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SAY HELLO TO MY BOOKS

SAY HELLO TO MY BOOKS

03
Abr18

O que foi lido no Março Feminino 2018?

Mais um ano, mais um Março Feminino. Fico muito feliz por tanta gente ter participado e tantas mulheres terem sido lidas, num só mês, dentro do projeto. É sempre esse o principal objetivo e acho que correu muito bem, como podem ver na imagem abaixo. Fiz um apanhado de várias fotografias que foram sendo partilhadas ao londo do mês com #marçofeminino nas redes sociais. Das clássicas às contemporâneas, das portuguesas às que estão do outro lado do mundo, das que relatam factos sobre a sua vida ou das que dão asas à imaginação, leu-se um bocadinho de tudo. Tão bom. 

 

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Nas leituras do Março Feminino 2017 foram lidas 40 autoras. Este ano chegámos às 52, ainda que várias pessoas tenham lido as mesmas autoras. Fica a lista das várias mulheres lidas (se faltar alguma, avisem-me para acrescentar): 

 

Adília Lopes

Agatha Christie

Alexandra Bracken 

Alison Bechdel 

Ana Saragoça

Arundhati Roy

Cara Delevingne

Camila Alves Costa

Carol Rossetti 

Carson McCullers

Cecilia Ahern 

Charlotte Bronte

Chimamanda Ngozi Adichie 

Clarice Lispector 

Cristina Sant'Ana Costa 

C. J. Tudor

C. L. Taylor 

Dorothy Koomson

Dulce Garcia 

Elena Favilli 

Elizabeth Barrett Brownling 

Florencia Bonelli 

Francesca Cavallo 

Inês Nunes Pimentel 

Isabela Figueiredo

Jeannette Walls 

Joanne Harris 

Jodi Picoult 

Jojo Moyes 

K. L. Slater

Lydia Gouardo

Liv Constantine 

Louisa May Alcott

Magda Szabó

Margaret Atwood

María Gainza 

Maria Teresa Horta

Mariana Alcoforado 

Mary Shelley 

Megan Maxwell 

Megan Miranda 

Melissa Hill

Nadia Murad

Patricia Reis

Rainbow Rowell 

Rupi Kaur

Sara Laedel 

Sheena Kamal 

Sophia de Mello Breyner 

Teolinda Gersão 

Ursula Doyle 

Xinran

 

Obrigada a todos que participaram. Estes desafios são sempre óptimos para incentivar a leitura de alguns géneros menos falados, para partilhar dicas e indicações, para conhecer mais, para ler mais, para crescer mais. Em 2019 cá estaremos! 

09
Mar18

A Contadora de Histórias, Jodi Picoult

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Não se deixem enganar pela capa fofinha, é uma história de peso. Gostei muito deste livro. Nunca tinha lido nada da Jodi, por isso não tinha uma ideia formada sobre a "fórmula" que ela usa nas suas obras, como tanta gente diz. Fui de espírito aberto, apenas sabendo que tinha alguma coisa relacionada com o Holocausto. É um dos tema que mais gosto, mas só tinha lido livros de não ficcão. E este, mesmo tendo personagens e relatos ficcionados, mexeu comigo. E, quem leu, diga lá se este álbum de fotos não faz lembrar o caderninho da Minka? 

 

"Por vezes, tudo o que precisamos para viver mais um dia é de uma boa razão para ficar neste mundo". 

 

A Contadora de Histórias está dividida em três partes e os capítulos são narrados por personagens diferentes. Isso dá-nos várias perspectivas, que nos falam do presente e do passado. Na primeira parte ficamos a conhecer Sage, uma jovem padeira, que tem uma autoestima baixissíma pela enorme cricatriz que tem na cara, sem amigos e que, por já ter perdido os pais, se sente sozinha e alheia do mundo em geral. Tudo muda quando conhece Josef, um senhor com mais de 90 anos, que lhe conta um segredo terrível, na mesma altura em que descobre que a sua avó é sobrevivente do Holocausto e esteve num campo de concentração. Ficamos completamente envolvidos com a história. É cativante ao ponto de não dar vontade de pousar o livro.  Os meus capítulos preferidos são os narrados por Minka, a avó de Sage, sobre o que passou quando era jovem. São 500 páginas em bom, apesar de achar a terceira parte um bocadinho mastigada. Podia ter no mínimo, menos 50 páginas.

