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SAY HELLO TO MY BOOKS

SAY HELLO TO MY BOOKS

Sab | 26.11.16

O que a Black Friday trouxe à minha estante

Bem, trouxe em teoria porque ainda faltam uns dias para os livros chegarem à caixa do correio. Confesso que não fiquei louca com a Black Friday, não queria comprar livros à toa só porque estavam mais baratos. Ainda andei à procura de descontos em livros que quero mesmo comprar, mas nada... Esses continuavam com preços impróprios para a carteira desta pobre leitora. 

 

Portanto,  comprei um livro na FNAC online, com 50% de desconto:

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E mais três no Book Depository, já mergulhada num espírito natalício e com uma vontade incrontrolável de ler infanto-juvenis nesta época:

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Sab | 26.11.16

Até ao Fim do Mundo, Maria Semple

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Posso começar por dizer que adoro esta capa e detesto este título. A capa é colorida, alegre e muito chamativa. Acho que 70% da vontade de comprar o livro na altura (há dois anos) foi culpa desta capa. Quanto ao título...esta tradução/adaptação do original deixa-me um bocadinho os nervos em franja. Como é que passam de "Where'd you go Bernadette?" para "Até ao Fim do Mundo"? Bem, quem lê o livro percebe o significado que está por trás do título português. Refere-se ao final de toda a aventura daquela família. Mas o título original é tão giro, tão próprio e tão focado na personagem principal que não concordo com esta mudança. Por exemplo, no Brasil ficou "Cadê você Bernardette?". Prende a atenção do leitor e deixa no ar, logo à partida, a dúvida sobre o que irá acontecer à Bernadette. Mas adiante...

 

A Bernadette é uma daquelas protagonistas femininas que eu adoro. Personalidade forte, sem papas na língua e um bocadinho louca. Uma loucura saudável que lhe cria problemas porque, além de anti-social, com fobia a pessoas no geral, é instável e tem uma personalidade peculiar, que acaba por divertir o leitor. É um livro leve, despretensioso e divertido, daqueles bons para ler entre leituras pesadas ou em momentos de descontração. A forma como a história está contada desperta-nos uma grande curiosidade para acompanhar a vida daquela família e, na segunda parte do livro, saber para onde é que a Bernadette foi. Lembro-me de dar uma gargalhada com uma saída dela, coisa rara na minha vida de leitora, porque não sou de exteriorizar emoções enquanto leio. Emociono-me quando toda a gente chora litros, sorrio quando toda a gente ri à gargalhada e por aí fora. 

 

Tudo começa quando Bee passa de ano com boas notas e, como recompensa, pede aos pais uma viagem à Antárctida. A ideia fica em stand by e todos continuam com as suas vidas normais, até Bernadette desaparecer após vários acontecimentos na família e na comunidade onde vivem, em Seattle. É a filha Bee que tenta juntar os pontos e procurar os motivos do desaparecimento da mãe, tentando reunir toda a informação que a ajude a encontrá-la. Parece coisa de romance policial, mas acreditem que é uma história soft. 

 

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O mais interessante deste livro é a forma original como a história está construída. Todos os factos, pormenores, informações importantes e diálogos são contados através de mensagens, emails, bilhetes, notas, cartas e documentos trocados entre os personagens e é assim que vamos conhecendo os pensamentos, preocupações e sentimentos deles. Temos a Bernadette, uma arquitecta famosa e bem sucedida, a sua filha Bee, uma miúda de quinze anos muito inteligente, o marido Elgin, guru de Informática, as mães da escola da filha que a vêem como uma ameaça, a assistente indiana, etc. Quem organiza toda esta informação e faz a ponte entre os personagens é a filha Bee, numa tentativa de perceber o que aconteceu à mãe, para onde foi e porquê.

 

A única parte que gostei menos foi o final. O início prendeu-me muito e todo o enredo foi crescendo até à parte em que Bernadette desaparece e nós, leitores, seguimos este mistério sedentos de saber para onde foi e o que lhe aconteceu. Estamos neste pico de curiosidade e envolvência com a história quando nos começamos a aperceber para onde a autora está a levar as coisas e o entusiasmo desce de nível. Não gostei do final. Foi um bocadinho sem sentido e a intenção da Bernadette nunca ficou muito clara, para mim. Se já leram o livro percebem o que quero dizer. 

