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SAY HELLO TO MY BOOKS

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Sab | 11.03.17

VIDA | Um dia inspirador

Começo por dizer-vos que este "Vida" no título vai aparecer em todos os posts do blog que não tenham nada a ver com livros (ou filmes) e, assim, quem não tiver interesse nem precisa abrir o post. Usarei quando achar que faz sentido partilhar algo mais pessoal, quando quiser falar de temas do dia-a-dia, sem ser de leituras. 

 

Hoje quero partilhar alguns momentos do meu dia de ontem. Porque foi um dia inspirador, um dia em que saí da minha zona de conforto de várias formas e que me fez acordar, hoje, mais leve. Acho que partilhar boas experiências e mensagens positivas, acaba por transmitir boas energias à minha volta e, quem sabe, inspirar alguém a sair também da sua zona de conforto, a procurar o que lhe faz bem e fazer algo por si mesmo. Nem que seja resolver que é hoje que começa a fazer exercicio, que é hoje que vai ver aquele filme adiado há tantas semanas, que é hoje que manda mensagem àquele amigo com quem não fala há meses, que hoje vai parar de pensar em trabalho e aproveitar o dia lindo que está. 

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Ontem acordei bem-disposta, com um sol lindo, brilhante e quente lá fora. Decidi que era o dia perfeito para voltar ao ginásio, que andava a adiar há muito (é o mal da preguicite aguda). Vem aí o verão e é preciso tonificar. Não quero ter o corpo perfeito, não preciso perder peso, apenas sentir-me bem e mais leve. Andava a sentir-me sem energia e a verdade é que o exercício muda isso. Mas não me apetecia ir para as máquinas, para a passadeira, para bicicleta ou elíptica. Queria nadar, que é o meu desporto preferido. E foi o que fiz. Tirei o fato-de-banho, os ósculos e a toca do armário e lá fui. É um dos sítios onde mais me consigo libertar do mundo exterior. Aproveitei e fiz uma aula de hidroginástica também. É óptimo. Saí de lá muito mais leve, de corpo e de espírito. E mal sabia que isso foi apenas o início do dia. 

 

Trabalhei sem pressões. Ao meu ritmo, sem prazos loucos e gente chata à volta. Almocei ao ar livre. Comida saudável e um tempo maravilhoso que me aqueceu a pele e o coração. Entretanto recebo a mensagem de uma amiga: "Vou hoje a uma sessão de budismo, gostava mesmo que viesses". Na noite anterior, num jantar entre amigas, surgiu o tema religião, porque uma está grávida e tem dúvidas se baptiza ou não o filho. Levantou-se a questão. E eu, que não sou baptizada, não sou católica e não acredito (desculpem se ofendo alguém com estas palavras, mas para fazer um post destes tenho que ser totalmente sincera) disse que mais valia deixar o miúdo escolher um dia se quer ou não ser baptizado pela Igreja Católica. Um dia mais tarde pode informar-se e escolher o que lhe fizer mais sentido. Acabei por confessar que de todas as religiões, aquela cujos valores e filosofia me faziam mais sentido é o Budismo, por algumas coisas que já li. Acredita que devemos procurar a verdade dentro de nós e não nos outros e em coisas externas. No Budismo, o poder de mudança e equilibrio vem de dentro, não depende de factores exteriores, não põe nas mãos de nenhuma entidade celestial a responsabilidade de mudar a nossa vida. É por isso que a meditação tem um peso importante. É por isso que a mudança tem que ser dentro de nós e não esperar que seja no mundo. Porque quando queremos alguma coisa, não é rezar e esperar que um milagre aconteça, é termos a força para ir atrás, para fazer, para mudar e valorizarmo-nos neste processo. É uma filosofia muito mais vasta, mas não adianta entrar em grandes pormenores aqui. 

