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SAY HELLO TO MY BOOKS

SAY HELLO TO MY BOOKS

25
Jun18

TAG DOS 50% (2018)

Há muito que não fazia uma tag por estas bandas. A Cláudia marcou-me nesta e ainda bem, porque a vejo em blogs e canais há anos e nunca tinha feito. Diz respeito às leituras do primeiro semestre do ano. Quero dar, cada vez mais, primazia à qualidade, por isso não leio 37 livros por mês, mas escolho a dedo todos os que leio e daí têm saído leituras muito boas. Demoro-me com cada história e isso acaba por se refletir na minha relação com cada livro. De todos os que li este ano (estão aqui representados apenas alguns), só não gostei de um. 

 

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1- O melhor livro que leste até agora, em 2018.

Li vários livros bons este ano, mas nesta categoria vou escolher A Contadora de Histórias, da Jodi Picoult, lido no longínquo mês de Janeiro, porque lhe dei cinco estrelas e marcou-me imenso.

 

2- A melhor continuação que leste até agora, em 2018.

Não li nenhuma, mas pretendo ler num futuro próximo História do Novo Nome, segundo volume d' A Amiga Genial, de Elena Ferrante. 


3- Algum lançamento do primeiro semestre que ainda não leste, mas queres muito.

Pequenos fogos em todo o lado, de Celeste Ng. Foi publicado em Portugal, em Maio, pela Relógio D'Água e já o tenho em casa à espera! 


4- O livro mais aguardado do segundo semestre.

Por enquanto, nenhum. Não sou de ler novidades assim que saem, por isso nem estou a par do que vai sair. 

 

5- O livro que mais te decepcionou este ano.

Quem me segue nas redes sociais já sabe que é A Livraria, de Penelope Fitzgerald. Estava à espera de muito mais. Livro sem emoção.

 

6- O livro que mais te surpreendeu esse ano.

Posso dizer A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queiroz, pelo facto de que toda a gente que o leu ao mesmo tempo (para o Clube dos Clássicos Vivos) não ter gostado muito, enquanto eu senti um total prazer enquanto o lia e pude constatar, mais uma vez, quão incrível o Eça é. 


7- Novo autor favorito (que lançou o seu primeiro livro este semestre ou que conheceste recentemente).

Não se tornou propriamente uma autora favorita da vida, mas posso dizer que li o Destino de Maria Teresa Horta e gostei muito, ao ponto de querer ler mais dela. 


8- A tua quedinha mais recente por um personagem fictício.

Não tenho. Sou fiel à mais antiga (Mr. Darcy). Mas posso dizer um personagem que não foi "quedinha" no livro, mas sim na adaptação cinematográfica (que também vi este ano): Mr. Rochester, de Jane Eyre. Reparam na tendência para cavalheiros do séc. XIX?

 

9- O teu personagem favorito mais recente.

Não tenho um personagem favorito com todo o peso que a expressão tem, mas achei muita graça ao Anibaleitor, uma espécie de gorila gigante que adora ler, de Rui Zink. E também ao Gonçalinho Ramires, do Eça.  


10- Um livro que te fez chorar neste primeiro semestre.

É muiiito raro um livro fazer-me chorar. 


11- Um livro que te deixou feliz neste primeiro semestre.

Não me deixou feliz pela história em si, mas deixou-me feliz porque finalmente o li: Frankenstein, de Mary Shelley.


12- Melhor adaptação cinematográfica de um livro que assististe até agora, em 2018.

Não li o livro, mas o filme Call me by your name é incrível. As imagens, a banda sonora, a história... Tão simples e tão bonito.

 

13- A tua opinião favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

Opinião da Tatiana Feltrin, booktuber brasileira, sobre o Ensaio sobre a Cegueira, de Saramago. 

 

14- O livro mais bonito que compraste ou ganhaste este ano.

Pela mensagem e pelas ilustrações lindas, tenho que dizer o Mulheres, de Carol Rossetti e o Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes.


15- Quais livros precisas ou queres muito ler até ao final do ano?

Quero muito ler alguns que estão na minha estante a ganhar pó. Para dizer três: O Perfume (compra recente na Feira do Livro), Os Pilares da Terra (para ver se é tudo aquilo que dizem) e Lolita (porque é uma falha ainda não ter lido).