 

 A autora é argumentista de séries de TV, por isso trouxe um bocadinho dessa "escola" para o romance, porque percebemos claramente que algumas cenas estão descritas quase como se pudessem ser passadas tal e qual para o ecrã. Confesso que gostava muito de ver este livro adaptado ao cinema. Houve rumores sobre isso e algumas actrizes foram até apontadas como possíveis Bernadettes, mas até agora não avançou. 

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Sinopse

A fama de Bernadette Fox precede-a. No círculo restrito e elitista do design mundial, ela é uma arquiteta revolucionária. Para o marido, um guru da Microsoft, ela é a prodigiosa e atormentada paixão da sua vida. Segundo os vizinhos e conhecidos, ela representa uma afronta e uma ameaça. Mas aos olhos da filha, Bee, ela é, simplesmente, a Mãe. E um dia Bernadette desaparece. Quando todos parecem reagir à sua ausência com diversos graus de alívio, Bee é a única disposta a tudo para a encontrar. Mas a instável e agorafóbica Bernadette não quer ser encontrada e tem meios e inteligência suficientes para se manter incógnita… mesmo que para tal tenha de encetar uma impossível viagem ao fim do mundo. Neste retrato de uma mulher pouco convencional, a autora explora a fragilidade e a inadequação das mentes criativas face à voracidade uniformizadora do mundo moderno. A incómoda Bernadette e a sua família disfuncional são paradigmas das relações humanas do século XXI.

 

Título: Até ao Fim do Mundo

Autor: Maria Semple

Edição: Teorema, Leya, 2014

Ano de publicação: 2012

Nº páginas: 355

Sex | 25.11.16

Livros que queria ler em 2016 e ainda não li

Quem nunca fez listas de livros para ler durante o ano e chegou a Dezembro sem ter lido metade dos livros dessa lista? Quem nunca, hein? Eu já. É normal que comecemos o ano cheios de planos, TBR's definidas, livros arrumados numa prateleira própria na estante, muita vontade de pegar neles, mas... Entram livros novos ao barulho, compras a meio do ano que não estavam programadas, autores que nos chamam mais a atenção e acabamos por dar prioridade a outras leituras em vez daquelas que tinhamos pensado em Janeiro... 

 

Eu, pecadora, me confesso. E mostro-vos cinco livros que quero ler desde que começou o ano e ainda não saíram do mesmo lugar na estante em que estavam há 11 meses (tecnicamente saíram porque comprei uma estante nova, mas vocês percebem o que quero dizer...). E não, não consigo lê-los até acabar o ano porque há outras leituras à frente. 

 

Jorge Amado - Tieta do Agreste

Mario Vargas Llosa - O Herói Discreto

Charlote Bronte - Jane Eyre

Chico Buarque - Budapeste

Ken Follet - O Terceiro Gémero 

 

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Vou consolar-me com o facto de estar quase a começar um ano novo e poder mandá-los para a TBR de 2017 e por saber que há imensaaa gente como eu por aí. 

Qui | 24.11.16

3 Autores Portugueses que vale a pena ler

Fugindo aos grandes Eça de Queirós, Fernando Pessoa e Saramago e tentando contornar os da moda, Afonso Cruz, Valter Hugo Mãe e Nuno Camarneiro, quero falar de três autores portugueses, com nome e talento mais que provados, que não vejo muitos blogs e canais literários a sugerirem. Se o Sousa Tavares me prendeu pelos enredos e simplicidade, foi a ironia e humor de Zambujal que me conquistaram, não esquecendo a forma deliciosa como Miguel Esteves Cardoso joga com as palavras. Caso ainda não tenham lido nada deles (o que duvido muito) acreditem que vale a pena.