 

Confesso que já faço isso, há muito, por mim e não por nenhuma religião. Procuro crescer a nível emocional e ser eu própria a minha maior força. A cabeça comanda tudo. Devemos cuidar bem desta ferramenta, é a nossa maior arma contra a tristeza, negativismo, irritabilidade. Passei por várias coisas menos boas nos últimos dois anos. Todas as áreas da minha vida foram afectadas, numa corrente de azares e tristezas. Mas tenho tentado sempre ultrapassá-las com força de vontade e uma cabeça sã. Por isso, quando a minha amiga me mandou ontem aquela mensagem (ela que não sendo budista, já foi a várias sessões inspirada por outra amiga que o é efectivamente), não hesitei. Marcámos hora e local e lá fomos, ao fim da tarde. Não foi num núcleo budista. Foi uma sessão privada, erámos oito. A parte inicial foi a que estranhei mais, enquanto durou o Daimoku, a reza, em voz alta. Para perceberem: "Quando se entoa o Daimoku, a natureza de Buda dormente dentro das nossas vidas é convocada. Recita-se, em voz alta, para que a natureza de Buda (que está dentro de cada um de nós) se revele e nos acompanhe". É durante aquela reza que conseguimos abrir o nosso espirito e a nossa cabeça para o que precisamos. Absorvi tudo o que se passava naquele momento. Depois, passámos ao diálogo, à partilha de experiências, à informação sobre a história e a filosofia do Budismo, ao impacto que tem na vida de cada um. Foi muito bom. Fez-me muito sentido. Cada vez mais estou mais aberta a coisas que me façam sentir bem, que me acrescentem, que me façam evoluir. Sou uma curiosa do Mundo. E estou em constante evolução para me tornar numa pessoa melhor, mais calma, mais sábia, e que saiba ir levando a vida de uma forma cada vez mais leve e verdadeira. Não precisamos ter uma vida perfeita ou como imaginávamos que ia ser. Nunca é. E está tudo bem. Fui muito bem acolhida, sai de lá com a cabeça ainda mais aberta. E não meteu incensos, músicas zen ou barulhos de água a correr, ninguém fumou cenas estranhas, ninguém usou roupas esquisitas ou tentou evangelizar o vegetarianismo. São ideias pré-concebidas sobre o Budismo, que não correspondem à realidade. Vou voltar certamente. 

 

Para terminar, fui jantar com um amigo de quem estava afastada há muito tempo, de quem já fui muito próxima, e por vários motivos que agora parecem sem sentido, me fui afastando. Há pouco tempo ele passou por um acontecimento triste. Quis estar lá para ele. E estive. E ontem foi a prova de que quando a amizade é verdadeira, não se perde. A conversa fluiu, as piadas aconteceram e os desabafos também. Comemos bem, bebemos melhor ainda e fomos buscar o que erámos antes e que tinha ficado perdido pelo caminho com o tempo. 

 

A conclusão é que há dias que nos esfregam na cara o quão boa a vida é. Dias que nos mostram, como se nos quisessem provar algo que tinhamos esquecido, que há vários motivos para não nos deixarmos ir abaixo com o que não conseguimos mudar e que, aquilo que conseguimos efetivamente mudar, só depende de nós. Que podemos ser um sol, para nós mesmos e para os outros, nos dias mais cinzentos. E esse poder está na nossa mente. Ontem foi um dia inesperadamente bom. Foi um dia que fez sentido. E que me fez querer parar de me chatear no trânsito, parar de me queixar ao fim do dia quando as coisas correm menos bem, parar de ficar frustrada quando não atinjo todos os meus objetivos nos prazos a que me propus, parar de arranjar desculpas. E fazer acontecer. 

 

Sex | 10.03.17

101 with Books | Janeiro e Fevereiro 2017

Está na hora de fazer o update bimestral do desafio 101 with Books. Queria ter feito check em mais itens, mas isto tem que ser feito conforme vão surgindo as oportunidades e não como uma coisa obrigatória. Vamos devagarinho. E o que retiro destas imagens é que Inverno significa ler na cama e ler a comer, basicamente. 

 

JANEIRO

 

10. Ler durante o almoço

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59. Ler depois de tirar um bolo do forno 

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FEVEREIRO

 

9. Ler antes de todos acordarem

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Total: 16/101

 

Podem ver também as fotografias dos momentos registados em 2016:

Setembro / Outubro 2016

Novembro / Dezembro 2016

 

Qui | 09.03.17

7 Mulheres Incríveis que já li

Hoje falo de sete nomes incontornáveis da História da Literatura. São escritoras famosas, com milhares de exemplares vendidos e lidos ao longo das décadas.

