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SAY HELLO TO MY BOOKS

SAY HELLO TO MY BOOKS

Dom | 09.10.16

Quando um filme nos marca tanto que temos que pegar no livro já!

Apanhei na televisão, há uns dias, "As serviçais". No meio do zapping vi que estava a começar e pensei "vou ver só uma cena ou duas" por curiosidade, porque já tinha ouvido falar muito desta história. Não queria ver o filme todo porque tinha o livro em casa e queria lê-lo antes. Passadas as cenas iniciais, pousei o comando e pensei "só mais cinco minutos"... "só mais esta cena"... "só para ver como ela se desenrasca disto"... E foi assim que fiquei mais de duas horas colada ao ecrã até chegar ao "The End".

 

Que história incrível. Que filme maravilhoso. Sem dúvida um dos melhores que vi este ano e um dos que vai ficar no meu coração. Gostei tanto, tanto. As personagens são maravilhosas. Eu adoro a Viola Davis (ou não fosse o How to get away with murder uma das minhas séries preferidas), gosto muito da Jessica Chastain e a Octavia Spencer está impecável no papel de Minny Jackson (acabou por ganhar o Óscar de Melhor Actriz Secundária nesse ano). 

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Mal terminou o filme, fui à minha estante pegar no livro. Comprei-o há cerca de um ano em Cambridge, no Reino Unido. Queria trazer um livro de lá, em inglês, uma espécie de souvenir literário em vez de um íman para o frigorífico. Na altura entrei em várias livrarias, incluindo a Waterstones (uma das mais famosas por lá, com todos os clássicos e todas as novidades que podemos imaginar), mas acabei por comprar o "The Help" numa livraria pequenina no centro de Cambridge. 

 

Quando o abri para ler o primeiro parágrafo, percebi que estava escrito com o narrador na primeira pessoa (neste caso Aibeleen, umas das empregadas negras), a escrever exatamente como fala, ou seja, com erros gramaticais, tal e qual falavam as empregadas com poucos estudos na época (passa-se em 1962 nos EUA). Voltei para Portugal e ficou na estante até agora.

 

Mas mal acabei de ver o filme, a vontade de pegar no livro foi incontrolável. É um livro de bolso, com esta lombada linda e esta capa ilustrativa da história. Também gosto muito da capa portuguesa, amarela e roxa, com as personagens do filme, e pode ser que compre essa versão para tê-la na minha estante. Li umas sessenta páginas até agora e não acho que ter visto o filme me esteja a atrapalhar a leitura. Pelo contrário. É uma experiência diferente e claro que há pormenores que não são iguais ao filme, mas está a fazer-me viver a história de uma forma muito envolvente. Acho que mal termine o livro, vou rever o filme. Adoro histórias que nos envolvem assim. 

 

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Seg | 03.10.16

Então e as leituras de Setembro?

Até tenho vergonha de estar a escrever este post. A verdade é que não li muito em Setembro. Li um livro de poesia (Mensagem do Fernando Pessoa), um livro infantil (A Lagartixa Casadoira de Luísa Chaves) e deixei outro a meio (A cidade e as serras do Eça de Queirós), não por não estar a gostar mas porque não consegui acabar de ler.

 

A verdade é que uma pessoa passa Agosto a ler, porque está de férias, porque tem tempo, porque lhe apetece... Chega a Setembro e o regresso à rotina atrapalha tudo. Ok, nem sempre acontece e não acontece a toda a gente, mas o meu Setembro foi complicado. Por motivos pessoais, há momentos de tristeza profunda que não nos deixam com estofo emocional para mais nada, e também por motivos profissionais, porque surgiu um novo projeto que tive que agarrar e me tirou tempo e cabeça para ler, sendo totalmente sincera.

 

Depois, não nos vamos esquecer que Setembro é o mês de regresso de várias séries que sigo. E eu, como sou uma fácil nestas coisas, à noite deixo-me ir nessa onda e não me tem apetecido ler antes de dormir. 

 

Não acho que seja uma ressaca literária. Foi só um conjunto de factores que me fez ler menos. Por isso é que ando mais desaparecida daqui e do Instagram. Mas acredito que Outubro será melhor. 

 

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