 

Desafio toda a gente a responder a esta tag, que dá para fazer um balanço fofinho das leituras da primeira metade do ano! (Como assim já estamos no final de Junho?!?)

24
Jun18

Como foi trabalhar na Feira do Livro pela segunda vez?

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Dizem que não se deve voltar ao sítio onde já fomos felizes. Pois eu digo que se pode voltar, sim, e ser feliz outra vez. 

 

Em 2017 decidi trabalhar na Feira do Livro de Lisboa (podem ler o post sobre a experiência aqui e a entrevista que dei sobre o assunto ao blog A Mulher que Ama Livros aqui) e foi uma experiência incrível. Não sei se foi por ser o primeiro ano, em que era tudo novo, se foi por todas as dificuldades que o calor desumano que estava na altura provocou (incluindo um espírito de equipa brutal entre todos os que lá estavam a trabalhar), se foi porque o mundo se lembrou de que a Feira do Livro era fixe e abarrotou todos os metros quadrados possíveis, mas realmente a FLL o ano passado teve uma aura especial. Não sei bem explicar, nem acho que o vá conseguir por palavras, por isso deixo aqui a injusta expressão de "só quem lá esteve - e sentiu - é que sabe". Nunca tinha lidado com clientes (apesar de na minha experiência profissional ter de lidar com pessoas de vários tipos e áreas) e nem sempre é fácil. Nunca tinha tido um trabalho tão duro fisicamente, porque acreditem que o é. E nunca tinha passado tanto tempo num ambiente em que só se fala, vê e respira livros. Foi mesmo muito, muito bom. Tanto que quando pensei voltar este ano (porque queria muito voltar) tive medo de estragar essas memórias e o bom feeling com que saí de lá o ano passado.

 

Mas foi muito bom outra vez. E quando me perguntam se gostei mais deste ano ou do ano passado, não sei responder. Genuinamente. Foram duas experiências diferentes, ainda que no mesmo sítio. Claro que a primeira foi especial, mas nesta estive mais segura, tranquila. E acreditem ou não, trabalhar na Feira ajuda a espairecer de outras preocupações. 

 

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A Equipa 

Como os responsáveis da editora já me conheciam, não tive que passar pelo processo de selecção e formação outra vez. Alguns foram super queridos, receberam-me com um abraço e deram-me as boas vindas outra vez. Outros nem por isso, comprovando que quem é antipático uma vez, vai ser sempre, e não é por estar numa situação de stress diário que não pode ser gentil e educado. Até porque responsáveis que estiveram lá, pela primeira vez, este ano foram do mais querido, compreensivo e encorajador que pode haver. Ficaram surpreendidos por, no geral, sabermos tanto sobre livros, mesmo sendo colaboradores externos, e agradeceram-nos a dedicação. Mas a verdade é que nem todos os que vão trabalhar para a Feira gostam de ler e conhecem os básicos. Apercebi-me de alguns casos, que estavam ali por estar, para fazer as horas, ganhar o dinheiro e pronto. Mas cada um sabe de si.  

 

Muitos dos colegas que lá trabalharam o ano passado, este ano não foram, tirando dois ou três. Já sabendo disso à priori, antecipei a ideia de que não ia ser a mesma coisa. E não foi. Foi diferente, com condições diferentes, com colegas e clientes diferentes, eu própria com um espírito diferente. Afinal, quem é exatamente a mesma pessoa que era há um ano atrás? Foram três semanas a lidar com pessoas novas (tirando duas ou três que já lá tinham estado o ano passado, com quem me dou muito bem e de quem ainda fiquei a gostar mais) e a constatar, mais uma vez, que só temos a ganhar em abrir espaço para conhecermos as pessoas que nos rodeiam e ter um genuíno interesse por elas. O ambiente fica melhor, o companheirismo e cumplicidade para o bem comum também. Pessoas com mais quinze ou menos dez anos que eu, todas juntas com um mesmo objetivo. A interajuda e o espírito de equipa, no geral, foram ótimos. Quando um não sabe, o outro ajuda. Quando um não pode, o outro faz. A troca de cromos constante é deliciosa. Conversávamos muito, ríamos muito e, sobretudo, ajudávamo-nos muito. É uma troca humana especial. E fico mesmo feliz por poder viver estes momentos. E sempre com boa disposição, mesmo quando apareciam clientes empenhados em tirar-nos do sério.