Mas o que é que as faz serem tão especiais?

Não quero falar das obras, apesar de serem o espelho do seu talento, quero antes falar delas mesmas, enquanto mulheres inspiradoras, corajosas e que abriram caminho para tantas outras. Mulheres que estiveram à frente do seu tempo, que souberam impôr-se num mundo liderado por homens, que conseguiram cativar leitores nos quatro cantos do planeta, ultrapassando barreiras e preconceitos sexistas, literários e sociais. Tudo por amor à escrita e à literatura. E isso é admirável. 

 

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Jane Austen (1775 - 1817)

Nasceu no século XIX, no seio de uma família com posses do Reino Unido, numa época em que as mulheres viviam para o dia em que finalmente casassem e onde o seu maior objectivo era cuidar do marido e dos filhos. Jane Austen não só nunca casou, como sonhavar ganhar o seu próprio dinheiro através das suas obras literárias. Muito diferente da maioria das mulheres da época que colocavam o seu futuro não mãos de um casamento vantajoso. Só isto já é incrível. Vejam bem as datas de que estamos a falar. Ainda assim, Jane Austen sabia ler a alma feminina e os segredos do coração com uma sensibilidade única e uma ironia irresístivel.

O retrato psicológico e social da pequena burguesia inglesa do início do século XIX é relatado nos seus romances com mestria, expondo reflexões e críticas sobre valores como vaidade, ambição, preconceito e orgulho que, ainda hoje, são muito actuais. Todos os seus romances são livros que mexem com o universo feminino, que mostram o impacto que as escolhas e valores das mulheres têm. Jane Austen tinha uma visão diferente para a época, não seguia a carneirada e merece todo o mérito por isso. 

Curiosidade: o livro Sense and Sensibility foi aceite por um editor em 1811, mas foi publicado de forma anónima, assinado apenas como "By a Lady" ("Por uma mulher").

 

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Virginia Woolf (1882 - 1941)

Escritora britânica, considerada ícone do modernismo, inovou ao criar na sua narrativa o fluxo de consciência. É uma técnica literária onde se procura transcrever o processo de pensamento de uma personagem, intercalando o raciocínio lógico com impressões pessoais e mostrando como se desenrola uma associação de ideias, ou seja, é como se entrássemos dentro da cabeça dos personagens, acompanhando os pensamentos à medida que vão surgindo. Foi pioneira neste estilo de narrativa, sem medo de inovar, de arriscar, de ir mais além do que se fazia na época. 

Woolf foi também uma importante voz na luta feminista a partir dos anos 20. Um exemplo disso é o livro "Um Quarto Só Para Si", publicado em 1929, que se baseia em duas conferências dedicadas ao tema "As Mulheres e a Ficção", realizadas em em Cambridge, para um público feminino, numa altura em que as mulheres nem sequer tinham acesso a algumas obras consideradas apenas para homens. 

A obra de Virginia Woolf acaba por ser uma crónica da época em que viveu, onde qualquer comportamento fora do normal era criticado e fortemente julgado, tendo a própria escritora sofrido isso na pele por se ter apaixonado por uma mulher, sem que isso fosse aceite pela sociedade. Suicidou-se com 59 anos. 

 

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Agatha Christie (1890 - 1976) 

Ainda que os seus pais tenham feito de tudo para que ela seguisse carreira de cantora lírica ou pianista, Agatha Christie preferia a escrita. E, se ainda hoje, é dificíl ir contra os pais quando nos querem impôr uma carreira escolhida por eles, imaginem no inicío do século XX. Felizmente, bateu o pé e seguiu o seu sonho, comandado por um enorme talento e ainda maior imaginação. Os seus mais de 90 livros publicados, e traduzidos em todo o mundo, tornaram-na na Rainha do Crime e maior escritora de romances policiais de todos os tempos. É todo um #girlpower como deve ser!