 

Mário Zambujal 

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Escritor e jornalista português tem vários livros publicados desde 1980 quando lançou o divertido, irónico e muito português "Crónica dos Bons Malandros". Em 1986 publicou "À noite logo se vê", a primeira obra que li dele e que é um livro igualmente engraçado, com a sinopse original de que durante quatro anos não nasceu nenhuma criança na aldeia do Roseiral e vamos tentar perceber porquê. O nome dos personagens só por sí é o máximo, e as suas caraterísticas tão portuguesas tornam impossível não nos identificarmos com elas ou nos lembrarmos de alguém que conhecemos. Acho que o autor sabe apanhar muito bem as tontices e manias portuguesas e traduzi-las para histórias com trocadilhos e expressões que deliciam os leitores. Dos três livros que lançou durante os anos 80, só me falta ler "Histórias do fim da rua". De lá até agora, já lançou mais uma dúzia de romances e digo-vos que se querem um momento bem passado, Zambujal é uma aposta ganha. 

 

Miguel Sousa Tavares

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Goste-se ou não do Miguel Sousa Tavares como pessoa, como comentador político ou como adepto do seu clube de futebol, aqui olhamos para ele apenas como autor de romances. E se nunca se aventuraram a ler algo escrito por ele, acho que estão a perder boas histórias. Pelo menos, as duas que li. Em 2008 (já lá vão 8 anos!!!) li "Equador", quando fiz Erasmus em Salamanca, e lembro-me que foi um livro marcante. Enquanto estava noutro país, com História e Cultura diferentes da minha, dava por mim a voltar à sociedade portuguesa de 1905, a regressar aos últimos momentos da Monarquia em Portugal, a passear pelos serões mundanos da capital na época e a viajar até São Tomé e Príncipe. Acredito que muitos de vocês já leram o "Equador", mas se por acaso há alguém que ainda não lhe tenha pegado, façam-no assim que conseguirem, porque é uma obra que merece. 

No verão seguinte, li "No teu deserto". Este 'quase romance', como o próprio livro se caracteriza, é contado por duas personagens, Cláudia e o narrador, que nos relatam uma viagem ao deserto do Sahara. Uma história simples, uma aventura marcada pela amizade, companheirismo, amor e saudade. Não tem um grande enredo, mas prende o leitor. Acho que é a simplicidade que nos cativa. 

 

Miguel Esteves Cardoso 

744351.jpgO Miguel Esteves Cardoso dispensa apresentações. Acho que não há ninguém que fique indiferente à sua escrita, especialmente nas crónicas que publica há vários anos em jornais e revistas. Foi assim que comecei a lê-lo e a admirá-lo. Das crónicas, a nível geral, a que mais me marcou pela beleza, verdade e sentimento, foi a que escreveu quando a mulher, Maria João, foi internada no IPO. E é por isso que o seu livro de crónicas "Como é linda a puta da vida" veio morar cá para casa mal foi publicado, em 2013. Mas muito antes disso, confesso que foi um dos seus títulos que me chamou a atenção para este autor, há vários anos, ainda era adolescente. "O amor é fodido" é daquelas coisas que já toda a gente disse, ou pensou, pelo menos uma vez na vida. E é também o título de um romance publicado em 1994. A opinião sobre ele não é consensual, o estilo é um pouco maníaco-depressivo e está longe de ser uma escrita parecida com as crónicas. Mas vale a pena ler. 

 

Qui | 24.11.16

Se eu fosse um livro...

Se eu fosse um livro seria um Romance, misturado com Sátira e Aventura. 

Teria entre 250 a 300 páginas.

Seria editado pela Relógio D' Água, sem dúvida alguma.

Teria capa dura, com uma ilustração bonita feita por um artista português e folhas de guarda ilustradas também. 

Se eu fosse um livro teria um prefácio escrito pelo Ricardo Araújo Pereira e pelo Gregório Duvivier. 

Teria uma fitinha incorporada para marcar as páginas. 

Teria um preço inferior a 10 euros, para que ninguém desse a desculpa da falta de dinheiro para não me ler. 

Se eu fosse um livro queria estar nas livrarias, mas também nas bibliotecas, nas escolas e nas bancas de rua.

Teria o tamanho ideal para não ser muito pesado e poder andar na mão e na mala.