 

O Clima

O clima esteve muuuito mais ameno que o ano passado. Graças a todos os santinhos. Depois do sufoco do calor extremo, em 2017 - que nos deixava de rastos, a suar e a borrifarmo-nos com água gelada o dia inteiro - este ano esteve um tempo excelente. Só descartava dois dias de chuva chata que afungentou as pessoas da Feira e nos dificultou a vida com tapa-os-livros / destapa-os-livros. De resto, não esteve demasiado calor, nem demasiado frio, corria uma brisa leve para arejar as ideias, foi perfeito. Apesar das muitas horas em pé, para cima e para baixo, das centenas de agachamentos para endireitar livros, de andar a acartar com caixotes pesados, senti-me muito menos cansada este ano, ainda que estivesse fisicamente moída quando terminou. 

 

Os Clientes

Do ano passado só me lembro de um senhor arrogante e mal educado. Este ano apanhei mais. A falta de vitamina D afeta o humor e andaram tantos portugueses a sofrer com esta limitação até há poucos dias. Pessoas que nem um "boa tarde" ou um "pode ajudar?" dizem antes de mandarem um "quero tal livro". Pessoas que viram a cara e seguem sem um "obrigado" depois de eu dizer que não tenho o que querem. Pessoas que respondem torto quando digo que um título já esgotou ou não foi para a Feira. E tantos, tantos que insistem que certo livro é da Bertrand. E eu lá tenho que debitar, pela 653ª vez, que ali estamos numa feira de editores e não livreiros. E eles insistem. Porque viram no site e nas lojas. E eu volto a repetir que tal livro não é nosso. E eles tiram o telemóvel do bolso, ligam a net e pesquisam. E abrem a fotografia no site da Bertrand enquanto dizem "Está a ver, tem um B de Bertrand". E eu lá explico que aquilo é a marca d'água, peço "com licença" e faço zoom no ecrã deles enquanto digo, "É editado pela D. Quixote, que faz parte do grupo Leya, é do outro lado, lá em cima!". Todos, sem excepção, fazem aquele "ahhhhh realmente não me tinha apercebido." E seguem caminho, já sem olhar para mim, porque foram teimosos e viram que não tinham razão. Tantas, tantas vezes. E, mais uma vez, se ganhasse um euro por cada vez que perguntam onde são as caixas - a sério que ainda temos este problema? - e como funciona a Hora H, estaria a escrever-vos isto de uma ilha paradisíaca nas Caraíbas, a beber uma piña colada.

 

Também há os simpáticos, os que querem conversa, os envergonhados (como uma senhora que procurava livros eróticos e me disse os títulos baixinho, não fosse alguém ouvir), os chatos (que levam uma lista interminável e demoram horas a dizer tudo o que querem), os perdidos (que só querem saber onde é a praça laranja ou onde se vendem gelados), os que só estão ali para passar o tempo, os que têm muita pressa e atropelam as outras pessoas para chegar a nós primeiro, os que reclamam dos preços, os que reclamam das filas, e os que estão ali só a ver as vistas.

 

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A experiência livreira 

O ano passado conheci muitos livros e autores por estar ali, presente, a ver as mesmas capas e títulos todos os dias. O tempo e a repetição fazem-nos ver as coisas com mais detalhe e atenção. E a vontade de trazer para casa livros que nem sabíamos que existiam? Este ano senti isso em dobro. Fui mais confiante nos meus conhecimentos sobre literatura, em geral, e livros daquelas editoras, em particular. E todos os dias acrescentava alguma coisa ao meu saber. Não é incrível? Por isso é que digo que é uma experiência muito enriquecedora tanto a nível profissional, como pessoal. Não tem só a ver com saber indicar ao cliente em que prateleira está o livro que ele quer, saber dizer se aquele título é o mais recente de um autor, ou porque é que não temos outras obras do mesmo na Feira. Tem a ver com "perder" tempo a falar de livros com os clientes porque descobrimos que eles gostam dos mesmos livros que nós. Tem a ver com saber indicar livros quando nos pedem uma sugestão depois de nos dizerem os seus gostos. Tem a ver com saber exatamente onde está certo livro, quando mais ninguém o acha e poder ajudar um cliente que andava ali perdido à procura. Saio da Feira sempre muito mais rica em conhecimentos e experiência humana. 