O que é ainda mais incrível é que Agatha Christie foi a verdadeira mulher dos sete "oficíos". Além de escritora, foi também enfermeira, dançarina, fazia surf, gostava de patinagem, tocava alguns instrumentos musicais, era apaixonada por arqueologia e fartou-se de viajar. De Paris à Turquia, do Havai à África do Sul, do Canadá à Nova Zelândia, fosse de comboio, barco, autocarro e, mais tarde, avião. Era uma mulher aventureira, ousada e corajosa, sobressaindo da maioria das mulheres na época, muito à frente do seu tempo, como o próprio neto a caracteriza. 

De todas estas viagens e experiências tirava material que inspirava as suas obras. Por exemplo, durante a Primeira Guerra Mundial trabalhou como enfermeira, onde assistiu a várias mortes por envenenamento e teve acesso aos mais variados tipos de venenos, informação que utilizou na sua primeira obra e que seria recorrente em várias outras. Está no Guinness como a autora (mulher) mais vendida do mundo. 

Curiosidade: O Misterioso Caso de Styles, primeiro livro que escreveu foi rejeitado por seis editoras. Acaba por ser publicado, em 1920, pela editora Bodley Head, vendendo cerca de 2.000 cópias.

 

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Florbela Espanca (1894 - 1930)

Não há quem descreva melhor os males de amor que Florbela Espanca. É a minha poetisa preferida. Sabemos que, tal como Virginia Woolf, se suicidou. Cedo demais, aos 36 anos. Viveu uma vida de grandes sofrimentos, inquietações, insatisfação, solidão e perturbação emocional, mas soube transformar todos esses sentimentos em poesia - triste, dura, melancólica, mas tão bonita e tão verdadeira. É impossível não ler os seus poemas e identificarmo-nos com alguns dos sentimentos que ali estão. Quem nunca sofreu por amor? Quem nunca passou por conflitos internos? Quem nunca dramatizou o fim de uma relação? Florbela somos todas nós. Infelizmente não conseguiu ultrapassar o sofrimento, nem encontrar o seu "final feliz", mas deixou-nos uma obra vasta para que nunca esqueçamos que um coração partido pode matar. A sua poesia é repleta de feminilidade e, se nunca leram os sonetos de Florbela Espanca, não sabem o que estão a perder. 

 

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Elena Ferrante (1943 - data actual)

A Elena Ferrante conseguiu uma coisa que nem toda a gente consegue, muito menos mulheres na indústria literária: pôr toda a gente a falar dela. E não estamos a falar de uma americana cheia de publicidade à volta, mas sim de uma italiana cuja identidade quis manter em segredo. E isto é incrível! Concede poucas entrevistas, todas elas por escrito e intermediadas pelos suas editoras italianas. Mesmo quem nunca leu a série, sabe quem é Elena Ferrante, sabe o que é a A Amiga Genial, já ouviu falar ou tem amigos que já leram. É daqueles fenómenos que são lidos desde o Presidente da República à vizinha do lado. Há quanto tempo não víamos uma coisa assim? Claro que o anonimato contribuiu para tornar isto numa novela, apetecível ao público, mas não lhe tira o mérito. 

Elena Ferrante é apenas um pseudónimo. Infelizmente, há quem não respeite nem compreenda este anonimato e foram vários os jornalistas que não descansaram enquanto não descobriram quem ela é. Por mim, até podia ser a dona de uma charcutaria em Nápoles, não me interessa nada. É a Elena Ferrante que criou a Lila e a Lenú. Isso basta-me. E é por isso que não coloco aqui nenhuma fotografia da pessoa que os jornais dizem ser. Deixemos a obra falar por ela. E, além de tudo, diz ser “feminista” e representante de um poderoso tipo de “escrita no feminino”. Perfeito!