Se eu fosse um livro, neste momento, o título seria algo como "Silêncio, que se vai escrever os trinta..."

Teria muitas referências a Jane Austen, Eça de Queirós, Truman Capote, Florbela Espanca, Harper Lee e George Orwell. 

Estaria traduzido em, pelo menos, 30 línguas diferentes. 

Seria lido enrolado em mantas no sofá, mas também em bancos de jardim, no autocarro no regresso a casa e no avião a caminho de um destino de sonho, seria lido dentro do carro com chuva lá fora e na areia da praia com o sol a aquecer a pele do leitor.

Teria folhas amarelas, com sinais de já terem sido lidas várias vezes. 

Teria ilustrações no início de cada capítulo novo. 

Se eu fosse um livro, a fotografia do autor não aparecia na contracapa nem em lado nenhum, para deixar os leitores viverem apenas da história e não da aparência de quem escreveu. 

Estaria na ponta da língua de qualquer leitor quando lhe pedissem sugestões de boas leituras.

Se eu fosse um livro queria que alguém ficasse abraçado a mim, assim que acabasse de me ler.

 

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Este post foi muito giro de pensar e de escrever. Gostava que a Cláudia, a Rita, a Daniela, a Alexandra, a Carolina, a Inês, a Sara, a sweet, a Milheiras também pensassem como seriam se fossem um livro, mas sem terem que seguir o mesmo esquema de pensamentos ou os mesmos itens. Façam como acharem melhor, é uma ideia livre. 

Qua | 23.11.16

Livros: Quantidade vs Qualidade

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Comecei a pensar neste tópico quando me tornei leitora e espectadora mais assídua de blogs e canais literários e quando comecei a utilizar mais frequentemente o Goodreads. Comecei a ver as metas anuais de livros para ler de outras pessoas e a reparar que, com os meses a passar, elas iam lendo muito, mesmo muito, e atingiam a meta antes sequer de chegar ao fim do ano. Em Fevereiro já tinham lido tipo 30 livros enquanto eu só ia no quarto. E dei por mim a pensar que eram super-leitores, que tinham ali um super poder de leitura que os fazia ler tantos livros por mês e por ano. Estamos a falar de pessoas que chegam aos 100 livros, ou mais, anualmente, admitindo que não estão a mentir.

 

Se parar para pensar, lendo quatro livros por mês, um por semana, chegaríamos ao final do ano com uns 50 livros lidos. O que eu já acho muito, porque há meses em que só consigo ler dois livros, por exemplo. Sei que há gente que lê muito, que ocupa todos os tempos livres a ler, que abdica de fazer outro tipo de coisas nas horas de lazer, para avançar nas leituras. E, sim, essas pessoas provavelmente conseguem ler mais que um livro por semana. Ora, para mim, ler 100 livros por ano parece-me uma missão impossível, porque teria que ler dois livros por semana e, a não ser que esteja numa maratona literária, não dá mesmo. Admiro quem consegue!

 

Mas ler tanto por ano, não os baralha? Acabar e começar livros no mesmo dia, ler dez livros por mês, não começam a trocar histórias e personagens? Eu gosto de ler com tempo, ir deitar-me várias noites a pensar na mesma história e ter alguns dias para digeri-la quando a termino.  

 

O que já vi por aí, e é essa a questão fundamental deste post, é muitas pessoas a quererem ler rápido, livros e mais livros, para atingir um certo número de leituras por mês e por ano. E é aqui que entra a questão que nem sempre - ou quase nunca - quantidade significa qualidade. Então, priorizamos o número de livros lidos por ano ou a qualidade das histórias que lemos? 