 

Além de entrar neste mundo livreiro e perceber certos truques para tentar vender mais, fazer sobressair certo livro ou autor, compensar algumas falhas e, no meio disso, mediar a interacção entre autores e leitores, repôr livros que faltam, organizar as estantes de forma coerente e estar sempre atento ao que pode ser melhorado. Mal víamos um "buraco" deixado por um livro que foi levado, era ir rapiramente tirar um detrás para voltar a deixar a frente bonita. Até sonhei com isto, acreditam? E é muito giro ver de perto a devoção de certos leitores. Os que vão às sessões de autógrafos porque adoram um livro de uma autora e querem vê-la de perto, os que querem o último que saiu de certo autor porque já leram tudo dele, os que ouviram falar "daquela dos livros para vegetarianos" e querem ver se é realmente bom... Perceber os gostos de cada pessoa e ficar a imaginar o momento em vai ler os livros que leva da Feira era um dos meus exercícios preferidos. Alguém pegava no "Diz me quem sou", da Julia Navarro (que vendeu imenso), por exemplo, e eu ficava a imaginar se era para ler na praia, durante as férias, se o iam guardar para o sofá à frente da lareira, se se iam esquecer do mundo enquanto o liam e o que iam sentir quando chegassem ao fim daquele calhamaço. 

 

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Já para não referir o vergonhoso facto de que ir à Feira todos os dias me obrigadou a comer mais farturas, gelados e waffles do que aqueles que gostaria de admitir. Fez-me quase diariamente ir meter o nariz no pó dos alfarrabistas. E andar kms dentro da feira, a dar as mesmas voltas quinze vezes. Mas também me fez encontrar muita gente que só conhecia dos blogs/canais/instagram, alguns amigos que passeavam por lá, e autores que, de outra forma, nunca teria tido a vontade sequer de ir meter conversa (como no caso do Richard Zimler). 

 

Mais uma vez, foi maravilhoso. E, mesmo que não volte a trabalhar lá no ano que vem - sei lá como vai estar a vidinha nessa altura - vou sempre voltar à Feira com a sensação que ela também é um bocadinho minha. 

 

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22
Jun18

Sexta-feira

Quando pintamos as unhas de uma cor de verão, finalmente, porque o dia acordou quente, com os passarinhos a cantar fora da janela e o fim-de-semana já ali ao fundo, no horizonte. Traz Santos Populares e Rock in Rio. Que ansiedade. Faço um pequeno-almoço reforçado, dos bons, porque este clima abre o apetite. Acho que vou comprar flores. Saío de casa, fresca, passa uma das minhas músicas preferidas na rádio que me lembra as férias no Algarve. Janela aberta, a cantar, vou trabalhar bem-disposta, a vida corre tão bem. Está calor, Portugal vai de certeza passar a fase de grupos e o Pablo Vittar chegou a Portugal para fazer uma participação especial com a Anitta, no domingo. Amanhã vou almoçar com uma amiga que não vejo há muito tempo. Hoje talvez vá ao cinema. Esta sexta-feira está a correr tão bem. Nada a apontar. Até que percebo o que está errado neste cenário... O livro ficou em casa. 

 

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03
Abr18

O que foi lido no Março Feminino 2018?

Mais um ano, mais um Março Feminino. Fico muito feliz por tanta gente ter participado e tantas mulheres terem sido lidas, num só mês, dentro do projeto. É sempre esse o principal objetivo e acho que correu muito bem, como podem ver na imagem abaixo. Fiz um apanhado de várias fotografias que foram sendo partilhadas ao londo do mês com #marçofeminino nas redes sociais. Das clássicas às contemporâneas, das portuguesas às que estão do outro lado do mundo, das que relatam factos sobre a sua vida ou das que dão asas à imaginação, leu-se um bocadinho de tudo. Tão bom. 

