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SAY HELLO TO MY BOOKS

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Qua | 24.10.18

A Lady Gaga e tudo o que senti em "A Star is Born"

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Éramos quatro miúdas no cinema. Posso dizer que três acabaram o filme a limpar as lágrimas e eu fui uma delas. Mas chorar, por si só, não significa que um filme seja bom. Significa que alguma cena, algum momento, nos tocou profundamente. Mas este filme teve isso e muito mais. É um filme bom! Bem realizado. História bem contada. E uma interpretação incrível da Lady Gaga. Não só pelo vozeirão, mas porque quem é fã ou, pelo menos, quem já a viu em entrevistas, conhece o seu jeito de falar, meio tímida, meio à defesa, parece que está sempre em personagem e nunca conseguimos muito bem descodificar o que está por trás daquela montagem toda. Apesar de saber a história de vida dela, os seus valores e ideais, as causas que apoia, etc, sinto-a sempre pouco humana em conversas com os Media.

 

Vê-la neste filme, a vestir completamente o papel de Ally - uma miúda que sonha ser cantora e que, um dia conhece Jack Maine, artista famoso que lhe dá o primeiro empurrão na carreira, seguindo-se uma história de amor entre os dois - foi incrível. Vi uma entrevista no programa da Ellen, em que a apresentadora lhe dizia que a atuação dela estava tão natural que parecia nem sequer haver um guião, que ela parecia representar sem esforço nenhum. E foi exatamente o que senti também. Gostei muito de a ver neste registo. Voltei a ter a mesma admiração por ela que tinha em 2010, quando fiquei histérica num aniversário em que os meus amigos me oferecem o bilhete para o concerto que ela ia dar no Pavilhão Atlântico. 

 

Mas não podemos deixar o Bradley Cooper de lado até porque, no fundo, este filme só existe por causa dele. Foi ele que reescreveu o guião (o filme tem duas versões anteriores), realizou e protagonizou. Pediu conselhos musicais ao Eddie Vedder, teve aulas de canto e diz que espera que as cenas em que aparece a cantar sejam "minimamente credíveis". São querido Bradley, fica descansado. Escusado será dizer que passámos quase 2h30 a babar as cadeiras do cinema quando a pessoa aparecia de guitarra na mão ou a ser mega querido com a sua Ally.

 

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O filme acaba por ter várias camadas. Vai muito além de contar apenas o percurso ascendente de uma estrela da música. Fala de amor, não só entre pessoas mas a uma arte específica, do sentido de família, de cumplicidade, vícios, depressão, talento, oportunismo, sonhos e quedas. Vamos sentindo várias emoções ao longo do filme e ficamos presos nesta história, um bocadinho a prever o final, mas sem saber bem no que aquilo vai dar. 

 

E as músicas? Ai, as músicas... São originais neste remake. E são incríveis. Impossível ficar indiferente às letras, ao som, às interpretações, sempre tão bem encaixadas em momentos específicos do filme. Já tinha ouvido maravilhas sobre a banda sonora, mas vou sempre a medo porque, muitissímas vezes, a minha opinião é contrária à geral. Mas desta vez tenho que seguir a carneirada, porque as músicas me arrebataram o coração desde o primeiro momento. Tanto que mal cheguei a casa fui ouvi-las no Youtube - repetidamente. E hoje o loop continua. A minha preferida é esta, em baixo. Oiçam e repitam e deixem-se encantar. Vale a pena. 

 

 

 

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