 

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J. K. Rowling (1965 - data actual)

J. K. Rowling está nesta lista por quem é e não apenas porque escreveu Harry Potter. Podia ter escrito um best seller e não ter qualquer interesse em estar nesta lista. Está porque, mesmo quando o casamento deu para o torto, quando se viu sozinha a criar uma filha, quando recebeu um "não" de várias editoras, não baixou os braços e lutou pelo que queria e pelo que acreditava. Sabia que tinha uma boa história em mãos, não descansou enquanto não ouviu um "sim", vários anos depois de lhe ter surgido a ideia de escrever sobre um rapazinho que descobria ser feiticeito. Hoje já vendou mais de 450 milhões de cópias da série, traduzida para mais  de 74 línguas. Ganhou diversos prémios literários e, mesmo quando questionada e confrontada com a fortuna que tem e a ideia de que poderia parar de trabalhar por ter dinheiro até ao fim da vida, mostra que isso seria absurdo, porque o que gosta mesmo de fazer é escrever. Mesmo que para isso tenha que ter escondido o seu nome (de mulher) e adoptado as iniciais J. K. para assinar os livros, aconselhada por um editor que dizia que venderia mais caso achassem que era um homem a escrever a série.

Antigamente, não era muito fã dela. Assim que fui descobrindo mais sobre a sua vida e percebendo o que a move e a forma como encara a vida, passei a admirá-la! Apoia um vasto número de causas de solidariedade social e é fundadora da Lumos, uma organização que tem como objetivo a criação de melhores condições de vida para as crianças desfavorecidas. Usa o seu nome, reputação e riqueza para fazer o bem. Sem nunca esquecer que é Mulher, que é Mãe e que ainda tem uma pinta gigante a responder a criticas dos fãs no Twitter. 

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Lena Duhnam (1986 - data atual)

Actriz, argumentista, realizadora e feminista declarada. Conheci-a na série Girls, escrita, protagonizada e realizada por ela mesma, quando tinha apenas vinte e poucos anos. Pode parecer banal, mas não é. É preciso muito talento e força de vontade para o fazer. Lena escreveu a série e fez tudo para conseguir vender a ideia a um estúdio. Quando foi aceite, escolheu o resto da equipa, deu vida à personagem Hanna e ainda realizou grande parte da série. Uma demonstração de preserverança e trabalho fora do comum para a idade. Acabou por ganhar dois Golden Globes pela série e tornou-se na primeira mulher a ser premiada no Directors Guild Award pela realizalização de uma série de comédia.

Além de tudo isto, não tem pudores. Mostra o corpo na série, despida de preconceitos, o que provocu muitas críticas mas também fortes elogios: finalmente uma mulher real na televisão, fora dos padrões de beleza impostos pela sociedade. Mesmo na vida real, Lena aceita as curvas e as gordurinhas sem vergonha. Exibe o corpo com orgulho, sem medo do julgamento alheio. E isso é incrível, alem de ser uma grande inspiração para nós, como mulheres. 

Em 2013 lançou o livro "Not that kind of girl" (Não sou esse tipo de miúda), onde fala abertamente de várias situações constrangedoras e vergonhosas que passou na sua infância, adolescência e início da vida adulta. Todos nós já passámos por momentos semelhantes, conseguimos relacionar-nos com ela e sentir que não somos os únicos a pensar de certa forma em determinados assuntos. E esse sentimento de relação e proximidade faz-me admirá-la ainda mais. Lena faz-nos sentir que não tem mal ser diferente. E isso é tão bom. Está a preparar uma série sobre feminismo nos anos 60 e não se cansa de lutar pela igaldade de géneros, que defende e divulga nas redes sociais. 

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E vocês? Digam-me quais são aquelas escritoras que admiram profundamente pela vida, pelos feitos realizados e pelo carácter que demonstraram? 

Sex | 03.03.17

O Adversário Secreto, Agatha Christie

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Durante toda a leitura há duas perguntas que queremos ver respondidas: "Onde está Jane Finn?" e "Quem é Mr. Brown?". Este é segundo livro publicado por Agatha Christie e o primeiro com a maravilhosa dupla Tommy e Tuppence. Ficamos a saber como se conheceram, como começaram a trabalhar juntos e como se apaixonaram. Fiquei fã! Conhecemo-los solteiros, dois amigos de infância que se reencontram e que se envolvem, quase sem querer, numa arriscada aventura para encontrar uns documentos importantes para o governo britânico, antes que o misterioso e perigoso Mr. Brown lhes deite as mãos. Mas será que podem confiar em todos aqueles que se cruzam pelo seu caminho? As minhas desconfianças quanto à verdadeira identidade de Mr. Brown estavam certas e só me apetecia poder falar com os personagens e dizer-lhes "abram os olhos, não confiem nesse"!