 

Se só lermos 20 livros por ano, mas forem todas leituras espetaculares, marcantes, impactantes na nossa vida, não é melhor que ler 80 livros e não termos aproveitado nenhum, tão ansiosos que estávamos para terminá-lo e passar à leitura seguinte? E se, para ler muito, escolhem livros à pressão, curtos e facéis, e que acabam por não valer nada? Nesta loucura de querer ler sempre mais e mais num curto espaço de tempo, talvez a faixa etária mais jovem seja a que se prejudica mais.Procura leituras mais fáceis e superficiais, que não necessitem de grande tempo, dedicação ou compreensão, porque querem igualar o número de livros lidos dos amigos ou de quem seguem. Mas ler não é uma competição. E compararmo-nos aos outros é o pior que podemos fazer a nós mesmos. Seguimos alguém que atingiu 100 livros lidos em Novembro já... Não sabemos a vida dessa pessoa, a sua rotina, se trabalha muito ou está desemprega, se está sozinha ou tem família perto, cada um tem a sua realidade e compararmo-nos a alguém só vai fazer com que nos sintamos pior. 

 

Na minha opinião, ler é uma questão de prazer e não de obrigação. Devemos ler o que queremos e como queremos, mas para nós próprios e não para mostrar aos outros. O problema é que me tenho vindo a aperceber de que a ideia de um bom leitor, em muitos casos, é medida pela quantidade de livros que lê. E isso não me faz sentido. 

 

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O ponto fundamental da questão é: Será que a maioria das leituras é válida? Ou despacha-se livros à bruta para mostrar um número? 

 

Porque se lerem 100 livros por ano, certamente nem todos são bons. E se 40 forem maus, são 40% das leituras anuais traduzidas em tempo perdido. E a mim faz-me confusão perder tempo com maus livros ou histórias fracas. Posso dizer que durante 2015 e 2016 até agora apenas 2 livros, no meio de tudo o que li, eram dispensáveis. E isso nem chega a 5%. A questão é que tento escolher bem as minhas leituras. Procuro informações, vejo classificações, escolho autores e obras que sei que posso vir a gostar. E não me tenho saído mal com este esquema, porque realmente tenho gostado da grande maioria das leituras que faço. Praticamente todos os livros que leio me ensinam qualquer coisa, me fazem refletir, me trazem conforto, me abrem horizontes, me tornam uma pessoa melhor, mais culta e mais completa. E isso é excelente. Claro que nem todas as leituras que faço são dignas de 5 estrelas, algumas levam quatro, outras levam três, mas gosto da grande maioria. E isso não é melhor que ler 80 livros para marcar um número e só gostar de verdadeiramente de uns dez?

 

Com isto, posso dizer que leio uns 25 a 30 livros por ano. É pouco, pensam alguns. Talvez seja, mas praticamente tudo o que leio me enche as medidas e isso é o que mais me importa. Escolho os livros com cuidado, dou tempo a cada leitura e isto tem resultado. Há meses em que leio seis, há meses em que leio um. Leio quando tenho vontade, não me forço a pegar num livro. Se não me apetece ler durante cinco dias seguidos, não leio. Nem me obrigado a isso só porque tenho um blog sobre livros.

 

Acho que o equilíbrio é fundamental, como em tudo na vida. Tenho muitos livros que quero ler, mas o seu tempo há-de chegar. Não quero "despachar" livros. Quero aproveitá-los e, sobretudo, não sobrecarregar a mim mesma com o peso de ter que ler mais porque a média anual não é o que deveria ser. Se leio pouco por ano? Talvez. Se gostava de ler mais? Também. Mas este é o meu ritmo e é como me sinto bem. Sei que não me imponho metas irreais. Aquela ideia de "quanto mais, melhor" não se aplica a tudo na vida e, certamente, não se aplica aos livros no sentido em que falamos neste post. Claro que quanto mais livros se ler, melhor é...mas não com um prazo fixo e com uma meta estipulada à partida. 

 

Ainda que leia menos por ano do que a maior parte das pessoas que sigo nos blogs e canais literários, ainda que a minha lista de livros por ler não pare de crescer e ainda que gostasse de ler mais... A Qualidade vai sempre sobrepôr-se à Quantidade. 

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Este post é apenas uma opinião muito pessoal. Não quero atingir ninguém, nem que se sintam melindrados com nada do que disse. Foi um desabafo de muita coisa que vejo por aí, na maioria em gente mais nova. Mas se concordarem comigo, ou mesmo se não concordem nada, digam-me o que pensam nos comentários.