 

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Nas leituras do Março Feminino 2017 foram lidas 40 autoras. Este ano chegámos às 52, ainda que várias pessoas tenham lido as mesmas autoras. Fica a lista das várias mulheres lidas (se faltar alguma, avisem-me para acrescentar): 

 

Adília Lopes

Agatha Christie

Alexandra Bracken 

Alison Bechdel 

Ana Saragoça

Arundhati Roy

Cara Delevingne

Camila Alves Costa

Carol Rossetti 

Carson McCullers

Cecilia Ahern 

Charlotte Bronte

Chimamanda Ngozi Adichie 

Clarice Lispector 

Cristina Sant'Ana Costa 

C. J. Tudor

C. L. Taylor 

Dorothy Koomson

Dulce Garcia 

Elena Favilli 

Elizabeth Barrett Brownling 

Florencia Bonelli 

Francesca Cavallo 

Inês Nunes Pimentel 

Isabela Figueiredo

Jeannette Walls 

Joanne Harris 

Jodi Picoult 

Jojo Moyes 

K. L. Slater

Lydia Gouardo

Liv Constantine 

Louisa May Alcott

Magda Szabó

Margaret Atwood

María Gainza 

Maria Teresa Horta

Mariana Alcoforado 

Mary Shelley 

Megan Maxwell 

Megan Miranda 

Melissa Hill

Nadia Murad

Patricia Reis

Rainbow Rowell 

Rupi Kaur

Sara Laedel 

Sheena Kamal 

Sophia de Mello Breyner 

Teolinda Gersão 

Ursula Doyle 

Xinran

 

Obrigada a todos que participaram. Estes desafios são sempre óptimos para incentivar a leitura de alguns géneros menos falados, para partilhar dicas e indicações, para conhecer mais, para ler mais, para crescer mais. Em 2019 cá estaremos! 

06
Mar18

COISAS BOAS DE FEVEREIRO

 

UM EVENTO

Na verdade, houve dois eventos que marcaram o meu mês. O concerto do Richie Campblell, dia 2, que me trouxe muitas recordações, porque já o conheço há muitos anos, já fui a muitos concertos dele e porque as músicas dele foram acompanhando momentos da minha vida. Quis estar presente na primeira vez dele no Pavilhão Atlântico (continuo a chamar assim). Foram muitos amigos e foi muito bom.

A festa Revenge of the 90's. Fui à primeira que fizeram há um ano, mais pequena, só com amigos de amigos que conheciam o conceito. Depois fui mais vezes ao longo do ano, até chegar agora o primeiro aniversário quando a festa já é mais que conhecida por aí e consegue juntar milhares de pessoas a cantar e dançar músicas dos Anos 90. Viajamos no tempo enquanto nos divertimos e isso é incrível. Desde brincadeiras com o Juiz Decide, à presença do Batatinha, vídeos do Médico de Família, Navegantes da Lua, Dragon Ball, Pequena Sereia, etc. Teve a presença dos Anjos, Santa Maria e Ana Malhoa a cantarem músicas da época - sim, a Ana Malhoa cantou a música do Bueréré - é uma sensação única.

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UMA MÚSICA 

Porque numa altura em que todas as músicas que passam na rádio me fazem revirar os olhos, esta consegue transmitir-me uma boa vibe!

 

UM FILME

Call me by your name. Apesar da primeira meia hora ser mais parada, o filme arrebata-nos e nem sentimos as duas horas a passar. Tão bonito. Sobre a descoberta do amor, da sexualidade, a descoberta de nós próprios aprendendo a lidar com os nossos sentimentos. E a vida a andar devagar, como devia ser sempre, antes da Internet, dos telemóveis, computadores e tablets. Os livros, os passeios de bicicleta, o tempo passado a conversar à mesa. Tão bom. 

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UM RESTAURANTE

Podia indicar mais que um porque, felizmente, conheci sítios novos e interessantes este mês. Vou dizer o Otto, que fica no Cais do Sodré, ao lado do Mercado da Ribeira. Restaurante italiano bem giro, com comida boa, serviço rápido e prestável, num sítio super central para ir beber um copo a seguir.