 

Para quem só lê Poirot, não sabe o que está a perder. Sinto que estes dois personagens vivem na sombra da grande fama de outros detetives mais conhecidos de Christie, como Poirot e Miss Marple, e é uma pena. Vale a pena conhecer Tuppence Cowley, exuberante e "forreta", sempre atenta a novas formas de poupar uns tostões e Tommy Beresford, mais discreto, com gosto pela boa vida, inteligente e desenrascado. São uma dupla que se completa, com muita vida, energia, humor, desembaraço e romantismo pelo meio.

 

Lançado em 1922, neste livro notamos que Agatha Christie estava no início da carreira. Acho que o enredo traz um bocadinho de "palha" a mais e algumas voltas desnecessárias para o desenrolar da história. Tendo em conta que ela lançou mais de 80 policiais e este foi apenas o segundo, damos o desconto. Gostei muito, mais ainda do que "A primeira investigação de Poirot" ou "O Misterioso Caso de Styles", o primeiro livro que lançou e que li o ano passado.

 

Na verdade, comecei a ler os livros de Agatha Christie por ordem cronológica. Felizmente os meus pais têm, há muitos anos, a coleção Vampiro Gigante (da editora Livros do Brasil), que editou todos os policiais da autora, de acordo com a ordem de publicação. Aproveitando o projeto #bloodyqueen2017, criado pelas Marauders, voltei a encontrar-me com a rainha do crime, em Fevereiro. Nome incontornável da literatura mundial, em geral, e dos policiais, em particular, Agatha Christie tem o dom de nos fazer entrar nos livros à procura de pistas, sentindo-nos nós próprios verdadeiros detectives à procura de decifrar as charadas antes mesmo da autora nos apresentar a solução

 

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Sinopse:

1915. O navio de passageiros Lusitânia é bombardeado por forças alemãs. A bordo, um homem misterioso entrega uns documentos a uma jovem desconhecida, na esperança do naufrágio, pois ela teria maiores chances de sobreviver ao desastre, sendo mulher e tendo prioridade nos botes salva-vidas. Se os documentos caíssem nas mãos erradas, o futuro dos países aliados estaria comprometido. Alguns anos depois, Tuppence Cowley e Tommy Beresford, amigos de infância, encontram-se por acaso, em Londres. Tommy é discreto, Tuppence é exuberante. Juntos, formam o par perfeito para combater o crime. Pelo menos, é o que pensam quando se unem numa parceria a que chamam "Jovens Aventureiros Lda". Eles dizem-se "dispostos a tudo" mas quando os seus sonhos de aventura se realizam com muita rapidez e ainda mais perigo, sãoo obrigados a questionar os seus próprios limites.  Acabam envolvidos num mistério que envolve os tais documentos, o paradeiro desconhecido da rapariga misteriosa do navio e de um tal de Mr. Brown que deseja utilizar os documentos para ampliar seu poder pelo mundo. Tommy e Tuppence terão que usar tudo o que sabem para se antecipar a Mr. Brown e sua assustadora onipresença.

 

Título: O Adversário Secreto

Autor: Agatha Christie 

Edição: Livros do Brasil (colecção Vampiro Gigante)

Ano de publicação: 1922

 Nº páginas: 267

Qui | 02.03.17

RESUMO | FEVEREIRO 2017

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Fevereiro é o mês mais pequeno do ano e foi também o mês com menos leituras até agora. Teve muitos filmes na onda dos Óscares e algumas séries novas.  Fevereiro trouxe-me boas histórias. Espero que Março seja igual. 

 

 

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Foi um mês fraco no número de leituras. Não li tanto como nos últimos meses. Mas não estou preocupada com isso. Entre muito cinema e muita coisa a acontecer na vida fora dos livros.