 

"Verifico que partilhar o passado com uma pessoa é diferente de revivê-lo quando se está sozinho.

É sentido menos como uma ferida e mais como uma cataplasma". 

 

Há também uma história dentro da própria história, que vamos conhecendo entre capítulos e que só percebemos quem escreveu mais para a frente. Ao início não tem muito sentido, mas depois percebemos o quão importante é e foi. Acho este "pormenor" muito bom e acaba por ligar todo o enredo de uma forma tocante. 

 

Não quero dar spoilers, por isso não posso contar muito. Mas posso sugerir esta leitura para quem gosta de romance, de histórias sobre a capacidade humana de sobreviver ao impossível, a capacidade de perdoar, a capacidade de nos libertarmos de pensamentos e pessoas tóxicas, a capacidade de lidarmos com os nossos "monstros" pessoais. O livro fez-me refletir sobre a minha prória capacidade de perdoar e a minha compaixão pelo próximo. O que faria se alguém me pedisse o que Josef pediu a Sage? O que sentiria por alguém que fez mal à minha família? Não sei responder. Leiam este livro. Não se vão arrepender. Enquadrei-o no projeto "Um ano com a Jodi" da Isaura, Elisa e Dora, e também para as leituras do Holocausto em Janeiro.  

 

"Mas perdoar não é algo que se faz por alguém. É algo que fazemos por nós próprios.

É dizer: não és suficiente importante para teres esse poder sobre mim. É dizer: Não me deixes preso ao passado, eu mereço um futuro". 

 

Título: A Contadora de Histórias 

Autor: Jodi Picoult

Edição: Bertrand, 2015

Ano de publicação: 2013

 Nº páginas: 514

08
Mar18

Livros preferidos de 10 escritoras

Todos nós, leitores comuns, temos os nossos livros preferidos. Pois que elas, as que os escrevem, também têm os seus. É engraçado perceber os gostos e imaginar de que forma os seus livros preferidos influenciaram as suas próprias obras. 

 

Jane Austen 

A escritora inglesa foi uma leitora frequente de poesia e peças de teatro. O seu livro favorito, segundo consta, é A História de Sir Charles Grandison, publicado em 1753 por Samuel Richardson. 

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J.K. Rowling

A criadora de Harry Potter, uma romântica assumida, tem como livro preferido um clássico inglês, que está ligado à escritora anterior. O livro favorito de JK Rowling é Emma, de Jane Austen, ainda que Orgulho e Preconceito também seja indicado algumas vezes. "O leitor é levado pela história, atraído até ao final", ainda que não haja "nada berrante ou chamativo demais". Diz ela, e eu concordo, acreditanto que é mesmo esse o encanto dos livros de Jane Austen. 

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Paula Hawkins

Este título está aqui em representação de toda a obra de Agatha Christie, autora que marcou a adolescência de Paula Hawkins. Diz mesmo que foi a sua “primeira experiência no crime” e, certamente, uma grande inspiração para os seus próprios livros. A autora diz gostar também dos livros de Gillian Flynn e Tana French. 

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Virginia Woolf

Fiódor Dostoiévski é “obviamente o melhor autor de todos os tempos” para Virginia Woolf. A autora apontava duas obras do escritor russo como sendo os seus livros de cabeceira. Um deles é Crime e castigo, que indica para aqueles que querem começar a conhecer a obra de Dostoiévski, e também Os irmãos Karamazov

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Patti Smith

Quem leu "Apenas Miúdos" de Patti Smith, sabe que a literatura teve uma grande influência na sua vida desde muito jovem. Durante a adolescência descobriu a poesia francesa de Charles Baudelaire e Arthur Rimbaud. Mais recentemente apontou “2666” de Roberto Bolaño como "a primeira obra-prima do século XXI.”