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UM VÍDEO

Adorei esta coleção de vídeos do canal Cut, onde ex-namorados são confrontados com perguntas incómodas e têm que escolher entre responder ou beber um shot. 

 

UMA SÉRIE

Finalmente rendi-me ao This is us. Vi a primeira e segunda temporadas, faltam os últimos três episódios que ainda não tinham saído. Começou meio morna e foi aquecendo, ao ponto de me fazer chorar litros em certos episódios. É uma série muito humana e valha-me-deus que quero um Jack só para mim!!!

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UMA NOTÍCIA

Infelizmente são cada vez mais as livrarias independentes a fechar portas em Lisboa e não só. Nos últimos meses já foram umas quantas. Que pena. Aqui

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01
Mar18

TAG | Março Feminino

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Começa hoje o #marçofeminino yeeeeei e, para dar início ao mês e ao projeto, nada melhor que uma tag. É original, ligamos livros a categorias focadas no mundo feminino e criei-a precisamente para brincar com a condição de ser mulher, que tem tanto de díficil como de fascinante. É pró menina e prá menina, por isso gostava muito que todos respondessem, quer estejam a participar no projeto ou não. Taguem as vossas amigas e amigos, quero ver as vossas respostas! 

 

1. Aqueles dias do mês - Um livro que os homens nunca vão perceber.

Este livro grita força feminina. Quer queiramos, ou não, homens e mulheres são diferentes. Os homens por terem, obviamente, um corpo diferente, um lugar diferente na sociedade (principalmente em países subdesenvolvidos) ou simplesmente, por terem a sensibilidade de um nabo - há raras e boas excepções - dificilmente compreendem a sensibilidade e subtileza de alguns destes poemas. 

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2. Filha da mãe da depilação - Um livro que te arrepia só de pensar.

Já o disse antes, este livro mexeu muito comigo, deu-me nós no estômago e provocou-me sensações várias. Arrepia-me só de lembrar o que os personagens passaram e como seria se realmente acontecesse algo do género. 

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3. Aquele batom vermelho que dá um up a qualquer look - Um livro que te pôs bem-disposta/o num dia cinzento

Este como exemplo de qualquer um dos livros do Mário Zambujal que já li até agora. Sempre leves, despretensiosos, divertidos. Com aquela portugalidade típica que nos ensina a gozar com nós próprios. 

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4. Cérebro Feminino - Um livro que parecia confuso, mas acabou por fazer muito sentido.

Vou apontar este porque o li recentemente e ouvi muita gente dizer que era chato e confuso, principalmente as partes que pertenciam à história que o protagonista estava a escrever sobre os seus antepassados. Realmente pode tornar-se confuso, para quem não esteja atento, mas acaba por ter sentido no decorrer da narrativa e dar força à personalidade do protagonista. No fim, acho que tudo encaixou bem. 

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5. "Mulheres não percebem de futebol, nem gostam de cerveja" - Um livro que vomita clichés.

Esperava muito mais deste livro. Clichés atrás de clichés, não acrescentou nada à minha vida. 

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6. Mini-saia - Um livro curto, mas bom.

Gostei tanto deste livro. Ficamos com água na boca para mais. Mesmo que tivesse 500 páginas e 654380 cartas trocadas, seria sempre pouco. Não me canso de repetir: se são fãs de Jorge Amado e Saramago, não deixem de pegar nesta preciosidade. 

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7. Bolsa de Mulher - Um livro com muita coisa dentro, que te provocou várias emoções. 

Para não estar sempre a repetir os mesmos títulos, vou indicar este para esta categoria, porque meteu suspense, tristeza, desilusão, felicidade, medo, compaixão, revolta. Gostei muito. 9789722356176__capa livro_g.JPG

 

8. Mrs. Always Right - Como as mulheres têm sempre razão, escolhe um livro que aconselhas a toda a gente.

Os Contos do Oscar Wilde é daqueles livros que aconselho a miúdos e graúdos. Tão bons, tão intemporais. 

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9. Mas porque é que tenho que gostar de cor-de-rosa? - Um livro que toda a gente gosta, menos tu!

Taaanta gente a dizer coisas tão boas disto, a loucura à volta do livro, os prémios, blá blá blá. Gostei de algumas partes, mas a última...não me lixem. 

