se envolvidos com a Seita do Escorpião que foi contratada por um Coleccionador estrangeiro para roubar a estátua do Dragão de Ouro, símbolo máximo do reino, capaz de preservar a paz e prever o futuro da nação. Nessa jornada, enfrentam uma série de provações como animais selvagens, rapto e violência que põe em risco a sua vida. Acabam por ser ajudados por um monge budista e pelo seu discípulo, e ajudar também, eles próprios, a salvar o futuro daquele Reino. Pelo meio, fortalecem a amizade, conhecem lugares incríveis e vão prceber a importância de "ouvir com o coração", ter uma alma pura e confiar no poder da mente e do espírito. 

 

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Tenho que destacar o primeiro capítulo chamado "O Vale dos Yetis". É muito bom. Podia ser um conto por si só. É aqui que ficamos a conhecer o mestre Tensing e o seu discípulo Dil Bahadur, príncipe herdeiro, que passa doze anos sozinho com o monge, a receber formação fisíca e espiritual para um dia se tornar Rei.

 

"O seu papel era guiar o príncipe em cada fase da sua longa aprendizagem:

fortalecer o seu corpo e o seu carácter, cultivar a sua mente e

pôr à prova a qualidade do seu espírito."

 

É aqui que conhecemos yetis, seres quase primitivos, muitas vezes denominados como Abominável Homem das Neves, que vão ser muito importantes para a história. A autora acaba por nos fazer desejar que os yetis existissem mesmo. E tal como os yetis vão ter um papel importante, todas as personagens acabam por estar ligadas, desde o "casalinho" Alexander e Nadia, o monge e o príncipe, o Rei, a Seita do Escorpião, a jovem Pema e a estrangeira Judit Kinski. Vamos acompanhando esta aventura à medida que o enredo se desenrola, sempre guiados com um bocadinho de magia à mistura. 

 

Outra das coisas que mais gostei no livro foi, no meio de toda a ficção, as referências ao Budismo que o mestre Tensing ia fazendo. Disse-vos aqui que é um tema que me interessa bastante e foi muito bom ir apanhando certas frases e ideias que caiam ali no meio como um bombom.

 

"Cada um deve procurar a verdade ou iluminação dentro de si próprio, não nos outros ou em coisas externas. Por isso, os monges budistas não andam pregando, como os nossos missionários, passando, em vez disso, a maior parte das suas vidas em serena meditação, procurando a sua própria verdade". 

 

 (3.5*)

Título: O Reino do Dragão de Ouro 

Autor: Isabel Allende

Edição: DIFEL, 2004

Ano de publicação: 2003

 Nº páginas: 303

29
Jan17

Se isto é um homem, Primo Levi

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"...já apagados nas almas antes da morte anónima." 

 

Já li várias opiniões de quem adora este livro e de quem, dentro das obras sobre o Holocausto, não o tem nos preferidos. Percebo porquê. É um livro mais factual, menos emotivo. Primo Levi em nenhum momento deixa de ser objectivo nos factos que nos conta dos meses que viveu em Auschwitz. Não recorre ao drama, a lamentações ou queixumes. Limita-se a contar, de forma nua e crua, como era o dia-a-dia no "Lager", para quem teve a "felicidade" de não ser seleccionado para as câmaras de gás. 

 

"Toquei o fundo. (...) Passados quinze dias da chegada, já sofro da fome regulamentar,

a fome crónica desconhecida dos homens livres (...), o meu próprio corpo já não me pertence:

tenho o ventre inchado e os membros emagrecidos, o rosto inchado de manhã e encovado à noite;

quando ficamos sem nos ver por três ou quatro dias, temos dificuldade em reconhecer-nos". 

 

Gostei muito. Já conhecia alguns factos, outros foram uma descoberta. Não posso deixar de dizer que o meu capítulo preferido é o último, "História de dez dias". Dentro de todo o horror, foi o que mais me impressionou. A resiliência de um grupo de prisioneiros, doentes, fracos, para sobreviver durante mais de uma semana, quando o campo já tinha sido deixado ao abandono pelos alemães, já não havia qualquer tipo de ordem e as condições eram ainda piores do que quando as SS estavam ao comando. É impressionante a força de vontade e o companheirismo que os fez não ficar de braços cruzados à espera da morte, deixando-se subumbir à fome e ao frio. Enquanto lia estas últimas vinte páginas, só me vinha à memória o estado de calamidade da cidade que Saramago descreve no "Ensaio sobre a cegueira". Mas isso era ficção. 

 

"O Lager, acabado de morrer, apresentava-se em decomposição. Já não havia água nem electricidade, janelas e portas escancaradas batiam ao vento, as cinzas do incêndio voavam alto e para longe. Ao efeito das bombas juntava-se o efeito dos homens: esfarrapados, caídos, esqueléticos (...) já incapazes de dominar as suas vísceras, sujaram por todo o lado, poluindo a preciosa neve, única fonte de água agora". 

 

Naquele lugar, os homens deixavam de se sentir homens. Já nada têm dentro deles, a não ser um vazio imenso, olhos inexpressivos, indiferença sobre viver ou morrer, sem cabelo, sem roupa, sem privacidade, sem voz. Sem direito a uma refeição digna, a cuidados médicos decentes, ou mesmo a respostas às mais simples questões. São objetos descartáveis quando deixam de ter utilidade. Os nazis conseguiam, com toda a violência, regras e leis dos campos, desumanizar os homens que ali entravam. 