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Hilda Hilst

A escritora brasileira era fã assumida de Simone de Beauvoir. A sua obra mais apreciada por Hilda Hilst é A velhice, um ensaio que trata o olhar das sociedades sobre os idosos, ao longo da história.

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Maria Ribeiro

Diz que a sua principal influencia literária foi Rubem Braga, cronista brasileiro, que leu quando ainda era muito jovem. "Ali percebi a grandeza do dia a dia, e me dei conta de que um simples café podia virar uma viagem épica, dependendo de como você olhava pra ele".

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Ana Maria Magalhães

Uma das autoras da coleção "Uma Aventura", aponta As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino como um livro que deve ser lido. "É muito original, marcado por uma espécie de jogo entre elementos resultantes da imaginação prodigiosa do autor e reflexões pertinentes que vai fazendo sobre a realidade".

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Teolinda Gersão

A escritora portuguesa indica Contos Completos, de Lydia Davis. "Ela tem uma forma muito própria de pegar nos temas para escrever sobre eles. É muito original, muito forte, muito criativa. Admiro muito a sua obra".

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Clara Ferreira Alves

A autora diz que se a sequestrassem e pudesse escolher algumas obras para ter com ela, levaria qualquer um de Nabokov e destaca The heart of the matter, de Graham Greene. 

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01
Mar18

TAG | Março Feminino

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Começa hoje o #marçofeminino yeeeeei e, para dar início ao mês e ao projeto, nada melhor que uma tag. É original, ligamos livros a categorias focadas no mundo feminino e criei-a precisamente para brincar com a condição de ser mulher, que tem tanto de díficil como de fascinante. É pró menina e prá menina, por isso gostava muito que todos respondessem, quer estejam a participar no projeto ou não. Taguem as vossas amigas e amigos, quero ver as vossas respostas! 

 

1. Aqueles dias do mês - Um livro que os homens nunca vão perceber.

Este livro grita força feminina. Quer queiramos, ou não, homens e mulheres são diferentes. Os homens por terem, obviamente, um corpo diferente, um lugar diferente na sociedade (principalmente em países subdesenvolvidos) ou simplesmente, por terem a sensibilidade de um nabo - há raras e boas excepções - dificilmente compreendem a sensibilidade e subtileza de alguns destes poemas. 

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2. Filha da mãe da depilação - Um livro que te arrepia só de pensar.

Já o disse antes, este livro mexeu muito comigo, deu-me nós no estômago e provocou-me sensações várias. Arrepia-me só de lembrar o que os personagens passaram e como seria se realmente acontecesse algo do género. 

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3. Aquele batom vermelho que dá um up a qualquer look - Um livro que te pôs bem-disposta/o num dia cinzento

Este como exemplo de qualquer um dos livros do Mário Zambujal que já li até agora. Sempre leves, despretensiosos, divertidos. Com aquela portugalidade típica que nos ensina a gozar com nós próprios. 

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4. Cérebro Feminino - Um livro que parecia confuso, mas acabou por fazer muito sentido.

Vou apontar este porque o li recentemente e ouvi muita gente dizer que era chato e confuso, principalmente as partes que pertenciam à história que o protagonista estava a escrever sobre os seus antepassados. Realmente pode tornar-se confuso, para quem não esteja atento, mas acaba por ter sentido no decorrer da narrativa e dar força à personalidade do protagonista. No fim, acho que tudo encaixou bem. 

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5. "Mulheres não percebem de futebol, nem gostam de cerveja" - Um livro que vomita clichés.

Esperava muito mais deste livro. Clichés atrás de clichés, não acrescentou nada à minha vida. 

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6. Mini-saia - Um livro curto, mas bom.