Voltei ao crime com Agatha Christie, uma leitura que entrou no #bloodyqueen2017 e viajei até à Rússia no desafio 12 meses, 12 países, 12 livros. Dois autores já falecidos, um livro do século XIX e outro dos anos 20 do século XX. Comecei mais uma leitura de Harry Potter em 2017, que não terminei ainda e li metade de um livro dedicado à Filosofia de Platão. 

 

O Adversário Secreto, Agatha Christie - 4/5

O Jogador, Fiódor Dostoiévski - 4/5

O prisioneiro de Azkaban, J. K. Rowling 

Platão - A verdade está noutro lugar

 

 

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Mês dedicado aos filmes dos Óscares. Vi dez dos nomeados deste ano e, ainda, um filme para o meu desafio de 12 Filmes em 2017, que está também ligado à história da Academia: arrebatou os Óscares de Melhor Filme, Melhor Actor e Melhor Actriz, em 1976.

Os que mais gostei: Captain Fantastic e Voando sobre um ninho de cucos. 

As personagens que me marcaram: Todos os miúdos de Captain Fantastic, que mensagem tão bonita; Chiron de Moonlight, como não podia deixar de ser; o incrível Desmond Doss em Hacksaw Ridge; e a Michelle Leblanc de Elle, ainda estou a pensar no filme. 

 

Hidden Figures (2016) - 7/10

Captain Fantastic (2016) - 9/10

Fences (2016) - 7/10

Moonlight (2016) - 8/10

La La Land (2016) - 8/10

Arrival (2016) - 7/10

Hell or High Water (2016)  - 8/10

Hacksaw Ridge (2016) - 8/10

20th Century Women (2016) - 6/10

Elle (2016) - 8/10

Voando Sobre Um Ninho de Cucos (1975) - 9/10

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Assisti a 7 séries (20 episódios)

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Comecei três séries novas (as de cima), continuei a ver três que já acompanho e revi episódios de uma já terminada que me deu imensa vontade de a começar a ver do inicío outra vez.  

 

The Crown - Temporada 1 (1 - 3) - Comecei, finalmente, a ver The Crown. Não fiquei agarrada no primeiro episódio, gostei mais do segundo, o terceiro voltou a ser chatinho. É uma boa série, mas não me está a deixar presa ao ecrã. Vou ver a temporada inteira, pode ser que a minha opinião vá mudando.

Big Little Lies - Temporada 1 (1 - 2) - Não li o livro da Liane Moriarty, mas quando soube que a série metia a Reese Witherspoon, a Nicole Kidman, a Shailene Woodley, a Laura Dern e outros, fiquei super curiosa. Quase me lembra um Pretty Little Liars mas para adultos. Vi os dois primeiros episódios. Não acho o argumento assim tão original como isso. É um bocadinho mais do mesmo, o que vale a pena são os actores. A Reese é perfeita para este papel. 

Zelda: the beggining of everything - Temporada 1 (1) - Vi o episódio piloto da série sobre a vida de Zelda Fitzgerald, mulher do escritor F. Scott Fitzgerald. Fraquinho. Mas gosto muito da Christina Ricci. 

Grey's Anatomy - Temporada 13 (10 - 14) - Pus Grey's Anatomy em dia, com quatro episódios que tinha em atraso. Ainda que esta temporada esteja uma novela barata, ver Grey's é como voltar a casa, personsagens que acompanho há anos, hei-de ver sempre.

The Big Bang Theory - Temporada 10 (14 - 17) - Mais quatro episódios para o bucho. Diverte-me sempre.

Modern Family - Temporada 8 (12 - 14) - Põe-me sempre bem disposta. Adoro esta família. 

House - Temporada 6 (6-7) - Apanhei dois episódios antigos do House na Fox Life. Conclusão: apetece-me rever a série, até porque nunca a vi de seguida, na ordem certa. Começo em Março. 

 

 

RESUMO | JANEIRO 2017

 

TOTAL 2017: 6 livros / 20 filmes / 42 episódios (10 séries)