 

Os relatos de Primo Levi, na primeira pessoa, permitem-nos entrar na rotina do "Lager". A alvorada às 4h da manhã, o trabalho escravo à chuva, à neve e ao vento, rações minímas de comida, a divisão de cama com desconhecidos, o saber roubar para sobreviver, a roupa suja, o pensamento constante de quem não sabe se estará vivo no dia seguinte. O medo do dia da selecção quando, de forma quase arbitrária, os alemães decidiam quem vivia e quem morria. 

 

"A nossa finalidade é chegar à Primavera. Neste momento, nada mais nos preocupa. (...)

Dentro de dois meses, o frio dar-nos-á tréguas e teremos um inimigo a menos."

 

"Quando chegámos erámos novente e seis, nós, os italianos do comboio 164.000;

apenas vinte e nove sobreviveram até Outubro. Destes, oito foram para a selecção.

Agora somos vinte e um e o Inverno começou há pouco tempo.

Quantos chegarão vivos ao novo ano?"

 

Primo Levi, jovem italiano de ascendência judaica e membro da resistência, foi capturado em Dezembro de 1943, com vinte e três anos. Chegou a Auschwitz em Fevereiro de 1944, onde permaneceu até Janeiro de 1945, quando o campo foi libertado. Sobreviveu. Resistiu ao frio, à fome, à fadiga e aos maus tratos. Só não conseguiu manter a alma intacta. E este "só", é tanto. Suicidou-se em 1987, com 67 anos. Elie Wiesel, autor de “A Noite” (também sobre a experiência de horrores vivida num campo de concentração nazi) e prémio Nobel da Paz em 1986, escreveu sobre ele: “Primo Levi não morreu hoje. Morreu há quarenta anos, em Auschwitz.” Podemos dizer que Primo Levi, enquanto escritor, nasceu no campo de concentração, mas como homem, "morreu" lá.

 

"A notícia não provocou dentro de mim alguma emoção directa.

Já há muitos meses que deixara de conhecer a dor, a alegria e o medo."

 

Apesar de ser um livro com menos de 200 páginas, não é uma leitura rápida. Não o foi para mim. Cada parágrafo traz informação que precisei ir digerindo. Há pormenores muito particulares que me fizeram parar a leitura para poder assimilar tudo o que o autor nos quis transmitir. Toda a opinião que aqui der será sempre incompleta sobre tanto que o livro nos traz. É um documento histórico e humano que nos deixou como um legado para que a Humanidade não volte a repetir os mesmos erros.

 

"Não temos regresso. Ninguém deve sair daqui, pois poderia levar para o mundo, juntamente com a marca gravada na carne, a terrível notícia do que em Auscshwitz, o homem teve coragem de fazer ao homem."

 

Levi respondeu à pergunta "Como é que um homem sobrevive em Auschwitz?". No final da leitura, a questão que fica é: Como é que um homem sobrevive depois de Auschwitz?

 

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Este foi o livro de Janeiro do meu projeto Volta ao Mundo em Literatura: 12 meses, 12 países, 12 livros. Começámos em Itália. Em Fevereiro viajamos até à Rússia.  

 

Título: Se isto é um homem

Autor: Primo Levi

Edição: D. Quixote, 2016

Ano de publicação: 1958

 Nº páginas: 183

12
Dez16

Volta ao Mundo em Literatura: 12 meses, 12 países, 12 livros

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A ideia é simples: durante 2017 ler um livro por mês que seja de um país diferente do nosso, num desafio de conhecer outras culturas através da literatura. Eu já o faço e sei que muitos já o fazem, mas um incentivo extra nunca fez mal a ninguém. É só escolher 12 países diferentes e toca a andar. Diversificar leituras, ler histórias que nos chegam dos quatro cantos do mundo é o objectivo deste projecto. Viajar para sítios onde nunca fomos através de autores e culturas completamente diferentes da nossa.

 

Hoje partilho a minha escolha dos 12 países, espalhados pelos vários continentes. Escolhi apenas autores que nunca li para cada nacionalidade. No início de cada mês partilho o livro que irá ser lido de cada um. E no final de cada mês será publicada a opinião sobre esse livro. Não é necessariamente esta a ordem de leitura. 

 

Alemanha: Thomas Mann

Angola: Pepetela      

Austrália: Markus Zusak    

Canadá: Alice Munro  

Chile: Isabel Allende

França: Gustave Flaubert

Índia: Aravind Adiga

Itália: Primo Levi

Japão: Haruki Murakami

Nigéria: Chimamanda Ngozi Adichie      

Perú: Mário Vargas Llosa  

Rússia: Fiódor Dostoiévski

 

Para além de Portugal, exlcuí também deste projeto Inglaterra, EUA e Brasil, porque são os autores que mais leio e, como disse, o objetivo é diversificar. Se tiverem sugestões de outros países ou autores serão muito bem-vindas.

 

Quem quiser entrar neste desafio está à vontade para escolher os escritores e os países que quiser. Desde que sejam todos diferentes entre si e que não haja Portugal pelo meio... Vou partilhando os livros e os updates de leituras no Instagram a partir do início do ano. Ansiosa para começar.