Gostei tanto deste livro. Ficamos com água na boca para mais. Mesmo que tivesse 500 páginas e 654380 cartas trocadas, seria sempre pouco. Não me canso de repetir: se são fãs de Jorge Amado e Saramago, não deixem de pegar nesta preciosidade. 

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7. Bolsa de Mulher - Um livro com muita coisa dentro, que te provocou várias emoções. 

Para não estar sempre a repetir os mesmos títulos, vou indicar este para esta categoria, porque meteu suspense, tristeza, desilusão, felicidade, medo, compaixão, revolta. Gostei muito. 9789722356176__capa livro_g.JPG

 

8. Mrs. Always Right - Como as mulheres têm sempre razão, escolhe um livro que aconselhas a toda a gente.

Os Contos do Oscar Wilde é daqueles livros que aconselho a miúdos e graúdos. Tão bons, tão intemporais. 

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9. Mas porque é que tenho que gostar de cor-de-rosa? - Um livro que toda a gente gosta, menos tu!

Taaanta gente a dizer coisas tão boas disto, a loucura à volta do livro, os prémios, blá blá blá. Gostei de algumas partes, mas a última...não me lixem. 

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10. Sutiã nosso de cada dia - Um livro que te incomodou ou um livro que foi um alívio chegar ao fim.

 Falei dele aqui. Não tenho muito a acrescentar. 

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11. Ir à manicure - Toda uma curiosidade sobre um livro que anda na boca do povo, mas ainda não leste.

Este é o livro que mais vi em blogs e em fotografias do Instagram no último semestre, seguramente. Está na lista para ler, mas depois de ter visto a série, perdi um bocadinho a vontade e ainda não a encontrei outra vez. 

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12. Fitas e lacinhos - O livro mais girly que já leste.

Tirando aqueles do género "Diário da Princesa", que li quando era mais nova, acho que o mais girly foi este. Típico livro do pinterest. 

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13. Girl Power - Uma autora que é uma mulher do caraças. Explica porquê. 

Maya Angelou (1928-2014). Foi uma escritora norte-americana, poetisa e activista dos direitos civis, que lutou ao lado de Martin Luther King e Malcolm X. Ser uma mulher negra e pobre nos EUA, na altura em que nasceu, não era fácil. Foi vítima de abusos sexuais em criança e passou anos sem conseguir falar com o trauma. Foi mãe solteira ainda adolescente. Mas era uma mulher de fibra e aos 17 anos tornou-se na primeira motorista negra de autocarros em São Francisco. #girlpower! Mais tarde, tornou-se na primeira mulher negra a ser argumentista em Hollywood. #aindamaisgirlpower! Na década de 50 afirmou-se como actriz, cantora e dançarina em várias peças de teatro. Resiliência é a palavra que a define. E é por isso que vou ler o seu livro autobiográfico "Sei porque canta o pássaro na gaiola", este mês. 

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14. Mulheres nos livros - Indica três livros com personagens femininas fortes.

As Serviçais. Todas incríveis. 

A Contadora de Histórias. Os capítulos da Minka, por tudo o que passou. 

Orgulho e Preconceito.Sou fã da Elizabeth Bennet desde a altura em que nem sabia bem o que era o amor.

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15. Mulheres nos filmes - Indica três filmes com personagens femininas fortes.

Kill Bill é dos meus filmes preferidos de sempre e a Uma Thurman está modo badass máximo. Adoro.

Elle. Porque tem uma protagonista que até hoje não esqueci. 

Three Billboards outside Ebbing, Missouri. Só queria ter metade da força desta mulher. 

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16. Ir em bando ao WC - Indica quem quiseres para responder.

Vou indicar estes nomes, mas está tuuudo convidado a responder! 

Carolina - Bárbara - Cláudia - Alexandra - Edite - Sónia - Jéssica - Cristina - Isaura - Dora - Elisa - Mafalda - Raquel - Daniela - Sofia - Inês - Magda