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10. Sutiã nosso de cada dia - Um livro que te incomodou ou um livro que foi um alívio chegar ao fim.

 Falei dele aqui. Não tenho muito a acrescentar. 

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11. Ir à manicure - Toda uma curiosidade sobre um livro que anda na boca do povo, mas ainda não leste.

Este é o livro que mais vi em blogs e em fotografias do Instagram no último semestre, seguramente. Está na lista para ler, mas depois de ter visto a série, perdi um bocadinho a vontade e ainda não a encontrei outra vez. 

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12. Fitas e lacinhos - O livro mais girly que já leste.

Tirando aqueles do género "Diário da Princesa", que li quando era mais nova, acho que o mais girly foi este. Típico livro do pinterest. 

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13. Girl Power - Uma autora que é uma mulher do caraças. Explica porquê. 

Maya Angelou (1928-2014). Foi uma escritora norte-americana, poetisa e activista dos direitos civis, que lutou ao lado de Martin Luther King e Malcolm X. Ser uma mulher negra e pobre nos EUA, na altura em que nasceu, não era fácil. Foi vítima de abusos sexuais em criança e passou anos sem conseguir falar com o trauma. Foi mãe solteira ainda adolescente. Mas era uma mulher de fibra e aos 17 anos tornou-se na primeira motorista negra de autocarros em São Francisco. #girlpower! Mais tarde, tornou-se na primeira mulher negra a ser argumentista em Hollywood. #aindamaisgirlpower! Na década de 50 afirmou-se como actriz, cantora e dançarina em várias peças de teatro. Resiliência é a palavra que a define. E é por isso que vou ler o seu livro autobiográfico "Sei porque canta o pássaro na gaiola", este mês. 

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14. Mulheres nos livros - Indica três livros com personagens femininas fortes.

As Serviçais. Todas incríveis. 

A Contadora de Histórias. Os capítulos da Minka, por tudo o que passou. 

Orgulho e Preconceito.Sou fã da Elizabeth Bennet desde a altura em que nem sabia bem o que era o amor.

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15. Mulheres nos filmes - Indica três filmes com personagens femininas fortes.

Kill Bill é dos meus filmes preferidos de sempre e a Uma Thurman está modo badass máximo. Adoro.

Elle. Porque tem uma protagonista que até hoje não esqueci. 

Three Billboards outside Ebbing, Missouri. Só queria ter metade da força desta mulher. 

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16. Ir em bando ao WC - Indica quem quiseres para responder.

Vou indicar estes nomes, mas está tuuudo convidado a responder! 

Carolina - Bárbara - Cláudia - Alexandra - Edite - Sónia - Jéssica - Cristina - Isaura - Dora - Elisa - Mafalda - Raquel - Daniela - Sofia - Inês - Magda

16
Jan18

Toda a gente leu, menos eu

Andava eu aqui a pensar naqueles livros que tenho na estante há algum tempo - e não quero que passem de 2018 sem serem lidos - quando reparei que alguns são aqueles que tooooda a gente já leu, menos eu. Alguns são clássicos que até tenho vergonha de dizer que ainda não li, outros são aqueles cheios de hype, muito falados e muito publicitados. E eu fujo de novidades, não só pelo preço de fazer corar qualquer pessoa de bem, mas porque quando está tudo a falar do mesmo, o livro cansa-me antes mesmo de lhe pegar. Tal e qual aquelas músicas que cantamos alto no carro, mas quando começam a passar 562 vezes por dia na rádio, mudamos de estação assim que ouvimos os primeiros acordes. 

 

Fui adiando essas leituras, apesar de saber que têm o seu valor e que, provavelmente, vou gostar muito. Mas chegou o dia ano. De 2018 não passam, nem que a vaca tussa (adorava saber como é que estas expressões pegam). São eles: 

 

A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón

A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak

Misery, Stephen King

O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde

Madame Bovary, Gustave Flaubert 

 

Se por acaso ainda não leram algum destes tenham a caridade de me dizer, para não me sentir tão E.T., 'tá bom? E digam-me quais são os vossos títulos que encaixam em #todoslerammenoseu